sábado, 27 de janeiro de 2018

Blueberry e o fim do complô

Blueberry e o fim do complô




O ciclo da Reabilitação de Blueberry, um díptico composto pelos dois álbuns “La Dernière carte” (1983) (1) e “Le Bout de la piste” (1986) (1), representa o capítulo final dos acontecimentos iniciados com a vicissitude do ouro confederado em “Chihuahua Pearl” (1973): segundo os autores, para Mike Steve Blueberry transcorreram só três anos daquele episódio, com um suceder-se de acontecimentos narrados nos oito episódios precedentes. Essa longa aventura de Blueberry, duas vezes inculpado e duas vezes fugitivo, alcança assim a duração recorde de dez álbuns, mais de um terço da série principal dedicada ao herói de Forte Navajo.

N. C.: 1) As histórias “La Dernière carte” – “A Última Cartada” - e “Le Bout de la piste” – “O Fim da Pista” - foram publicadas, em Portugal, pela extinta editora Meribérica e pela parceria entre o jornal Público e a editora ASA.




Acompanhado por Red Neck e Jimmy Mc Clure, Mike retorna à cidadezinha de Chihuahua à procura do perverso Vigo para resgatar a própria honra. O destino quer que aquela cidade represente para ele uma desgraça, porque o nosso herói, ainda uma vez, é constrangido a encontrar-se com o mesmo Vigo, sucedido a Lopez como governador, e aprisionado, em uma prisão, junto aos seus amigos.




Na prática, Mike acusa Vigo de haver roubado o ouro dos Confederados e de cedê-lo ao presidente mexicano Juarez para conquistar-lhe favores e fazer-se nomear governador da cidade. A habitual sorte descarada salva os três amigos, de um seguro fuzilamento, pela destituição de Juarez (2) por parte do general Porfirio Diaz (3). Nesse ponto, a situação se inverte e o aprisionado Vigo promete a Mike as cartas que o desculparão se salvá-lo de uma morte certa. No jogo entra também o pequeno tesouro de Vigo, fruto de roubalheiras governativas, que desencadeia a avidez de um bandido, El Tigre, que se coloca sobre os seus rastros.

N. C.: 2) Benito Pablo Juárez García (1806-1872) foi estadista liberal e presidente do México em cinco períodos. 3) José de la Cruz Porfirio Díaz Mory (1830-1915) foi um militar e político mexicano, presidente da república em três períodos políticos. Fonte: Wikipédia.




Portanto, nos são os habituais perseguições, tiroteios, inversões de situações típicos das tramas de Charlier. O todo finda com a aquisição das cartas que desculparão Mike. Na narrativa entra outra presença feminina, a prostituta Lulubelle, que, porém, faz recordar com nostalgia a fascinante cantora aventureira Chihuahua Pearl.




Com as provas em mãos, Mike convence da própria inocência o general Dodge (4), aquele que, na juventude, lhe quebrara o nariz durante a Guerra de Secessão. A notícia do retorno de Mike, decidido a acertar as contas com o próprio passado, incita os seus adversários, do primeiro complô, a urdir outra trama para assassinar o presidente Grant (5) e envolvê-lo definitivamente.

N. C.: 4) Grenville Mellen Dodge (1831–1916), oficial do exército da União, congressista, empresário e executivo ferroviário que ajudou diretamente a construção da Transcontinental Railroad (1863-69). 5) Ulysses Simpson Grant (1822-1885) foi o 18.º Presidente dos Estados Unidos da América (1869–77). Como General Comandante, Grant esteve ao lado do Presidente Abraham Lincoln liderando o Exército da União na vitória contra a Confederação durante a Guerra de Secessão. Fonte: Wikipédia.




Conseguirá o nosso herói sair incólume, descobrindo também a identidade de quem puxa a fila do complô? De hábito, não diremos nada para não estragar a surpresa.




Honestamente, a trama da narrativa parece realmente esticada, com um final feliz pouco crível. Há de positivo, que se inicia a obra de humanização do personagem, a começar pelas suas costeletas que se tornam grisalhas.




O desenho de Giraud para “Blueberry” já está contaminado por aquele de Moebius empenhado na contemporânea saga do Incal, antes olhando atentamente os quadrinhos é fácil notar semelhanças entre as duas produções. “Le Bout de la piste” é o último episódio da série inteiramente roteirizado por Charlier.




A publicação das histórias se faz sempre mais rarefeita, pelos empenhos seja de Charlier quanto de Giraud/Moebius em outros projetos, incluída a nascente “A Juventude de Blueberry”.

Só o primeiro dos dois episódios aparece pré-publicado em um periódico, essa vez “Le Journal de Spirou”, mas mais que uma verdadeira e própria pré-publicação se trata de um lançamento em contemporaneidade com o álbum Hachette. O segundo episódio, depois de quase três anos, aparece só na versão álbum Novedi.


“Blueberry”
Textos de Jean-Michel Charlier e desenhos de Jean Giraud

21 – “La Dernière carte”
“Spirou” do nº 2380 de 24/11/1983 ao nº 2383 de 05/12/1983
Álbum Hachette em 1983


“L’ultima carta”
“L'Eternauta” do nº 34 ao nº 40, edizioni EPC, 1985
“Collana Eldorado” 21, Nuova Frontiera, 1987
“Skorpio” do nº 14 ao nº 17 de 2012, Editoriale Aurea
Álbum “Blueberry” 11, Editoriale Aurea, 2014
“Collana Western” 12, Gazzetta dello Sport, 2014


22 – “Le Bout de la piste”
Álbum Novedi em 1986


“La fine della pista”
“L'Eternauta” do nº 52 ao nº 55, edizioni EPC, 1987
“Collana Eldorado” 22, Nuova Frontiera, 1987
“Skorpio” do nº 18 ao nº 21 de 2012, Editoriale Aurea
Álbum “Blueberry” 12, Editoriale Aurea, 2014
“Collana Western” 13, Gazzetta dello Sport, 2014

Fonte: Blog Zona BéDé, Itália.

Blueberry e la fine del complotto © Zona BéDé 2014

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil





quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Exposição Blueberry by Gir

BLUEBERRY BY GIR




De 15 de janeiro a 14 de junho de 2009, você poderá descobrir uma exposição excepcional sobre Blueberry em La Maison de la Bande Dessinée, em Bruxelas, Bélgica. Serão reunidos originais, ilustrações de capas e pranchas, que prestam conta da evolução e da qualidade de um grande clássico de história em quadrinhos.



Fonte: Dargaud Éditeur, Paris, França.


BLUEBERRY by GIR

Gênese da série

Western desenhado por excelência, Blueberry é a série que lança um dos mais famosos autores HQ atuais, o denominado Mister Jean Giraud. O destino tinha bem preparado seu golpe, tendo colocado sobre seu caminho o gringo Jijé que, em 1961, confia-lhe algumas pranchas de seu Jerry Spring. Antes, uma estadia no México, onde vivia sua mãe, assim como a travessia dos Estados Unidos, de ônibus, o faz descobrir o deserto, os índios e os cogumelos alucinógenos: não surpreendendo que esse western puro confine, às vezes, ao místico! Em 1963, nasce assim a série Blueberry para a revista Pilote, roteirizada por Jean-Michel Charlier e desenhada por “Gir”, primeiro pseudônimo de Giraud. Seu interesse pelo gênero se confirmará, em 1979, com sua nova série Jim Cutlass (do mesmo roteirista), história de outro tenente nortista, mas que conhecerá um sucesso menor.

Com Jean-Michel Charlier no roteiro, a fama do cowboy vai aumentando. A série se desenvolve com as aventuras paralelas retomadas por outros desenhistas e roteiristas: La Jeunesse de Blueberry narra o passado do dinâmico tenente, enquanto na trilogia Marshal Blueberry, o rebelde porta a estrela de xerife. Em 1989, à morte de Charlier, Giraud continua sozinho a série Blueberry (sobre as sinopses deixadas por Charlier) e começa, em 1995, um novo ciclo, Mister Blueberry, no qual o herói tem apreciado algumas rugas e dois ou três cabelos brancos. Outro projeto de série paralela, Blueberry 1900, devia colocar em cena um Blueberry ainda mais idoso. Elaborada em colaboração com François Boucq (de cujo ele admira Bouncer), essa série não tem finalmente visto a luz do dia. A história em quadrinhos tem conhecido uma adaptação cinematográfica, em fevereiro de 2004, com Blueberry, l’expérience secrète (realizada por Jan Kounen), fortemente marcada de xamanismo.


Um cowboy solitário

Filho de uma francesa e de um irlandês, o nariz partido (de um Jean-Paul Belmondo), esse terno que joga duro, de uma grande destreza a cavalo, um colt na mão, temerário, mas indisciplinado, beberrão e irreverente, cowboy solitário e soldado, apesar dele, Mike Steve Donovan, dito Blueberry, não se assemelha a Lucky Luke nem ao cabo Blutch. E, no entanto! Da mesma maneira, toda a história da Guerra de Secessão desfila sob nossos olhos, com seus personagens ilustres e lugares míticos. Os cânions, os desertos, os saloons repletos de jogadores de pôquer, os duelos, os ataques de índios, os foras da lei, os túnicas azuis, as mulheres fatais... todas as trivialidades do western clássico são reunidas. Mas o herói aqui é mais bruto, de uma realidade que se é revelada desestabilizadora à época da história em quadrinhos politicamente correta.


Giraud/Moebius

Jean Giraud tenta escapar de seu destino inventando um dublê, Moebius. Alimentando duas paixões, o western e a ficção científica, atraído de vez pela 9ª Arte, mas também pela pintura, ele conduz as experiências gráficas e narrativas que lhe permite o sucesso de Blueberry: “Blueberry sempre tem sido o patrocinador de minhas obras.” Muito eclético em seu desenho e sua proposta, o Moebius de Arzach, L’Incal (com Alejandro Jodorowsky) ou Le Monde d’Edena se aventura sobre os caminhos da ficção científica, enquanto o Giraud de Blueberry acompanha seu cowboy a um ritmo regular: ao total, 36 álbuns publicados em 45 anos! O estilo e o talento de Jean Giraud se confirmam à medida da série. Um traço rápido, realista e preciso, e mesmo acadêmico, mas perfeitamente adaptado ao tom do roteiro.

La Maison de la Bande Dessinée tem reunido uma coleção de originais, ilustrações de capas e pranchas, que prestam conta da evolução e da qualidade de um grande clássico da história em quadrinhos. A pista está aberta!


Todas as pranchas da série Blueberry dessa exposição têm sido roteirizadas por Jean-Michel Charlier (1924-1989).


Exposição Blueberry

De 15 de janeiro a 14 de junho de 2009.

A exposição Blueberry by Gir oferece 80 pranchas originais da série “Blueberry” desenhada por Jean Giraud sobre roteiro de Jean-Michel Charlier, assim como uma vintena de ilustrações diversas.


Lembranças da exposição Blueberry by Gir















































Fonte: La Maison de la Bande Dessinée, Bruxelas, Bélgica.

Exposition Blueberry by Gir © La Maison de la Bande Dessinée 2009

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil




segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Blueberry e a Nação Apache

Blueberry e a Nação Apache


N. C.: 1) Em 1984, Jean Giraud fez essa ilustração de 
Mike Steve Blueberry inspirada em Charlton Heston 
atuando em "Will Penny" - "E o Bravo Ficou Só", título no 
Brasil; “Will Penny, le solitaire”, na França; “Costretto ad 
uccidere”, na Itália -, lançado em1968; a mesma cena do 
ator foi utilizada no cartaz do filme dirigido por Tom Gries.


Inicia um período turbulento, em cujo as edições de “Blueberry” mudam continuamente de mão, passando de uma editora a outra (Hachette, Novedi e Alpen) para depois retornar sob a Dargaud. De fato, entre a saída de “Angel Face” e aquela de “Nez Cassé” transcorrem cinco anos.

O argumento do terceiro subciclo em questão, composto por “Nez Cassé”, “La Longue Marche” e “La Tribu fantôme” (2), descreve o lento declínio da nação apache, um tempo feroz e temida, mostrando um punhado de índios navajos encerrados em uma reserva/prisão do governo federal, que decidem fugir rumo ao México.

N. C.: 2) As histórias “Nez Cassé” – “Nariz Partido”, “La Longue Marche” – “A Longa Marcha” e “La Tribu fantôme” – “A Tribo Fantasma” foram publicadas, em Portugal, pela extinta editora Meribérica e pela parceria entre o jornal Público e a editora ASA.




Na cena comparece o fugitivo Mike Blueberry, “adotado” com o nome de Tsi-na-pah (Nariz Partido) pelo velho chefe Cochise, que procura instilar um pouco de bom senso nas cabeças dos impulsivos guerreiros navajos guiados pelo impetuoso Vittorio, ciumento da atração que a bela e doce Chini, filha de Cochise, sente por Mike.


N. C.: 3) A prancha 21 de “Nez Cassé” foi idealizada e acrescentada
 à história por Jean Giraud. Fonte: Jean-Yves Brouard.






Em 1877, um chefe chiricahua de nome Victorio reúne 500 apaches de diversos grupos que odiavam a vida na reserva de San Carlos e deu a via à outra longa fase de guerrilha em todo o Novo México e no Texas ocidental, matando numerosos anglo-americanos.




Em outubro de 1880, os chiricahuas foram impelidos no México e exterminados em Chihuahua e os poucos sobreviventes foram vendidos como escravos! Historicamente, merece a mesma atenção Cochise e Gerônimo, e, de fato, todos os três chefes apaches foram envolvidos na saga de Blueberry por Charlier e Giraud, que têm, assim, demonstrado uma predileção particular por esses famosos protagonistas da epopeia do Oeste e pela nação apache.








A ideia do índio apanhado prisioneiro que consegue fugir das mãos dos militares é retomada por Charlier do primeiro ciclo sobre Forte Navajo até o momento da fuga da tribo do ciclo sobre a Ferrovia, mesmo se nesse ciclo os autores se detiveram demais no argumento.

Obviamente, Blueberry se demonstra sempre à altura da fama, elaborando ciladas e fugas, frequentemente pouco críveis, mas já que estamos em uma história em quadrinhos tudo é consentido aos autores, sobretudo no seu propósito de ajudar o povo vermelho sem matar nenhum branco, e, incrivelmente, os guerreiros apaches respeitam a sua vontade não matando os soldados nas ciladas elaboradas pelo nosso herói. 




Graças à inteligência de Blueberry, a tribo é conduzida a salvo, vencendo a resistência dos jovens guerreiros chefiados por Vittorio e graças à ajuda de Chini.

Na narrativa reencontramos Jimmy Mac Clure, Red Neck e Chihuahua Pearl, aqui chamada Lily Calloway, um trio de amigos sempre prontos a ajudar o nosso herói a fugir das garras do exército dos Estados Unidos, enquanto faz o seu ingresso outro famoso protagonista da epopeia western, Wild Bill Hickock (4), que se lança na perseguição de Mike.

N. C.: 4) James Butler Hickok (1837 —1876), melhor conhecido como Wild Bill Hickok, foi um vulto histórico americano e uma figura lendária do Velho Oeste. Hickok lutou no exército da União durante a Guerra Civil Americana. Chegou ao Oeste como condutor de diligências. Depois da guerra ele ganhou fama como jogador profissional e homem da lei. Foi xerife nos territórios de Kansas e Nebraska. Hickock se envolveu em vários tiroteios notórios, explorados pela imprensa sensacionalista. Ele foi morto durante um jogo de poker num saloon em Dakota. Fonte: Wikipédia.








Os quadrinhos desenhados por Giraud são correntes, não sobrecarregados pelos fundos negros, enquanto estilisticamente domina o traço simplificado e barroquiante, típico da produção registrada Moebius daqueles anos para os Humanoïdes Associées (“Arzak”, “A Garagem Hermética”, John Difool (5)).

N. C.: 5) John Difool, um dos protagonistas da série “O Incal”, cuja foi escrita por Alejandro Jodorowsky e desenhada por Moebius.


“Blueberry”
Textos de Jean-Michel Charlier e desenhos de Jean Giraud

18 – “Nez Cassé”
“Metal Hurlant” do nº 38 de 01/02/1979 ao nº 40 de 01/07/1979
“Super As” do nº 1 de 13/02/1979 ao nº 10 de 17/04/1979
Álbum Dargaud em 1980

“Naso rotto”
“Skorpio” do nº 18 ao nº 21 de 1981, Eura Editoriale
“1984” do nº 20 ao nº 23 de 1981, Edizioni Il Momento
“Collana Eldorado” 18, Nuova Frontiera, 1986
Álbum “Blueberry” 10, Editoriale Aurea, 2014
“Collana Western” 11, Gazzetta dello Sport, 2014


N. C.: 6) A prancha 1 do anúncio, do episódio “Nez 
Cassé”, publicado no número 1 de “Super As”, 
de 13 de fevereiro de 1979. Fonte: BDzoom. (7)


19 – “La Longue Marche”
“Super As” do nº 69 de 03/06/1980 ao nº 72 de 29/06/1980
e do nº 85 de 23/09/1980 ao nº 87 de 07/10/1980
Álbum Fleurus em 1980

“La lunga marcia”
“Skorpio” do nº 22 ao nº 25 de 1981, Eura Editoriale
“1984” nos números 28, 41, 42 de 1983/84, Edizioni Il Momento
“Collana Eldorado” 19, Nuova Frontiera, 1986
Álbum “Blueberry” 10, Editoriale Aurea, 2014
“Collana Western” 11, Gazzetta dello Sport, 2014


N. C.: 6) A prancha 2 do anúncio, do episódio “Nez 
Cassé”, publicado no número 1 de “Super As”, 
de 13 de fevereiro de 1979. Fonte: BDzoom. (7)

N. C.: 7) No primeiro número da revista europeia “Super As”, o começo da história “Nez Cassé”, de “Blueberry”, foi precedido de um resumo dos episódios anteriores que os novos leitores poderiam não conhecer. Fonte: jmcharlier.com


20 – “La Tribu fantôme”
“L’Écho des savanes” do nº 81 de 01/10/1981 ao nº 83 de 01/12/81
Álbum Hachette em 1982

“La tribù fantasma”
“Totem” do nº 35 ao nº 38 de 1984, Edizioni Nuova Frontiera
“Collana Eldorado” 20, Nuova Frontiera, 1987
“Skorpio” do nº 11 ao nº 13 de 2012, Editoriale Aurea
Álbum “Blueberry” 11, Editoriale Aurea, 2014
“Collana Western” 12, Gazzetta dello Sport, 2014




Fonte: Blog Zona BéDé, Itália.

Blueberry e la nazione apache © Zona BéDé 2014

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil