terça-feira, 1 de novembro de 2022

O verdadeiro Velho Oeste

 O verdadeiro Velho Oeste
 
Leis rígidas. Menos armas do que hoje e caubóis ruins de tiro. Conheça a real história do Oeste - e veja por que ela não tem nada a ver com a dos filmes

Por Andreas Müller e Ricardo Lacerda - Atualizado em 6 jul 2017, 15h41 - Publicado em 2 jul 2013, 22h00




Se você quer atingir o coração do seu oponente, mire na virilha”. Essa era a dica que William “Bat” Masterson, um dos xerifes mais famosos do Velho Oeste americano, dava a quem fosse se meter num duelo. Ele dizia isso porque, na média, os caubóis eram bem ruins de tiro. Nada a ver com o que aparece nos filmes de faroeste, que criaram uma série de lendas e noções que não correspondem à realidade. Uma terra sem lei, onde todo mundo resolvia as coisas na bala? O paraíso dos ladrões, que viviam saqueando agências bancárias? Um lugar cheio de mulheres sexualmente liberadas e homens heroicos, capazes de grandes feitos em suas eternas batalhas contra os índios? Na verdade, o Velho Oeste não era nada disso.

Até a metade do século 19, as únicas terras ocupadas pelos americanos ficavam na costa leste do país, espremidas entre o litoral e o rio Mississipi - uma faixa equivalente a menos de um quarto do território atual dos EUA. As áreas onde hoje ficam Califórnia, Nevada, Utah, Texas, Arizona e Novo México pertenciam ao México. O primeiro impulso para além do Mississipi veio com a descoberta de ouro na Califórnia, em 1848. Anos depois, em 1862, Abraham Lincoln baixou o Homestead Act, uma lei que dava terras no oeste a quem se dispusesse a ocupá-las por pelo menos cinco anos. Foi aí que o oeste americano começou a ser povoado para valer.

No começo, as cidades não tinham tribunais, exército, delegacias de polícia nem qualquer sinal de segurança oficial.  É daí que brotam as histórias de atiradores rápidos e baderna generalizada. “Ter fama de bom pistoleiro era uma maneira de ser respeitado e conquistar autoridade”, diz Arthur Ávila, historiador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).  Mas é errado pensar no oeste como uma terra sem lei. Os assentamentos eram rigidamente controlados pelo governo. Quando se estabeleciam, os pioneiros tinham de enviar documentos ao Congresso pleiteando o reconhecimento de seus domínios. Feito isso, criava-se um conjunto de regras locais e se institucionalizavam os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

Pronto: o condado já podia eleger prefeito, juiz e xerife. Frederick Nolan, autor de “The Wild West: History, Myth and the Making of America” (“O Oeste Selvagem: História, Mito e a Formação da América”, não lançado no Brasil), conta que os xerifes tinham seus assistentes, conhecidos como deputies, e se submetiam à autoridade dos marshals – agentes da lei que representavam o governo federal. Ou seja: havia governo, sim.

E as armas? Em muitas cidades do Velho Oeste, o controle delas era mais rigoroso do que é nos EUA de hoje. Tombstone, Deadwood e Dodge City eram as mais restritivas. Em 1870, quem chegava a Wichita, no Kansas, via placas com avisos do tipo “Deixe seu revólver na delegacia e faça um registro” ou “Você é bem-vindo, suas armas não”. Há imagens que mostram a entrada de Dodge City, em 1879,com um outdoor onde se lê: “O porte de armas de fogo é estritamente proibido”. Compare isso com a situação atual, em que 49 dos 50 Estados americanos permitem que os cidadãos tenham armas e andem com elas na rua. Surpreendentemente, o Velho Oeste era mais responsável com as armas de fogo.

Por isso, os homicídios eram raros. Em média, as cidades da fronteira registravam menos de dois por ano. Mesmo nas cidades grandes, a violência não era corriqueira. As cinco maiores cattle towns, vilas formadas em torno da criação de gado, contabilizaram apenas 45 homicídios entre 1870 e 1885. Em Abilene, uma das mais violentas, ninguém foi morto entre 1869 e 1870. Ellsworth e Dodge City foram as únicas a superar cinco homicídios por ano.

Os assaltos a banco eram igualmente incomuns. Os banqueiros construíam prédios suntuosos e muito protegidos, porque queriam transmitir a noção de prosperidade e segurança a seus clientes. O historiador Larry Schweikart, da Universidade de Dayton (no Estado de Ohio), identificou apenas “três ou quatro” ocorrências desse tipo em 15 Estados do oeste entre 1859 e 1900. “Isso sem contar dois grandes assaltos, ambos feitos por Butch Cassidy e Sundance Kid, no final dos anos 1890. Mas hoje, em apenas um ano, há mais assaltos a banco em Dayton do que em toda uma década de Velho Oeste”, escreve Schweikart. A vida não chegava a ser pacífica, mas também não se resumia a brigas, roubos e tiroteios.

Os duelos eram raros. Quando aconteciam, eram travados longe das cidades, com hora marcada e observando um catatau de regras: era obrigatório ter testemunha, sacar as armas ao mesmo tempo, não atirar pelas costas nem mais de uma vez. Mesmo assim, quem se metia em duelos podia ser preso – porque eles eram ilegais. Um dos poucos confrontos documentados aconteceu em Springfield, Missouri, e foi relatado em 1867 pela revista “Harper’s”. O protagonista foi Wild Bill Hickok, que, depois de um desentendimento num jogo de cartas, desafiou o caubói Davis Tutt (e o matou) na rua central da cidade.

Além dos duelos, havia tiroteios: confrontos desregrados e rápidos, que envolviam gangues em disputas de gado, ouro ou comércio local. O mais famoso aconteceu em 1881, na cidade de Tombstone, e entrou no folclore popular como a grande batalha de OK Corral. De um lado, Wyatt Earp e três aliados; de outro, os temidos irmãos Clanton. Mas também não foi o que se imagina. O grande confronto, na verdade, não passou de uma rápida troca de tiros. Durou cerca de 30 segundos e só 30 disparos foram ouvidos, com saldo final de três mortos e três feridos. Wyatt Earp, supostamente um herói, foi o único que saiu ileso. “Ele ficou parado durante toda a luta”, diz Nolan. Apesar disso, Earp ficou com fama de durão, e na virada do século 19 para o 20 trabalhou como consultor de filmes de bangue-bangue. Em Hollywood, ele manteve contato com John Ford, o mais famoso diretor de westerns da história. As conversas inspiraram Ford a dirigir o filme Paixão dos Fortes, que retrata os poucos segundos de embate em OK Corral como um episódio longo e sangrento.

No filme “Django Livre”, os atores Christoph Waltz e Jamie Foxx interpretam uma dupla de caçadores de recompensas. Mas na vida real poucos homens tinham autorização para perseguir e capturar bandidos – e ainda receber dinheiro por isso. Na maioria dos casos, os caçadores de recompensas eram sujeitos que já tinham ligação com a máquina do governo, atuando como marshals, rangers (patrulheiros) ou xerifes. “O governo terceirizava a busca de criminosos oferecendo recompensas”, diz Arthur Ávila.


Campo de concentração

Nos filmes de faroeste, os índios costumam ser retratados como inimigos temíveis. Mas não era assim. Na verdade, eles foram dominados e oprimidos pelos brancos.  Já nos primeiros anos do século 19, o presidente Thomas Jefferson não escondia a ideia de criar uma zona de “colonização indígena” – um eufemismo para o que seria, na verdade, um grande campo de concentração. A ideia tomou forma em 1830, quando o presidente Andrew Jackson assinou um decreto autorizando o governo a remover os índios para além do meridiano 95, onde hoje ficam os Estados de Kansas e de Oklahoma. Dolorosa, polêmica e violenta, a remoção abriu uma grande ferida na história dos nativos, que até hoje se referem ao êxodo como uma “Trilha de Lágrimas”. Só entre os Cherokees, mais de 17 mil índios foram retirados de seus lares. Um episódio conhecido como “Black Hawk War” ilustra bem o clima de tensão: liderados pelo chefe Black Hawk, cerca de mil índios das tribos Sauk e Fox entraram em confronto com uma milícia de pioneiros formada por quatro mil homens. Mais de 80% dos índios morreram. Mas o campo de concentração indígena acabou tendo vida curta. Em pouco tempo, os índios começaram a se integrar à economia local, à agricultura e à criação de gado. O território segregado perdeu a razão de existir em 1907, quando Oklahoma foi oficializado como o 47º Estado do país.

Com índios relativamente sob controle e uma rotina sem muitas novidades, restava se divertir nos saloons (bares) e bordéis da época. As prostitutas eram moças pobres e maltrapilhas que andavam pouco vestidas. Mas elas destoavam: ao contrário do que costuma aparecer em filmes de faroeste, as mulheres em geral eram extremamente pudicas – e usavam roupas bem conservadoras. A bebida preferida dos homens era o moonshine. Um uísque rudimentar, feito à base de milho, com graduação alcoólica que chegava a 80%. Quem produzia tinha de lidar com a má vontade das autoridades, que muitas vezes impunham tributos pesados para coibir a venda. Em 1865, durante a Guerra Civil, o Congresso americano decidiu cobrar US$ 7 de imposto por litro de uísque – 12 vezes mais do que o custo de fabricação da bebida. O objetivo era torná-la cara demais, fazer as pessoas pararem de beber. Não deu certo, pois ela começou a ser produzida clandestinamente. Vem daí o nome moonshine: na maioria das vezes, os galões de uísque eram transportados na calada da noite, sob o brilho da lua.

Os mitos do Velho Oeste começaram a ficar conhecidos antes do surgimento do cinema.  A partir da década de 1880, caravanas de circo atravessavam o país encenando batalhas, grandes duelos, pistoleiros e cowboys. Um dos mais famosos espetáculos era o Buffalo Bill´s Wild West Show, criado em 1883 pelo próprio Buffalo Bill, um ex-soldado que era famoso por sua habilidade de derrubar búfalos com um único tiro. Arthur Ávila, da UFRGS, diz que os shows eram estrelados por caubóis e pistoleiros veteranos, que atraíam mais audiência. Personagens ilustres como o xerife Wild Bill Hickok, a pistoleira Calamity Jane e o líder indígena Touro Sentado integraram a trupe de Buffalo Bill. “Era uma representação simplista, com aquela coisa do bem contra o mal e certa fantasia em cima de tudo isso. Foram os precursores dos filmes western”, afirma Ávila. De tão conhecido, o show de Buffalo Bill cruzou o oceano e fez apresentações na Inglaterra, tendo como convidada de honra ninguém menos do que a rainha Vitória. Nasciam, assim, muitas das lendas populares que tornaram o Velho Oeste bem mais cinematográfico do que ele realmente foi. 


PARA SABER MAIS

The Wild West: History, Myth and the Making of America
Frederick Nolan, Book Sales, 2004.

Famous Sheriffs and Western Outlaws
Willian MacLeod Raine Skyhorse Publishing, 2012.

Legends and Lies – Great mysteries of the American west
Dale L. Walker, Forge Books, 1998.


Fonte: Revista Superinteressante, Editora Abril.
O verdadeiro Velho Oeste © Andreas Müller / Ricardo Lacerda – Editora Abril 2013, 2017
Fotografia: Old West © Yin Yang – iStock.

Agradecimento à editora Abril.

Afrânio Braga


quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Políptico de Tex Willer, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson de Fabio D’Auria

Políptico de Tex Willer, Kit Willer, Jack Tigre e Kit Carson. 


TEX, KIT, JACK TIGRE E CARSON DE
FABIO D’AURIA


Kit Carson
Primeira parte do novo políptico western.


Jack Tigre
Segunda parte do novo políptico western.



Kit Willer
Terceira parte do novo políptico western.


Tex Willer
Quarta parte do novo políptico western.



Fabio D’Auria em Angoulême, França.

Os quatro desenhos foram realizados com Tombow Calligraphy pen e Pigma Micron 03 sobre papel Clairefontaine 24X32 cm 224 g.

Fonte: Fabio D’Auria.

O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini.
Tex © Sergio Bonelli Editore

Agradecimento a Fabio D’Auria.

Afrânio Braga

Artigo publicado também em Tex Willer Blog

Edições Bonelli na Livraria Amazon Brasil. Acesse a livraria por um dos links abaixo:







sábado, 22 de outubro de 2022

O “Cavalo de Ferro” por Jean Giraud e Daniel Dubois

 Os índios chamavam o trem de “Cavalo de Ferro”.


O “CAVALO DE FERRO” POR

JEAN GIRAUD E DANIEL DUBOIS


A capa de “Pilote” n° 370 de 24/11/1966.

A história “Le Cheval de fer” foi pré-publicada na revista semanal “Pilote” do número 370 (24 de novembro de 1966) ao número 392 (27 de abril de 1967) mais uma capa no número 370.


A capa de “Blueberry” n° 7 “Le Cheval de fer”, 1970.

A editora Dargaud publicou “Le Cheval de fer” (“O Cavalo de Ferro”, título no Brasil e em Portugal), no volume 7 da série “Blueberry” no 1º trimestre de 1970. A ilustração da capa do hebdomadário “Pilote” nº 370 foi utilizada, com pequenas alterações na locomotiva, na capa do álbum “Le Cheval de fer”.


A página dupla de “Spirou” nº 1820 de 01/03/1973.

Em 1972, Daniel Dubois fez uma ilustração, de página dupla, com índios atacando um trem, a qual foi publicada na revista semanal “Spirou” n°1820 de 1º de março de 1973. Daniel Dubois pode ter se inspirado na ilustração de Jean Giraud - publicada na capa de “Pilote”, em 1966, e posteriormente na capa de “Blueberry” n° 7 “Le Cheval de Fer”, 1970 - ou pode ser apenas uma coincidência entre essas artes de dois grandes desenhistas.


How the West Was Won” (“A Conquista do Oeste”).

O cavalo de ferro em uma cena de “How the West Was Won” (“A Conquista do Oeste”, título no Brasil) filme americano western de 1962 dirigido por Henry Hathaway, John Ford e George Marshall, produzido por Bernard Smith, escrito por James R. Webb, narrado por Spencer Tracy, com James Stewart, John Wayne, Gregory Peck, Henry Fonda, Carroll Baker, Debbie Reynolds, Lee J. Cobb e grande elenco.


Imagens: Jean-Yves Brouard: os dois trens; a página dupla desenhada por Daniel Dubois. LJM: a capa da revista “Pilote” nº 370. Bedetheque: a capa de “Blueberry” n° 7 “Le Cheval de fer”. TCM: a cena do filme “How the West Was Won” (“A Conquista do Oeste”).

Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur
Pilote © Dargaud Éditeur
Spirou © Éditions Dupuis
How the West Was Won © 1962 Metro-Goldwin-Mayer – Cinerama
© Os autores, editores, produtores, diretores e os seus herdeiros legais

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

Agradecimentos a Jean-Yves Brouard, LJM e Bedetheque.

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Amazon Brasil. Acesse a livraria por um dos links abaixo:






segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Tex Willer e Kit Carson de Orestes Suárez



TEX WILLER E KIT CARSON DE
ORESTES SUÁREZ


Orestes Suárez

Mi nombre Orestes Suárez Lemus, nací en la provincia de Pinar del Río, Cuba, en el año 1950. Actualmente vivo en la Capital de la Habana, Cuba. 

Graduado como electricista industrial en un instituto tecnológico de la Habana en 1971. Trabajé como electricista de la Empresa de Obras de la Construcción Provincial y años después, en la Industria Ligera desde 1971-1977. Mientras trabajaba como electricista de mantenimiento estudié en el curso nocturno de la Escuela Nacional de Diseño Gráfico.

En medio de esa etapa de trabajo diurno y estudio nocturno, me contrataron para ilustrar mi primer libro: “Zoia y Shura” (1976), Editora Gente Nueva del Instituto del Libro de la Habana, basado en hechos reales durante la 2da Guerra Mundial; una novela de la escritora rusa L. Kosmodemianskaia. En 1979 me gradué en la Escuela Nacional de Diseño Gráfico de la Habana.

Etapa de trabajo editorial

En 1977 dejé de trabajar como electricista y comencé a trabajar como dibujante ilustrador del Departamento de Diseño y Propaganda de la Organización de Pioneros José Martí de Cuba.  Aunque oficialmente era el dibujante ilustrador del equipo de diseño pude participar directamente en las diferentes especialidades del diseño editorial: diseñé libros, plegables, vallas, logotipos, emblemas, etc. Entre otras cosas ilustraba anuncios de textos, carteles, ilustré libros, calculé emplanes de folletos y libros de pequeño formato, y entre ellos, el libro titulado: “La Evolución de una Pregunta” (1978) de tema científico.

La historieta

Mi primer trabajo como historietista comenzó con la serie infantil de “Inés, Aldo y Beto” (1979) con guión de Ernesto Padrón, para una publicación de pequeño formato llamada “Pásalo”. Se le llamaba así porque era sin costo alguno y sólo para la distribución entre los estudiantes de los estudios primarios y secundarios. La primera historieta que hicimos fue: “Viaje de exploración a un extraño dibujo” (1979); “El Planeta Dividido” (1979); “Una aventura por error” (1979); “Asalto al Castillo” (1980; “Las tres frases mágicas” (1980); “Imperio Inca” (1980); “La emboscada” (1982); “El Ataque” (1986). Es correcto aclarar que las historietas “Las tres frases mágicas” y “La Emboscada” fueron premiadas en Concursos de Diseño Editorial en la Capital habanera.

Paralelamente, a las publicaciones de los tres niños, pude atender otras ofertas de trabajos como la historieta del género ciencia ficción: “Trampa de Estrellas” (1984), una adaptación de Ana Galindo sobre un cuento de Y. Filenki, semanario “Pionero”, Editora Abril. Poco después recibí la oferta para diseñar “Timur y su pandilla” (1984-1985) que fueron publicadas en el semanario “Pionero”. Una historieta escrita y adaptada por Agustín Urra Brito, sobre un cuento del escritor ruso Arkadi Gaidar y editada por la Editora Abril.

Se me ocurrió intentar hacer una primera historieta, de mi autoría, con un tema real histórico sobre uno de los caudillos mambises más importantes de la guerra de independencia cubano-española del siglo XIX en Cuba: “Voluntad Férrea” (1985), editora Pablo de la Torriente; “Días heroicos de Girón” (1986) guión: Manuel Pérez Alfaro, historieta basada en un hecho real durante la invasión norteamericana por Bahía de Cochinos, Cuba, editora Pablo de la Torriente; “La última sonrisa” (1986) guión: Ana Núñez Machín, basado sobre un hecho real histórico, editora Pablo de la Torriente.

El personaje Camila

En mis comienzos como dibujante la historieta de aventura fue una de mis preferencias. En unión de mi amigo y escritor cubano Manuel Pérez Alfaro dimos vida a un personaje femenino, una jovencita cubana, Camila. Periodista, aficionada a la fotografía y amante del cuidado de la naturaleza, y además practicante de las artes marciales. Acompaña a su padre, un eminente doctor Ecologista, en sus investigaciones en las profundidades de la Amazonia.

Las historietas de Camila

La primera historieta de este personaje es “Camila” (1987) guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila II” (1988) guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” (Primera parte), guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” (1988) (Segunda parte), guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” (1988) (Final), guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila” (1989) título: “La Crecida”, guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila” (1989) título: “Enemigo Conocido”, guión: M. Pérez Alfaro;
“Camila” (1989) título: “La Captura”, guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila” (1989) “El Desafío”, guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila” (1990) “El Combate”. Guión: M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente.

Para un total de 10 historias.

Mi personaje Yakro

Yakro es un personaje de mi autoría. Es una historieta de ciencia ficción sobre un hombre-lagarto acompañado por su asistente D-Lax, el androide. Su nave sufre una avería en pleno vuelo espacial y se ve obligado a un aterrizaje forzoso en el Planeta Tierra, en la Era Cuaternaria. Es un género con sabor a aventura. Iba a ser una novela gráfica pero por limitaciones editoriales y la falta de papel en las imprentas se convirtió en una serie de cuatro capítulos.

De cuatro se publicaron sólo tres capítulos:

Primer capítulo: “Yakro” (1987), editora Pablo de la Torriente.
El segundo: “Yakro, D-Lax el androide” (1989), editora Pablo de la Torriente.
El tercero: “Yakro, Hacia las Estrellas” (1990), editora Pablo de la Torriente.
Y el cuarto: “Yakro, Hacia las Estrellas”, Final (1990), editora Pablo de la Torriente.

Por fin se pudo publicar completa las cuatro historias de Yakro en una edición especial dedicada a promover las obras de los autores veteranos de la historieta cubana. Esta edición especial se tituló: “Yakro. Clásicos de la historieta cubana. Orestes Suárez”, Ediciones Luminaria, Sancti Spíritus, Cuba.

Más historietas conforman el aval de un gran sueño por alcanzar y una experiencia que se desarrollaba. Esta otra obra ocurre en el escenario etíope durante la guerra en Etiopía y en Angola. Historieta de ficción: “El Jinete del Domingo” (1988) guión: Jorge L. Guerra, Editora Pablo de la Torriente; “Contra los Contras” (1990) (en tiempos de las luchas de liberación de Nicaragua) guión: Ernesto Padrón, periódico “Juventud Rebelde”; la historieta de humor y fantasía siempre estaban ligadas a mi quehacer como ilustrador o como historietista, y esta vez, trabajando en la revista infantil “Zunzún”. Es una serie de cuatro capítulos publicada para niños: “La Pañoleta Encantada” (1990-1993) guión: Ernesto Padrón, revista “Zunzún”, Editora Abril.

No teníamos publicaciones especializadas para publicar historietas variadas, con posibilidad de abordar todos los géneros. Por suerte para los historietistas nacionales, la editora Pablo de la Torriente creo dos publicaciones de muchísima importancia para nosotros, “Pablo” y “Comico”, en la segunda etapa de los años 80.  Surgieron para bien una estela de producciones de historietas donde todos participaban: humoristas, escritores, editores, diseñadores gráficos e incluso, se comenzó a organizar diferentes eventos culturales referentes al género de la historieta, por primera en el país. Surgieron las Bienales de los Historietistas en la Habana, y después Los Encuentros Nacionales e Internacionales de los Historietistas Iberoamericanos.  Hubo entonces un importante acercamiento participativo de muchos creadores extranjeros a dichos encuentros de la historieta en la Habana. Estas publicaciones solo duraron un período de tiempo hasta que llegó en los 90 nuestro período especial por la caída del campo socialista en Europa. Al desparecer los recursos desaparecieron las únicas posibilidades de publicar nuestra historieta.

Una de mis propuestas fue el género de terror: “El Gato Negro” (1991) de Edgar Allan Poe, una adaptación de Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente. Publicado en la revista “El Gallito Inglés”, México. También fue publicado en la revista española “Creepy” nº 14.

En la Habana, en el Encuentro Internacional de la Historieta Latinoamericana, recibí el premio “La Palma Real”, 1993,  junto al guionista Juan Padrón por la historieta humorística “Las manos doradas del traidor”. Ese mismo año hice la historieta de ficción “Lobos” (1993) de mi autoría, editora Pablo de la Torriente. “Lobos” fue publicado años después en la revista “El Gallito Inglés”, México, y en la revista belga “Napartheid”.

En plena etapa del llamado período especial, tuve la oportunidad de conseguir un nuevo contacto editorial, gracias a la ayuda de buenos amigos, y uno de ellos fue Sergio Bonelli por mediación de otro gran amigo Dario Mogno. Se hizo un contacto importante con el periódico Eura  S.p.A. de Roma, Italia, en 1993. Fui contratado para hacer dos historias, “L’amore de Burton”, con guión de Mazzitelli, publicada en la revista “Scorpio” n° 20;  y la historieta titulada “Rushter è tornato” con guión de Dempsey, publicada en la revista “Lanciostory” n° 23 (1994).

Volviendo a ámbito nacional se me propuso la historieta de género histórico, – ya era muy solicitado para realizar esos temas – esta vez sobre la Guerra Civil Española, con el título “Me voy a España” (1995) guión: Ana Núñez Machín, editora Pablo de la Torriente.

Sergio Bonelli visita la Habana en 1994, y por propuesta del amigo Dario Mogno, que también se encontraba disfrutando del Encuentro de Historietistas Iberoamericanos en la capital habanera en ese momento, se encargó de presentarnos. Sergio Bonelli me pidió ver mis páginas de historieta las que hacía para las editoriales nacionales. Valoró mis trabajos y me propuso inmediatamente formar parte de su equipo de la Bonelli como diseñador de fumetti. Estamos cerca de cumplir los 27 años de continuos trabajos gracias a la comprensión y amabilidad de Sergio Bonelli.

No recibí más ofertas por parte de Eura Editore y me entregué por completo a trabajar para la Sergio Bonelli Editore con un contrato de unos primeros 10 años.

Mi primer trabajo fue diseñar las historias de “Mister No”:

Y el primer número fue titulado “Razza selvaggia” nº 239 (1995), textos: Mignacco-Colombo;
“Il giorno degli avvoltoi” nº 240, (1995), textos: Luigi Mignacco-Colombo;
“Giochi pericolosi” nº 245 (1995), textos: Marco del Freo;
“Il mostro della palude” nº 251 (1996), textos: Colombo-Mignacco;
“Notte di morte” N. 261 (1997), textos: Stefano Marzorati;
“Agli ordini della CIA” nº 269 (1997), textos: Stefano Marzorati;
“Nel centro del Mirino” nº 272 (1998), textos: Masiero-Marzorati;
“Le notti di Bahia” nº 286, (1999) textos: Luigi Mignacco;
“I ribelli del Sertão” nº 287 (1999), textos: Luigi Mignacco;
“Vent’anni dopo” nº 292 (1999), textos: Mignacco-Masiero, dibujos: Diso-Suárez;
“Terra e libertá” nº 293 (1999), textos: Mignacco, dibujos: Suárez-Diso-Busticchi & Paesani;
“Caccia spietata” nº 309 (2001), textos: Luigi Mignacco;
“Territorio Jivaro” nº 321 (2002), textos: Stefano Marzorati;
Dos ediciones en una: “L’idolo Maya” nº 352 (2004), textos: Masiero-Mignacco, dibujos: Alessandro Bignamini. “Le Grotte del Vento”, textos: Michele Masiero, dibujos: Suárez;
“Giustizia Yanoama” nº 353 (2004), textos: Michele Masiero;
“Sangue in paradiso” nº 354 (2004), textos: Michele Masiero.

“Mister No” dejó de publicarse en el año 2006. No he vuelto a hacer historietas de Jerry Drake.     

Por suerte el señor Sergio Bonelli me seleccionó para diseñar los “Texones”:

Albo speciale nº 24, “I ribelli di Cuba” (2010), soggetto: Guido Nolitta, sceneggiatura: Mauro Boselli;
Segunda edición a color del “I ribelli di Cuba” nº 24 (2012), textos: Guido Nolitta - Mauro Boselli. Edizione specciale per il Gruppo Editoriale L’Espresso S.p.A.  realizzata in collaborazione con Sergio Bonelli Editore;
Tercera edición a color en Brasil de “Os Rebeldes de Cuba” nº 12 (2018) Textos: Guido Nolitta - Mauro Boselli. Editora Salvat do Brasil Ltda.;
“I rapitori”,  “Tex Almanacco del West” 2014, textos: Tito Faraci;  reedición a color;
“I rapitori” (2014), textos: Tito Faraci.  “I Fumetti di Repubblica-L’Espresso”, “Tex Collezione Storica a Colori” 30, “Le foreste degli spiriti”.

En estos momentos me encuentro terminando el diseño de una nueva novela gráfica, una romanza, escrita por Michele Masiero, de alrededor de 300 páginas, que todavía no tiene título.    

Historietas humorísticas

Colección de historietas de humor (cuentos cortos) 1986 - 2001:

“Cosa de la vida” (1986), autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Acecho” (1986), autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“Los refranes” (1986), autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Caballero” (1988), autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“¡Niño!” (1990), 3 cuentos cortos, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Último Acto” (1994), guión: M. Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Mujer con Suerte” (1994), guión: Manuel Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Salidero” (1996), guión: Manuel Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Secuencias y Consecuencias” (2001), guión: M. Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”.

“Blito y Pupi” (1994) serie de dos personajes infantiles creados para los niños más pequeños, en formatos de tiras cortas; revista “Zunzún”, Editora Abril.

Siguiendo el ritmo del humor en la historieta comenzamos a tocar temas sociales urbanos en la capital habanera el guionista Jorge L. Guerra, y yo con el diseño. Esta serie la titulamos “Vitralitos”:

Primera historieta “La Guagua” (1989) guión: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
Le sigue, “El mejor amigo” (1989) guión: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
 “Lo que no nace no crece” (1989) guión: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“¡Agárrate de la bamba!” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Destino Terminal” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Un Cablegrama” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Edificio Georgina” (1989) guión Jorge L. Guerra. Editora Abril;
“Rodilla abajo” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Un hombre con una línea puede…” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Amor y Piropos” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Cada loco con su tema” (1989) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“El Misionero” (1990) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente;
“Los derechos urbanos” (1990) guión: Jorge L. Guerra. Editora Pablo de la Torriente.


Orestes Suárez

O meu nome é Orestes Suárez Lemus, eu nasci na província de Pinar del Río, Cuba, no ano de 1950. Atualmente, eu vivo em Havana, a capital de Cuba.

Graduado eletricista industrial, em um instituto tecnológico de Havana, em 1971. Eu trabalhei como eletricista da Empresa de Obras de la Construcción Provincial e anos depois na Industria Ligera, de 1971 a 1977. Enquanto eu trabalhava como eletricista de manutenção, eu estudei no curso noturno da Escuela Nacional de Diseño Gráfico.

Em meio a essa etapa de trabalho diurno e estudo noturno, me contrataram para ilustrar o meu primeiro livro: “Zoia y Shura”, 1976, editora Gente Nueva do Instituto del Libro de la Habana, baseado em fatos reais durante a 2ª Guerra Mundial; uma novela da escritora russa L. Kosmodemianskaia. Em 1979, eu me graduei na Escuela Nacional de Diseño Gráfico de la Habana.

Etapa de trabalho editorial

Em 1977, em deixei de trabalhar como eletricista e eu comecei a trabalhar como desenhista ilustrador do Departamento de Diseño y Propaganda de la Organización de Pioneros José Martí de Cuba. Mesmo se oficialmente eu era o desenhista ilustrador da equipe de desenho eu pude participar diretamente das diferentes especialidades do desenho editorial: eu desenhei livros, dobraduras, outdoors, logotipos, emblemas, etc. Entre outras coisas eu ilustrava anúncios de textos, cartazes, ilustrei livros, eu diagramei folhetos e livros de pequeno formato, entre eles o livro intitulado “La Evolución de una Pregunta”, 1978, de tema científico.

A história em quadrinhos

O meu primeiro trabalho como quadrinista começou com a série infantil “Inés, Aldo y Beto”, 1979, com roteiro de Ernesto Padrón, para uma publicação de pequeno formato chamada “Pásalo” - chamava-se assim porque era sem custo algum e só para a distribuição entre os estudantes dos ensinos fundamental e médio. A primeira história em quadrinhos que nós fizemos foi “Viaje de exploración a un extraño dibujo”, 1979; “El Planeta Dividido”, 1979; “Una aventura por error”, 1979; “Asalto al Castillo”, 1980; “Las tres frases mágicas”, 1980; “Imperio Inca”, 1980; “La emboscada”, 1982; “El Ataque”, 1986.

Paralelamente, às publicações das três crianças, eu pude atender outras ofertas de trabalhos como a história em quadrinhos do gênero ficção científica “Trampa de Estrellas”, 1984, uma adaptação de Ana Galindo sobre um conto de Y. Filenki, semanário “Pionero”, editora Abril. Pouco depois, eu recebi a oferta para desenhar “Timur y su pandilla”, 1984-1985, que foram publicadas no semanário “Pionero”. Uma história em quadrinhos escrita e adaptada por Agustín Urra Brito, sobre um conto do escritor russo Arkadi Gaidar e editada pela editora Abril.

Ocorreu-me intentar fazer uma primeira história em quadrinhos, de minha autoria, com um tema real histórico sobre um dos caudilhos mambises mais importantes da Guerra de Independência Cubana do domínio espanhol do século XIX em Cuba: “Voluntad Férrea”, 1985, editora Pablo de la Torriente. “Días heroicos de Girón”, 1986, roteiro de Manuel Pérez Alfaro, história em quadrinhos baseada em um fato real durante a invasão norte-americana da Baía dos Porcos, Cuba, editora Pablo de la Torriente; “La última sonrisa”, 1986, roteiro de Ana Núñez Machín, baseada sobre um fato real histórico, editora Pablo de la Torriente.

A personagem Camila

Em meu começo como desenhista, a história em quadrinhos de aventura foi uma de minhas preferências. Em união com Manuel Pérez Alfaro, meu amigo e escritor cubano, nós demos vida a um personagem feminino, uma moça cubana, Camila. Jornalista, aficionada à fotografia e amante da preservação da natureza e, além disso, praticante das artes marciais. Ela acompanha o seu pai, um eminente doutor ecologista, em suas pesquisas nas profundezas da Amazônia.

As histórias em quadrinhos de Camila

A primeira história em quadrinhos desse personagem é “Camila”, 1987, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila II”, 1988, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” Primera parte, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” Segunda parte, 1988, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila III” Final, 1988, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila”, 1989, “La Crecida”, roteiro de M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila”, 1989, “Enemigo Conocido”, roteiro de M. Pérez Alfaro;
“Camila”, 1989, “La Captura”, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;
“Camila”, 1989, “El Desafío”, roteiro de M. Pérez Alfaro. Editora Pablo de la Torriente;
“Camila”, 1990, “El Combate”, roteiro de M. Pérez Alfaro, editora Pablo de la Torriente;

Para um total de 10 historias.

Meu personagem Yakro

Yakro é um personagem de minha autoria. É uma história em quadrinhos de ficção científica sobre um homem-lagarto acompanhado de seu assistente D-Lax, o androide. A sua nave sofre uma avaria em pleno voo espacial e ele se vê obrigado a uma aterrissagem forçada no planeta Terra, na Era Quaternária. Ia ser uma novela gráfica, porém por limitações editoriais e a falta de papel nas impressoras se converteu em uma série de quatro capítulos.

De quatro se publicarão só três capítulos:

Primeiro capítulo: “Yakro” (1987), editora Pablo de la Torriente;
O segundo: “Yakro, D-Lax el androide”, 1989, editora Pablo de la Torriente;
O terceiro: “Yakro, Hacia las Estrellas”, 1990, editora Pablo de la Torriente;
E o quarto: “Yakro, Hacia las Estrellas”, Final, 1990, editora Pablo de la Torriente.

Por fim se pôde publicar completa as quatro histórias de Yakro em uma edição especial dedicada a promover as obras dos autores veteranos da história em quadrinhos cubana. Essa edição especial se intitulou “Yakro. Clásicos de la historieta cubana. Orestes Suárez”, Ediciones Luminaria, Sancti Spíritus, Cuba.

Mais histórias em quadrinhos conformam o aval de um grande sonho por alcançar e uma experiência que se desenrolava. Essa outra obra ocorre em um cenário etíope durante a guerra na Etiópia e em Angola. História em quadrinhos de ficção: “El Jinete del Domingo”, 1988, roteiro de Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente; “Contra los Contras”, 1990 – em tempo das lutas de libertação da Nicarágua -, roteiro de Ernesto Padrón, periódico “Juventud Rebelde”; a história em quadrinhos de humor e de fantasia sempre estavam ligadas a mim tanto como ilustrador como quadrinista e essa vez trabalhando na revista infantil “Zunzún”. É uma série de quatro capítulos publicada para crianças: “La Pañoleta Encantada”, 1990-1993, roteiro de Ernesto Padrón, revista “Zunzún”, Editora Abril.

Nós não tínhamos publicações especializadas para publicar histórias em quadrinhos variadas, com possibilidade de abordar todos os gêneros. Por sorte para os quadrinistas nacionais, a editora Pablo de la Torriente criou duas publicações de muitíssima importância para nós, “Pablo” e “Comico”, na segunda metade dos anos 1980. Surgiu por bem uma esteira de produções de histórias em quadrinhos onde todos participavam – humoristas, escritores, editores, desenhistas gráficos – e, incluso, se começou a organizar diferentes eventos culturais referentes ao gênero da história em quadrinhos pela primeira vez no país. Surgiram as Bienales de los Historietistas en la Habana e depois Los Encuentros Nacionales e Internacionales de los Historietistas Iberoamericanos. Houve então uma importante aproximação participativa de muitos criadores estrangeiros aos ditos encontros da história em quadrinhos em Havana. Essas publicações só duraram um período de tempo até que chegou nos anos 1990 o nosso período especial pela queda do campo socialista na Europa. Ao desaparecer os recursos desapareceram as únicas possibilidades de publicar a nossa história em quadrinhos.

Uma de minhas propostas foi o gênero terror: “El Gato Negro” de Edgar Allan Poe, uma adaptação de Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente, 1991. Publicado na revista “El Gallito Inglés”, México; também foi publicado na revista espanhola “Creepy” nº 14.

Em Havana, no Encuentro Internacional de la Historieta Latinoamericana, eu recebi o prêmio La Palma Real, 1993, junto ao roteirista Juan Padrón pela história em quadrinhos humorística “Las manos doradas del traidor”. Nesse mesmo ano saiu a história em quadrinhos de ficção “Lobos” de minha autoria, editora Pablo de la Torriente. “Lobos” foi publicada, anos depois, na revista “El Gallito Inglés”, México, e na revista belga “Napartheid”.

Em plena etapa do chamado período especial, eu tive a oportunidade de conseguir um novo contato editorial, graças à ajuda de bons amigos e um desses foi Sergio Bonelli por mediação de outro grande amigo, Dario Mogno. Fez-se um contato importante com o periódico Eura S.p.A de Roma, Itália, em 1993. Eu fui contratado para fazer duas histórias: “L’amore de Burton”, com roteiro de Mazzitelli, publicada na revista “Scorpio” nº 20; e a história em quadrinhos intitulada “Rushter è tornato” com roteiro de Dempsey, publicada na revista “Lanciostory” nº 23, 1994.

Voltando ao âmbito nacional, me foi proposto a história em quadrinhos de gênero histórico – eu já era muito solicitado para realizar esses temas -, essa vez sobre a Guerra Civil Espanhola com o título “Me voy a España”, 1995, roteiro de Ana Núñez Machín, editora Pablo de la Torriente.

Sergio Bonelli visita Havana em 1994 e por proposta do amigo Dario Mogno, que também se encontrava desfrutando do Encuentro de Historietistas Iberoamericanos na capital havanesa naquele momento, se encarregou de nos apresentar. Sergio Bonelli me pediu para ver minhas páginas de histórias em quadrinhos que eu fazia para as editoras nacionais. Ele valorizou os meus trabalhos e ele me propôs imediatamente formar parte de sua equipe da editora Sergio Bonelli Editore como desenhista de história em quadrinhos. Eu estou cerca de completar 27 anos de trabalhos contínuos graças à percepção e à amabilidade de Sergio Bonelli.

Eu não recebi mais ofertas por parte da editora Eura Editore e eu me entreguei por completo a trabalhar para a editora Sergio Bonelli Editore com um contrato inicial de 10 anos.

O meu primeiro trabalho foi desenhar as histórias de “Mister No”: o primeiro número foi intitulado “Razza selvaggia” nº 239 (1995), textos: Mignacco-Colombo;
“Il giorno degli avvoltoi” nº 240, (1995), textos: Luigi Mignacco-Colombo;
“Giochi pericolosi” nº 245 (1995), textos: Marco del Freo;
“Il mostro della palude” nº 251 (1996), textos: Colombo-Mignacco;
“Notte di morte” N. 261 (1997), textos: Stefano Marzorati;
“Agli ordini della CIA” nº 269 (1997), textos: Stefano Marzorati;
“Nel centro del Mirino” nº 272 (1998), textos: Masiero-Marzorati;
“Le notti di Bahia” nº 286, (1999) textos: Luigi Mignacco;
“I ribelli del Sertão” nº 287 (1999), textos: Luigi Mignacco;
“Vent’anni dopo” nº 292 (1999), textos: Mignacco-Masiero, dibujos: Diso-Suárez;
“Terra e libertá” nº 293 (1999), textos: Mignacco, dibujos: Suárez-Diso-Busticchi & Paesani;
“Caccia spietata” nº 309 (2001), textos: Luigi Mignacco;
“Territorio Jivaro” nº 321 (2002), textos: Stefano Marzorati;
Duas edições em uma: “L’idolo Maya” nº 352 (2004), textos: Masiero-Mignacco, desenhos: Alessandro Bignamini. “Le Grotte del Vento”, textos: Michele Masiero, desenhos: Suárez;
“Giustizia Yanoama” nº 353 (2004), textos: Michele Masiero;
“Sangue in paradiso” nº 354 (2004), textos: Michele Masiero.

“Mister No” deixou de ser publicado no ano de 2006. Eu não voltei a fazer histórias em quadrinhos de Jerry Drake.

Por sorte o senhor Sergio Bonelli me selecionou para desenhar os “Texones”:  Albo speciale nº 24, “I ribelli di Cuba”, 2010, argumento de Guido Nolitta, roteiro de Mauro Boselli;
Segunda edição em cores de “I ribelli di Cuba” nº 24, 2012, textos de Guido Nolitta - Mauro Boselli. Edição especial para o Gruppo Editoriale L’Espresso S.p.A.  realizada em colaboração com a editora Sergio Bonelli Editore;
Terceira edição, em cores, no Brasil de “Os Rebeldes de Cuba” nº 12, 2018, textos de Guido Nolitta - Mauro Boselli. Editora Salvat do Brasil Ltda.;
“I rapitori”, “Tex Almanacco del West” 2014, textos de Tito Faraci;  reedição em cores;
“I rapitori”, 2014, textos de Tito Faraci.  “I Fumetti di Repubblica-L’Espresso”, “Collezione Storica a Colori” 30, “Le foreste degli spiriti”.

Nesse momento, eu me encontro terminando o desenho de uma nova novela gráfica, um romance, escrita por Michele Masiero, entorno de 300 páginas, que ainda não tem título.

Histórias em quadrinhos humorísticas

Coleção de histórias em quadrinhos de humor (contos curtos), 1986 - 2001:

“Cosa de la vida”, 1986, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Acecho”, 1986, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“Los refranes”, 1986, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Caballero”, 1988, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“¡Niño!”, 1990, 3 contos curtos, autor: Orestes Suárez, editora Pablo de la Torriente;
“El Último Acto”, 1994, roteiro: M. Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Mujer con Suerte”, 1994, roteiro: Manuel Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Salidero”, 1996, roteiro: Manuel Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”;
“Secuencias y Consecuencias”, 2001, roteiro: M. Pérez Alfaro, revista “Mi Barrio”.

“Blito y Pupi”, 1994, série de personagens infantis criados para as crianças menores, em formato de tiras curtas; revista “Zunzún”, Editora Abril.

Seguindo o ritmo do humor na história em quadrinhos, nós começamos a tocar temas sociais urbanos na capital havanesa – o roteirista Jorge L. Guerra e eu com o desenho. Esta série nós a intitulamos “Vitralitos”:

A primeira história em quadrinhos foi “La Guagua”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
Seguida por “El mejor amigo”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
 “Lo que no nace no crece”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“¡Agárrate de la bamba!”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Destino Terminal”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
 “Un Cablegrama”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Edificio Georgina”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Abril;
“Rodilla abajo”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Un hombre con una línea puede…”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Amor y Piropos”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Cada loco con su tema”, 1989, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“El Misionero”, 1990, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente;
“Los derechos urbanos”, 1990, roteiro: Jorge L. Guerra, editora Pablo de la Torriente.

O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Agradezco a Orestes Suárez su diseño de Tex Willer y Kit Carson, caballeros del Salvaje Oeste, para el blog de Blueberry.
Eu agradeço a Orestes Suárez pelo desenho de Tex Willer e Kit Carson, cavaleiros do Velho Oeste, para o blogue Blueberry.

Afrânio Braga

Artigo publicado também em Tex Willer Blog 

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