quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

"Blueberry" nº 17 "Angel Face"

Capa de "Angel Face", uma das reedições.


Prancha 1.


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4.


Prancha 5.


Prancha 6.


Ficha técnica

“Angel Face”
“Angel Face”
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Quadricromia
Volume: 17
Ano de lançamento da primeira edição: 1975
Número de pranchas: 46
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,5x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Fonte das imagens: Dargaud Éditeur: capa e pranchas 2 a 6. Bedetheque: prancha 1.



A capa da 1ª edição.



A contracapa da 1ª edição.

Fonte: Bedetheque.


“Angel Face” - “Angel Face”

Segundo e último álbum do ciclo do Primeiro Complô contra Grant. A Decadência de Blueberry (álbuns 16 e 17) - Colorado e Novo México. Agosto de 1870. Acontecimento histórico: Custer recupera o seu comando. Angel Face: Cara de Anjo, devido à aparência do personagem Marmaduke O’Saughtness – um jovem, bem afeiçoado, com cabelos loiros e olhos azuis. Jean Giraud escreveu 10 páginas dessa história.


Prancha 1 de "Angel Face", edição americana, Epic Comics, 1991.

Criado pelo maior roteirista de história em quadrinhos francófona, o belga Jean-Michel Charlier, e por um dos melhores desenhistas de HQ do mundo, o francês Jean Giraud, "Blueberry" apresenta em suas páginas um ritmo intenso de um roteiro muito bem estruturado. Após 12 anos realizando o personagem (1963 – 1975), Gir evoluiu bastante na saga blueberryana e também com o seu outro eu, Mœbius, o qual existia antes de Gir.

As fotografias de referência, para a capa de "Angel Face" ("Angel Face"), álbum publicado em 1975, foram extraídas de uma revista, por Jean Giraud, da seção de moda em Paris. O artista utilizou duas fotografias: da primeira retirou o homem, da segunda, o sofá.

Jean Giraud fez a ilustração de um cartaz para o álbum “Angel Face” (“Angel Face”), inspirado no quadrinho 5 da prancha 21 da história, que teve o roteiro de Jean-Michel Charlier com dez páginas escritas por Jean Giraud.

Em "Angel Face", quadrinho 3 da prancha 4, Jean Giraud se inspirou em John Wayne, de "The Horse Soldiers" ("Marcha de Heróis", título no Brasil; "Os Cavaleiros", em Portugal; "Les Cavaliers", na França), 1959, filme sobre a Guerra de Secessão, dirigido por John Ford, para compor um Mike, fugitivo, se trajando novamente de militar do Exército americano.

Em "Angel Face", Jean-Michel Charlier se inspirou no atentado contra John Kennedy, em Dallas, Texas, que culminou no assassinato do Presidente dos Estados Unidos, em 1963, para escrever o atentado contra Ulysses Grant, em Durango, Colorado. Um antigo amor do político, Guffie Palmer, irrompe, já ferida por Marmaduke O'Saughtnessy, mais conhecido por "Angel Face", tentando salvar o Presidente do tiro do pistoleiro envolvido em um complô contra Grant, em cenas da mesma página em cuja aparece Mike "John Wayne" Blueberry.

Envolvido, por políticos e militares, em um plano para assassinar o presidente Ulysses Simpson Grant, Blueberry é um fora-da-lei disposto a tudo para provar a sua inocência no sumiço do Tesouro dos Confederados. Entretanto as coisas se complicam ainda mais para ele, pois será acusado de tentativa de assassinato do presidente dos Estados Unidos, após uma fuga planejada por seus inimigos.

Abaixo do sótão onde estão Mike, Duke “Angel Face” e Kelly, de tocaia para atirar no presidente, encontram-se quatro homens do complô, prontos para matar Blueberry – que desconhece essa cilada - após a morte de Ulysses Grant, que desfila em uma charrete com uma grande escolta militar e civil. Angel Face mira sobre o alvo.

Blam! Blam! Blam! Disparos partem do sótão e atingem Guffie Palmer, que inesperadamente irrompe em Durango, já ferida no final do episódio anterior, e o Governador do Estado do Colorado. Blueberry consegue se libertar, joga um candeeiro sobre Kelly e Duke, parte para a luta corporal, o local se incendeia e os dois bandidos fogem saltando nos cavalos que os aguardavam com outros cúmplices.


Prancha 9.

Guffie, antes de morrer nos braços de Grant, tenta alertá-lo do complô para tirá-lo da presidência e da inocência de Mike Blueberry, entretanto ele entende que o ex-tenente é o assassino dela e do Governador, então oferece um prêmio de 10 mil dólares pelo fugitivo.

O fogo se alastra e começa a caçada ao fora-da-lei Blueberry, que salta os telhados, invade um saloon e surpreende o chefe dos bombeiros com uma prostituta em um dos quartos. Com os trajes de bombeiro, tomados do velhote, Blueberry consegue sair do estabelecimento, repleto de pessoas, entre as quais soldados, auxiliado pela bela proprietária, Rosa, que ainda flerta com ele.


Prancha 16, original. Blueberry bombeiro.


Quando ia trocar a roupa, Mike é surpreendido e obrigado pela população a ajudar no combate ao incêndio e acaba salvando uma velhinha rabugenta, zombeteira e fumante de charuto. Os soldados perseguiam um bombeiro, isso acaba causando uma briga entre os dois lados, de cuja Blueberry se aproveita para levar a velhinha, nos braços, até à sua casa.

Surgem na prefeitura, do gordo e desinteressado prefeito, os irmãos Art e Bupp Singletone, da Agência Pinkerton, que estavam na pista de Blueberry, Blake e Duke. Os agentes veem Blake na rua, em companhia de seu comparsa Mort Doogan, que se dirigiam à periferia da cidade onde estava escondido Duke. Enquanto isso, Mike está na casa da velhinha, a qual mora acompanhada pela bonita filha Janet, que oferece uma torta de mirtilo (blueberry) ao "mister John Johnes", e com o genro Melvin, ajudante do Xerife, o qual chega com o olho esquerdo roxo fruto de sua intervenção na briga entre os bombeiros e os soldados.

Melvin reconhece Blueberry e o leva preso. Ao passarem em frente a uma cantina, são reconhecidos por dois homens de Blake, que atiram e atingem o delegado. Mike se esconde entre os cavalos dos bandidos, consegue sacar o rifle de um deles e os elimina. Duas crianças mexicanas o ajudam, informando que o tio deles, o dono da cantina, saíra para buscar a polícia. Grant está reunido com a sua liderança, o prefeito e o xerife, e informa que não tem medo, cumprirá a programação e discursará, ao meio-dia, na estação ferroviária de Durango.


Prancha 28.

Os dois agentes da Pinkerton estavam espionando Blake, Doogan e Duke do telhado do seu esconderijo, quando são percebidos pelo trio – começa o tiroteio que culminará na morte dos detetives. Doogan é ferido na coluna vertebral e Angel Face termina o serviço. Blueberry estava por perto e chega pouco depois, ainda em tempo de ouvir de Doogan o novo plano para assassinar Grant, dessa vez na estação de trem. Os soldados continuam atrás de Mike, que volta à casa da bela loira Janet, viúva velando o corpo do falecido delegado, em companhia de sua mãe, cuja está sempre com o charuto na boca.

A cidade está sendo revirada pelo xerife e seus delegados, oficiais e soldados da Cavalaria. Eles chegam à casa da viúva e procuram até no caixão do morto, mas Mike Steve Donovan estava escondido sob o mesmo, debaixo do assoalho, e sai pedindo um pedaço de torta de mirtilo – a fruta que é o seu apelido, blueberry. Grant recebe o relatório que o ex-tenente se evaporou, então manda suspender as buscas.

Blueberry ganha da viúva Janet a estrela do falecido, sai da casa da velhinha disfarçado de ajudante de Xerife, ruma para a estação, todavia é reconhecido, no percurso, por um soldado que colava cartazes de "Procurado" – para um certo M. S. Blueberry, cujo prêmio já estava em 20 mil dólares. Mike, agora disfarçado de soldado, passa pelos postos de bloqueio e se esconde na caixa d’água da estação; simultaneamente, Blake e Duke estão no prédio principal, se apresentando como inspetores da ferrovia e pedem para dormir na torre do relógio.

Blake e Duke planejam o ataque, os homens do Presidente estão reunidos preocupados com Blueberry. Amanhece. Mike está na caixa d’água, com um rifle, a bolsa de cartazes e o balde de cola, e vê Blake passar abaixo, tendo trânsito livre com os falsos documentos, se colocando junto à locomotiva, como inspetor. O sistema de segurança em torno da estação é imenso. O Presidente chega em uma carroça-forte, se dirige para o palanque e começa a discursar.

Blueberry observa, quando o reflexo do vidro do relógio da torre da estação atinge o seu rosto, ao ser aberto por Duke, que tencionava matar Grant dessa vez pelas costas. Baw! Blueberry atira! Blam! Duke atira! O disparo de Mike acerta o vidro do relógio, enquanto aquele de Duke o chapéu de Grant indo se alojar nas costas de um soldado que estava abaixo do palanque.


Prancha 45.

Duke foge em meio a tiros, soldados chegam ao esconderijo de Mike, que joga a sacola com os cartazes derrubando-os da escada da caixa d’água, dali o ex-tenente salta para o trem sequestrado por Blake e Duke. Blake separa a locomotiva do comboio, troca tiros com Blueberry, é atingido e cai sobre os trilhos. Duke e Mike começam a lutar com os revólveres e terminam com as mãos. Socos e pontapés, Duke cai e enfia a cabeça na fornalha desfigurando a sua cara de anjo, salta da locomotiva em estado de choque.


Tira 1 da prancha 46 de "Angel Face", edição americana, Epic Comics, 1991.

A locomotiva estava em alta velocidade para a próxima curva e... Baoommm! Os soldados encontram somente os destroços do veículo, mais uma vez Blueberry havia desaparecido. Resgatam Duke, que, ao perguntarem o nome dele, respondeu: "Anjo... Cara... de Anjo!". Blake e Angel Face retornarão em “Le Bout de la piste” ("O Fim da Pista"), último álbum do ciclo do Segundo Complô contra Grant - Parte 2. A Reabilitação de Blueberry.

Fonte das imagens: Bedetheque: prancha 1 da edição americana publicada pela Epic Comics em 1991. BDnet: prancha 9. Peciosenunaplayacualquiera: prancha 16, original. Li-an: prancha 28. La cancion de tristan: prancha 45. The blueberry encyclopaedia: tira 1 da prancha 46 da edição americana publicada pela Epic Comics em 1991.

A série "Blueberry" foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry nº 17 Angel Face © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur 1975
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil



Editora Trem Fantasma


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

"Blueberry" nº 16 "Le Hors-la-loi"

Capa de "Le Hors-la-loi", uma das reedições.


Prancha 1.


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4.


Prancha 5.


Ficha técnica

“Le Hors-la-loi”
“O Fora-da-lei”
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos, cores e capa: Jean Giraud
Volume: 16
Ano de publicação da primeira edição: 1974
Número de pranchas: 44
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,5x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Fonte das imagens: Dargaud Éditeur: capa e pranchas 1 a 5.


“Le Hors-la-loi”, volume 16 da série “Blueberry”, foi pré-publicado em “Pilote” com o título “L’Outlaw” do nº 700, 5 de abril de 1973, ao nº 720, 23 de agosto de 1973, e um anúncio no nº 699 do hebdomadário.




“Pilote”, de 29 de março de 1973, anuncia a história “L’Outlaw”. Esse episódio de “Blueberry” foi publicado sob esse título nas páginas da revista a partir do número seguinte, mas o álbum, que resultará, portará o nome, em francês, de “Le Hors la loi”.

Fonte: jmcharlier.com


A prancha anúncio de “L’Outlaw” publicada em “Pilote” nº 699, de 29 de março de 1973, apresenta parte do quadrinho 6 da prancha 2 da história e o seguinte texto:

BLUEBERRY

·    Trinta anos de prisão! É a pena que o ex-tenente Mike S. Blueberry purga atrás das grades da penitenciária militar de Francisville...

·     Entrementes, um monstruoso e gigantesco complô ameaça o futuro dos Estados Unidos!

·  Qual vínculo estranho liga o prisioneiro solitário de Francisville aos maquiavélicos instigadores dessa conjuração?

·        Você saberá lendo, a partir da próxima semana:

L’OUTLAW



Prancha 12, original. Fonte: BDgest.


Prancha 14. Fonte: BDzone.


«Condenado no começo de “Le Hors-la-loi”, Blueberry é acompanhado fora de sua prisão (como Kirk Douglas em “Le Reptile” - “The was a Crooked Man” - J. L. Mankiewicz, 1970) e libertado após um ataque de trem que lembra aquele de “Rio Lobo” (Howard Hawks, 1970).»

Fonte: “De Blueberry, du western et de quelques mythes”, artigo de Michel Angot publicado em “Le collectionneur de Bandes Dessinées”, Nº 51, setembro de 1986, Paris, França. N. C.: No Brasil, o filme “The was a Crooked Man” tem o título de “Ninho de Cobras”.


“Le Hors-la-loi” - “O Fora-da-lei”

Primeiro álbum do ciclo do Primeiro Complô contra Grant. A Decadência de Blueberry. (Álbuns 16 e 17) - Colorado e Novo México. Agosto de 1870. Acontecimento histórico: Custer recupera o seu comando. É umas das histórias blueberryanas que não tem 46 páginas, as demais são: “L’Homme à l’étoile d’argent” ("O Homem da Estrela de Prata", 47), “Général Tête Jaune” (“General Cabeça Amarela", 48), “Le Spectre aux balles d’or” ("O Espectro das Balas de Ouro", 52), Ballade pour un cercueil” (“Balada para um Caixão”, 62), “Nez Cassé” ("Nariz Partido", 47), “Arizona Love” ("Arizona Love", 56) e “Dust” (“Dust”, 68).


Capa da 1ª edição. Fonte: Bedetheque.

Na capa da 1ª edição de “Ballade pour un cercueil”, a série recebeu o título “Lieutenant Blueberry”, voltando para “Une Avventure du Lieutenant Blueberry” naquela do episódio seguinte, “Le Hors-la-loi”, também de 1974, perdurando até o volume 19. No volume 20, “La Tribu fantôme”, publicado pela editora Hachette, em 1982, novamente a série passou a se chamar “Lieutenant Blueberry”, continuando por mais três álbuns. Em 1990, o volume 23, “Arizona Love”, apresentou a série com o título “Blueberry”, que mudou para “Mister Blueberry” no volume seguinte, se mantendo nos cinco últimos álbuns da série central.


Contracapa da 1ª edição. Fonte: Bedetheque.

Esse ciclo completa aquele de Chihuahua Pearl. O Tesouro dos Confederados (álbuns 13 a 15), cujas histórias – “Chihuahua Pearl” (“Chihuahua Pearl”), “L’Homme qui valait 500.000$” (“O Homem que Valia 500.000 $”) e “Ballade pour un cercueil” (“Balada para um Caixão”) - se passaram no México, Texas e Arizona, no verão de 1869. "O Fora-da-lei", título que é o próprio protagonista Blueberry, foi lançado, em formato menor, em cores, na coleção portuguesa "Os Clássicos da Banda Desenhada", juntamente com as três histórias do ciclo Chihuahua Pearl. O Tesouro dos Confederados. O volume de 224 páginas não apresenta a conclusão da aventura, a história "Angel Face" (“Angel Face”).

Blueberry é condenado a 30 anos de prisão em Francisville, Alabama, uma das penitenciárias mais brutais dos Estados Unidos, por desvio do Tesouro dos Confederados, escondido no México. O maléfico Comandante Kelly tortura Mike Blueberry, fazendo-o passar sede e fome, marchar descalço, com saco cheio de pedras na costa, sob o sol a pino, para conseguir a confissão do local em cujo está escondido o ouro sulista; o ex-tenente, com o cabelo quase raspado a zero, jura acertar as contas com ele. Após seis meses preso, Blueberry aceita indicar aonde escondeu o tesouro em troca de sua liberdade – uma raposa tentando enganar outra.

Kelly finge que fez contato com Washington, de cuja recebeu ordem para enviar Blueberry, de trem, até El Paso, quando o General Mac Pherson reconduzirá a busca. Mike deixa a prisão, rumo a Topeka, em uma charrete, sob forte escolta, dali rumaria a Santa Fé e depois, a cavalo, até El Paso. O trem é assaltado por Tennessee Blake e seu bando, mas a intenção principal é libertar, intencionalmente, o ex-tenente, que é despachado com arma, cavalo e 20 dólares. Mike chega a Santa Fé, procura o estabelecimento "Casa dos Anjos", isolado da cidade, da amiga Guffie Palmer.


Prancha 21, quadrinho 1. Dois dias após fugir da 
penitenciária militar de Francisville, Alabama, 
Blueberry chega a Santa Fé, Novo México.


Prancha 22, quadrinho 1. Blueberry chega 
à "Casa dos Anjos", nos arredores de Santa Fé, 
em cuja estão Guffie Palmer, Blake e "Angel Face".


A propriedade está fechada e deserta - estranho para um lugar cheio de vícios. Guffie fora rendida pelo bandido Blake, que a enganara com uma farsa e sabia da intenção de Blueberry em cruzar a fronteira com o México e de muito mais; então recupera o cavalo emprestado e faz uma proposta ao fora da lei: que ele conduzisse um rapaz do Leste, Marmaduke O’Saughtness, até àquele país – não resta opção ao foragido senão aceitar. Guffie revela a Blueberry uma paixão de 20 anos atrás: um comandante do exército que se tornou o presidente dos Estados Unidos – Ulysses Simpson Grant.

O plano do diretor da Penitenciária de Francisville, o Comandante Kelly, é assassinar o presidente Ulysses Grant. O crime, que terá Blueberry como bode expiatório, será executado, em Durango, pelo jovem atirador de elite Duke O’Saughtness, dito “Angel Face”.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry nº 16 Le Hors-la-loi © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 1974
Blueberry © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil





terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Blueberry em Portugal

Mister Blueberry, desenho de Jean Giraud.


Blueberry em Portugal

Em 1960, ao pesquisar informações para um episódio de “Buck Danny”, Jean-Michel Charlier fica deslumbrado com a história do far-west. Decide, então, criar um herói que atravesse a época da descoberta do Oeste selvagem norte-americano e convida Joseph Gillain, dito Jijé, para desenhista desta nova série. Sobrecarregado de trabalho, o autor de “Jerry Spring” amigavelmente recusa e aconselha um dos seus alunos, Jean Giraud.

Jean Giraud, assinando Gir, aceita e, em 31 de Outubro de 1963, é publicada a primeira prancha do tenente rebelde do exército norte-americano Mike Steve Donovan nas páginas do nº 210 do semanário “Pilote”.

Curiosamente, a série começou por chamar-se “Fort Navajo”, fortificação perto da fronteira mexicana para onde o tenente Blueberry é destacado para defender a zona dos peles-vermelhas. Corria o ano de 1868.

Jean-Michel Charlier descreve um western autêntico, onde reina a lei do mais forte. Mike “Blueberry” Donovan é um soldado rebelde, indisciplinado, mas justo com os índios, lutando contra a filosofia que “um índio bom é um índio morto”. A história do far-west dos finais do século XIX é retratada com a toda rudeza e frieza daqueles árduos tempos e Jean-Michel Charlier faz Blueberry percorrer o Oeste com os seus bons amigos, o velho beberrão Jimmy McClure, Red Neck, batedor e bom atirador, e a bela Chihuahua Pearl, cantora de saloon e apaixonada do protagonista.


Chihuahua Pearl e Blueberry, no alto, à direita, em um saloon. Desenho de Jean Giraud.


O sucesso da série leva a que inúmeras publicações franco-belgas a publiquem, tais como o “Tintin”, “Super-As”, “Métal Hurlant” e “L'Echo des Savanes”.

A partir de 1968, os criadores da série iniciam a série paralela “A Juventude de Blueberry”. Em 1985, Colin Wilson substitui Jean Giraud neste ciclo, iniciando um novo, onde se retrata a participação de Blueberry na Guerra da Secessão. Com a morte de Jean-Michel Charlier, “A Juventude de Blueberry” passa a ter o argumento da responsabilidade de François Corteggiani e, em 1998, Colin Wilson cede o seu lugar, no desenho, a Michel Blanc-Dumont, o criador do western “Jonathan Cartland”. Finalmente, em 1991, é lançada a trilogia “Marshal Blueberry” com textos de Jean Giraud e desenhos de William Vance, os dois primeiros álbuns, e Michel Rouge, o terceiro álbum. Contudo, desde 2007 não é lançada qualquer nova aventura de “Blueberry”, esperando-se que brevemente aconteça, conforme declarações dos herdeiros de Jean-Michel Charlier.

Em Portugal, apenas a série “A Juventude de Blueberry” não se encontra integralmente publicada. Fica aqui o ensaio de bibliografia portuguesa:

Blueberry

Forte Navajo (Fort Navajo), 1963, Giraud e Charlier, Álbum Editorial Íbis [1969]; Álbum Meribérica [1991]; Jornal da BD #81 a #88

Tempestade no Oeste (Tonnerre à l'Ouest), 1964, Giraud e Charlier, Álbum Editorial Íbis [1969]; Álbum Meribérica [1991]; Jornal da BD #89 a #96

A Águia Solitária (L'Aigle solitaire), 1964, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1993]

O Cavaleiro Perdido (Le Cavalier perdu), 1965, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1983]

A Pista dos Navajos (La Piste des Navajos), 1965, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1984]

O Homem da Estrela de Prata (L'Homme à l'ètoile d'argent), 1966, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1992]; Flecha 2000 #1 a #12; Flecha 2000 (DP) #19 a #27; Jornal da BD #17 a #24

O Cavalo de Ferro (Le Cheval de fer), 1966, Giraud e Charlier, Tintin #6 a #28/4º ano; Álbum Meribérica [1985]; Flecha 2000 (DP) #46 a #54; Álbum Público/ASA [2008]

A Pista dos Sioux (La Piste des Sioux), 1967, Giraud e Charlier, Tintin #14 a #36/7º ano; Álbum Meribérica [1986]; Jornal da BD #249 a #256; Álbum Público/ASA [2008]

O Homem do Punho de Aço (L'Homme au poing d'acier), 1967, Giraud e Charlier, Tintin #9 a #31/6º ano; Álbum Meribérica [1985]; Flecha 2000 (DP) #64 a #72; Álbum Público/ASA [2008]

General Cabeça Amarela (Général Tête Jaune), 1968, Giraud e Charlier, Tintin #11 a #19/9º ano; Álbum Meribérica [1986]; Álbum Público/ASA [2008]

A Mina do Alemão Perdido (La Mine de l'Allemand perdu), 1969, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1988]; Flecha 2000 #13 a #23; Jornal da BD #25 a #32; Álbum Público/ASA [2008]

O Espectro das Balas de Ouro (Le Spectre aux balles d'or), 1970, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1989]; Flecha 2000 #30 a #40; Jornal da BD #33 a #40; Álbum Público/ASA [2008]

Chihuahua Pearl (Chihuahua Pearl), 1970, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1990]; Selecções BD (1ª série) #22 a #26; Álbum Correio da Manhã* [2004]; Álbum Público/ASA [2008]

O Homem que Valia 500 000$ (L'Homme qui valait 500 000$), 1971, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1990]; Selecções BD (1ª série) #33 a #35; Álbum Correio da Manhã*[2004]; Álbum Público/ASA [2008]

Balada para um Caixão (Ballade pour un cercueil), 1972, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1992]; Álbum Correio da Manhã*[2004]; Álbum Público/ASA [2008]

O Fora-da-lei (Le Hors-la-loi), 1974, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1993]; Álbum Correio da Manhã*[2004]; Álbum Público/ASA [2008]

Angel Face (Angel Face), 1975, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1994]; Álbum Público/ASA [2008]

Nariz Partido (Nez Cassé), 1980, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1984]; Jornal da BD #105 a #112; Álbum Público/ASA [2008]

A Longa Marcha (La Longue marche), 1980, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1984]; Jornal da BD #113 a #120; Álbum Público/ASA [2008]

A Tribo Fantasma (La Tribu fantôme), 1982, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1984]; Jornal da BD #129 a #136; Álbum Público/ASA [2008]

A Última Cartada (La Dernière carte), 1983, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1984]; Jornal da BD #161 a #168; Álbum Público/ASA [2008]

O Fim da Pista (La Bout de la piste), 1986, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [198?]; Álbum Público/ASA [2008]

Arizona Love (Arizona Love), 1990, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1991]; Álbum Público/ASA [2008]

Mister Blueberry (Mister Blueberry), 1995, Giraud, Álbum Meribérica [1996]

Sombras sobre Tombstone (Ombres sur Tombstone), 1997, Giraud, Álbum Meribérica [1999]; Selecções BD (2ª série) #1 a #3

Gerónimo, o Apache (Geronimo, l'Apache), 1999, Giraud, Álbum Meribérica [2000]; Selecções BD (2ª série) #18 a #20

OK Corral (OK Corral), 2003, Giraud, Álbum Meribérica [2003]

Dust (Dust), 2005, Giraud, Álbum ASA [2006]

Apaches (Apaches), 2007, Giraud, Álbum Público/ASA [2008]

N. C.: Em 2008, a editora ASA, em parceria com o jornal “Público”, publicou 18 álbuns de “Blueberry”, de 4 de Junho a 1 de Outubro, distribuição semanal às quartas-feiras; a “Colecção Blueberry” começou em “Apaches”, seguido de “O Cavalo de Ferro” até “Arizona Love”. Em 2019, essa parceira lançou mais 10 álbuns de “Blueberry” - também em periodicidade semanal, às quintas-feiras, de 28 de Novembro de 2019 a 30 de Janeiro de 2020 - com as cinco histórias do primeiro ciclo da série, Forte Navajo. As Primeiras Guerras Indígenas, e as cinco histórias do último ciclo, Mister Blueberry. O Rei do Pôquer, ficando de fora “O Homem da Estrela de Prata”.


Capa de "Selecções BD", "Gerónimo, o Apache",
texto e desenhos de Jean Giraud, 
Editora Meribérica.


A Juventude de Blueberry

A Juventude de Blueberry (Le Jeunesse de Blueberry), 1968, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1987]; BDN #1 a #46

Um Ianque Chamado Blueberry (Un Yankee nommé Blueberry), 1979, Giraud e Charlier, Álbum Meribérica [1987]; BDN #62 a #65

Os Demónios do Missouri (Les Démons du Missouri), 1985, Wilson e Charlier, Álbum Meribérica [1987]

Terror no Kansas (Terreur sur le Kansas), 1987, Wilson e Charlier, Álbum Meribérica [1989]

O Raid Infernal (Le Raid infernal), 1990, Wilson e Charlier, Álbum Meribérica [1992]

A Perseguição Implacável (La Poursouite impitoyable), 1992, Wilson e Corteggiani, Álbum Meribérica [1999]

Três homens para Atlanta (Trois Hommes pour Atalanta), 1993, Wilson e Corteggiani, Álbum Meribérica [2003]

Capa de "A Juventude de Blueberry" nº 2, "Um
Ianque Chamado Blueberry", texto de Charlier e
desenhos de Giraud, Editora Meribérica.


Marshal Blueberry

À Ordem de Washington (Sur Ordre de Washington), 1991, Vance e Giraud, Álbum Meribérica [1995]
          
Missão Sherman (Mission Sherman), 1993, Vance e Giraud, Álbum Meribérica [1998]

Fronteira Sangrenta (Frontière sanglante), 2000, Rouge e Giraud, Álbum Meribérica [2002]

Capa de "Marshal Blueberry" nº 1, "À Ordem de
Washington", texto de Jean Giraud e desenhos
 de William Vance, Editora Meribérica.


Fonte: Blog BibloBD.

A série "Blueberry" foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur
Chihuahua Pearl e Blueberry em um saloon © Moebius Production

Afrânio Braga

Álbuns de Blueberry na Amazon Brasil. Acesse a livraria pelo link abaixo: