sábado, 4 de janeiro de 2014

"Blueberry" nº 13 “Chihuahua Pearl”

Capa, uma das reedições.


Prancha 1.


Prancha 2.


Prancha 3.


Prancha 4.


Prancha 5.


Prancha 7.


Ficha técnica

Chihuahua Pearl
“Chihuahua Pearl”
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Évelyne Tran-Lê
Volume: 13
Ano de publicação da primeira edição: 1973
Número de pranchas: 46
Gênero: Western
Preço: 11.99 €
Formato: 22,5x29,8 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Fonte das imagens: Dargaud Éditeur: Capa e pranchas 1 a 5. Sceneario: Prancha 7.



Prancha anúncio do episódio “Chihuahua Pearl” publicada em “Pilote” nº 565 de 3 de setembro de 1970. Texto de Jean-Michel Charlier e desenhos de Jean Giraud. Fonte: Jean-Yves Brouard.


Capa, 1ª edição.

O título “Chihuahua Pearl” ainda tem o subtítulo “Fort Navajo une Aventure du Lieutenant Blueberry”, mas a partir do seguinte (“L’Homme qui valait 500.000$”) há apenas “Une Aventure du Lieutenant Blueberry”.
Primeiro ano de lançamento de “Chihuahua Pearl”: 1973 (início do ano). Primeiro ano de lançamento de “L’Homme qui valait 500.000$”: também 1973 (outono daquele ano). Portanto, a troca foi no curso de 1973.

Jean-Yves Brouard


Contracapa, 1ª edição.

Chihuahua Pearl - “Chihuahua Pearl”

Primeiro álbum do ciclo Chihuahua Pearl. O Tesouro dos Confederados (álbuns 13 a 15) - México, Texas e Arizona. Verão de 1869. Acontecimento histórico: A lenda do Ouro dos Confederados. A capa portuguesa é distinta daquela francesa, em cuja está ilustrada a personagem-título; a editora Meribérica utilizou a capa americana, na qual está o rosto de Blueberry com a assinatura de Mœbius, como era mais conhecido Jean Giraud na terra das aventuras blueberryanas.

Jean Giraud se inspirou no visual de sua primeira esposa, Claudine Giraud, para compor aquele de Lily Calloway, a famosa cantora loira. Entretanto, a inspiração para a capa do álbum "Chihuahua Pearl", 1973, foi a publicidade da Ultra Brite em "Pilote", Nº 674, outubro de 1972. Há três versões de inspirações, de Jean Giraud, para a capa do álbum "Chihuahua Pearl": duas em dois anúncios do creme dental Ultra Brite e uma no rosto de Rita Scherrer, atriz e modelo europeia dos anos 1960 e 1970.


Chihuahua Pearl no palco do saloon Casa Roja em Chihuahua. 
Prancha 39B. N. C.: Edição belga.

Claudine Giraud foi a musa inspiradora do visual de Lily Calloway, que, certamente, também apresenta traços das atrizes Brigitte Bardot e Marilyn Monroe. Contudo, a célebre namorada de Blueberry, mais conhecida como Chihuahua Pearl, teve a sua primeira aparição, no álbum "Chihuahua Pearl", prancha 39B, inspirada na atriz americana Jayne Mansfield, igualmente célebre, loira e bela, em atuação na comédia western "The Sheriff of fractured jaw" (“Apuros de um Xerife”, título no Brasil), 1958, dirigida por Raoul Walsh.


Homenagem de Giraud a Charlier. Prancha 7, quadrinho 2. 
N. C.: Edição americana da Epic Comics.

Na página 7, quadrinho 2, de “Chihuahua Pearl” (“Chihuahua Pearl”), álbum publicado em 1973, Jean Giraud homenageou Jean-Michel Charlier com as iniciais desse, JM, na parede da cela, acima do joelho direito do preso Mike Blueberry.


Blueberry e o cartaz anunciando o show de 
Chihuahua Pearl no saloon Casa Roja. Prancha 
38, quadrinho 4. N. C.: Edição americana.

Chihuahua é a capital do Estado mexicano de mesmo nome e está localizada a cerca de 400 km da fronteira com os Estados Unidos da América. Chihuahua Pearl (Pérola de Chihuahua) é o apelido de Lily Calloway, cantora e dançarina, bela loira inspirada por Jean Giraud em Claudine Giraud, a sua esposa na época, que aparecerá na vida de Blueberry nessa história e ficará até o fora de ciclo Sob Domínio de Pearl. O segundo retorno à vida civil – 11 álbuns em 17 anos –; em pouco tempo, crescerá uma grande paixão entre os dois.

É também o primeiro encontro de Blueberry com o comandante mexicano Vigo - que retornará no volume "A Última Cartada" do ciclo do Segundo Complô parte 2. A Reabilitação de Blueberry -, perseguidor, com sua tropa, de um cavaleiro que portava uma importante mensagem. O General Mac Pherson, conselheiro militar do Presidente dos Estados Unidos da América, inicia a sua participação na saga do Tenente e lhe confia a missão de recuperar o histórico Tesouro da Confederação – meio milhão de dólares em ouro – mesmo a contragosto do insubordinado oficial cabeludo e com barba de três dias.

Blueberry, em uma farsa do exército, é expulso e vai para o México como procurado por assassinato e roubo; no caminho, segue em busca do seu antigo companheiro, Jimmy Mc Clure, que havia apanhado outra vez a febre do ouro, em uma velha concessão para prospecção, ali encontra o beberrão dormindo junto a uma garrafa de aguardente – Jimmy é o lado cômico das aventuras, fazendo os leitores rirem bastante das situações criadas por ele.

O primeiro encontro de Blueberry e Chihuahua Pearl. Prancha 42, quadrinho 9. N. C.: Edição americana.


Em Chihuahua, Blueberry, através do ilusionista Boudini, encontra o espião ianque "El Cuchillo" (“A Faca”), que é a própria artista Chihuahua Pearl, cujo governador do Estado de Chihuahua, Coronel Lopez, está apaixonado por ela, porém sem ser correspondido. A peça chave para encontrar o ouro é um ex-oficial sulista, o Coronel Trevor, que está preso com o nome falso de Lindsay. Pearl enviou a mensagem do início da trama e tem um interesse especial por Lindsay, fato percebido e comentado por Blueberry.


Chihuahua Pearl. Óleo sobre tela de Francis Girault, pintor e escultor.


Passaram-se muitos anos, quase uma vintena, desde quando o Tenente Blueberry, da Cavalaria dos Estados Unidos, dava início às suas aventuras de "western fantástico" nas páginas da revista de historias em quadrinhos francesa "Pilote". Entre aquele 31 de outubro de 1963 e a atualidade, a série "Blueberry" refletiu, a sua volta, múltiplas influências modificando progressivamente a própria imagem.

A primeira constatação é que a história em quadrinhos criada pelo roteirista Jean-Michel Charlier e pelo desenhista Jean Giraud constitui já uma longa saga, com mais de vinte episódios, retrocedendo também à distante juventude do protagonista, que se apresenta como um monumento narrativo sempre em marcha rumo ao futuro; ao mesmo tempo transforma Blueberry, através de um abandono da sua original configuração militarista, em um mito representativo da cultura popular contemporânea.

De fato, mesmo a ascensão de Blueberry, rumo à sua mitificação, teria encontrado apoio válido na lenta deterioração das suas "virtudes heroicas", típicos cânones alienantes, esses últimos, de tantos westerns pueris. Passo a passo que a série de Charlier e Giraud avançava, o seu protagonista tornava-se um anti-herói, um perdedor, sublineando-se sintomaticamente tal evolução com os contrastes, quando não os desencontros com seus próprios companheiros de armas, e com a contraposta reaproximação aos seus inimigos tradicionais: os índios.

Pode-se supor que essa obra, inicialmente inspirada no clássico western de Hollywood, tenha assumido pouco a pouco o caráter crepuscular e amargo com o qual foi tratado o tema do Oeste nos modernos filmes americanos, seguindo uma linha traçada um tempo por John Ford e explodida finalmente com Sam Peckinpah. Mas a essa influência cinematográfica se unia paralelamente à tomada de consciência da juventude que provocou o maio francês de 1968, e sucessivamente o difundido ceticismo gerado por aquela experiência contestatória. Daqui por diante um claro desejo de desmistificação conduziu mesmo à plenitude mítica de Blueberry, em um paradoxo não de todo ilógico para uma História em Quadrinhos que tem sabido manter-se fiel a si mesmo graças à progressiva autodestruição dos seus postulados de partida.

A chave de tudo isso devemos procurá-la na contínua equidistância de dois processos evolutivos; aquele de Blueberry na fantasia e aquele de Giraud na realidade. É preciso recordar que quando Giraud começou Blueberry já tinha debutado na sua segunda personalidade artística, aquela de Mœbius, porque esse fato nos faz pensar que o universo experimental da nova identidade do artista tenha influenciado cada vez mais o roteirista Charlier que, em um momento determinado, não hesitará em codividir as coordenadas ideológicas do desenhista.

Mas voltamos agora ao conceito inicial dessa apresentação e concluímos que "As Aventuras do Tenente Blueberry", obra muito complexa da sua prolongada construção e da pessoal evolução de Jean Giraud-Mœbius, se eleva ao nível de uma grande saga western e penetra no âmbito de uma ampla e profunda reflexão sobre os homens que viveram um dos episódios mais indignos do século XIX: a conquista do Oeste.

Na saga de Blueberry, como os cavalos nos vastos desertos, a narrativa galopa lúcida de suor, o corpo possante e o espírito nítido, sobre as desgraças da História. O dinamismo de Giraud e a fantasia de Mœbius, personalidade indissolúvel de um grande artista, cavalgando também esse rumo aos horizontes que o passado procurou em vão destruir.

Javier Coma

N. C.: Apresentação publicada nos álbuns da série "Le Avventure del Tenente Blueberry", Collana Eldorado, Edizioni Nuova Frontiera, Roma, Itália, anos 1980.

Fonte das imagens: Bedetheque: capa e contracapa da 1ª edição. Stripspeciaalzaak: prancha 39B. Theairtightgarage: prancha 7, quadrinho 2. Enciclopediavisualblueberry: prancha 38, quadrinho 4; prancha 42, quadrinho 9. Francis Girault: retrato de Chihuahua Pearl, pintura óleo sobre tela.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry nº 13 Chihuahua Pearl © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur 1973
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil



Editora Trem Fantasma


Young Chihuahua, desenho de Gir.


quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

A Batalha de Little Big Horn

A Batalha de Little Big Horn


“Custer’s Last Stand” - “O Confronto Final de Custer”. A pintura “Custer’s Last Stand”, também conhecida como “The Last Stand”, considerada a obra-prima de Frederic Remington, 61 x 48 cm, 
1891, está exposta no Woolaroc Museu, em Bartlesville, Oklahoma, Estados Unidos da América.


Touro Sentado X General Custer
O oficial dos Estados Unidos e o índio Sioux lutam no Velho Oeste

Cristiano Dias

A grande batalha do Velho Oeste norte-americano aconteceu em Little Big Horn, no Estado de Montana, em 25 de junho de 1876. Dois grandes líderes estiveram com suas tropas em um combate que se tornou lendário nos Estados Unidos. O general George Custer, então o mais importante oficial do exército norte-americano, e Touro Sentado, o mais poderoso chefe indígena, da tribo sioux e famoso por formar um dos mais treinados exércitos de guerreiros para defender suas terras. Custer levou milhares de soldados às planícies de Montana. Em tendas esparramadas por 5 km nas margens do rio Little Big Horn, estavam amontoados 10 mil peles-vermelhas.


Crow Camp, Little Big Horn River, Montana.


O cansaço pesou nos ombros dos homens de Custer. Eles galoparam quase 2 mil quilômetros nos 30 dias anteriores. A batalha durou menos de duas horas. Os índios liquidaram os homens de Custer. A estratégia do chefe indígena foi orquestrar a união dos sioux com os cheyennes e arapahos. Muitos brancos foram mortos no combate corpo a corpo. Os soldados eram menos experientes nesse tipo de luta. Foi assim que Touro Branco, sobrinho de Touro Sentado, matou vários deles – e até o próprio Custer, que levou tiros no coração e na cabeça. As tropas do general perderam, além dele, 264 soldados. Entre os índios, houve somente 40 baixas. O restante da tropa do exército norte-americano bateu em retirada.


Sempre em combate
A batalha do general e do chefe indígena pelas terras americanas

Coronel Custer
Popular, era o maior matador de índios da época. O mais jovem general dos Estados Unidos ganhou fama em 1868, com o massacre de 103 cheyennes em Wichita. Morreu na Batalha de Little Big Horn aos 36 anos.

Touro Sentado
Líder nato, era muito mais um diplomata, que uniu tribos indígenas. Após vencer as tropas de Custer, foi perseguido pelo exército norte-americano. Em 1881, foi preso, mas solto depois. Foi assassinado em 1890.


A luta no cinema
Esse é um dos temas mais retratados nos melhores filmes de faroeste

• Filme italiano com título francês, "Touche Pas à la Femme Blanche", de 1974, tem Marcelo Mastroianni como Custer. Surreal do início ao fim, não é para historiadores.

• "Buffalo Bill and the Indians, or Sitting Bull’s History Lesson", de 1976, levou o Leão de Ouro em Veneza e traz Touro Sentado interpretado por Paul Newman.

• "Sitting Bull", de 1954, com atores desconhecidos, é uma reconstituição fiel da Batalha de Little Big Horn. Indicado para os historiadores.


As armas


Custer e seus soldados
Na mão, uma espingarda Springfield. Na cintura, cada um carregava um revólver Colt calibre 45.

Os guerreiros de Touro Sentado
Combatiam com todo tipo de arma, como carabinas, garruchas, revólveres e espingardas. A maioria não abria mão de arco e flecha e facões, usados para escalpelar os soldados brancos.


Para saber mais


Massacre! Índios Derrotam Custer em Little Big Horn, Dee Brown, ed. Melhoramentos, 1973.

Sitting Bull, Catherine Iannone, ed. Franklin Watts, 1998.

Fonte: Revista Aventuras na História. São Paulo: Editora Abril, 2006.


Chefe Cavalo Louco – Crazy Horse.

Cavalo Louco (1840 - 1877)

Chefe Lakota Oglala; o seu nome indígena era Tasunka Witko. Foi, juntamente com Touro Sentado, o símbolo da resistência Sioux aos brancos; participou das vitoriosas batalhas Fetterman, Rosebud e Little Big Horn. Atraído para uma cilada, em 16 de setembro, foi assassinado com um golpe de baioneta pelo soldado William Gentles, um irlandês do 14º Infantaria.


General George Armstrong Custer.

Custer, George Armstrong (1839 - 1876)

É o mais famoso dos generais americanos; na realidade era subtenente e foi nomeado general durante a Guerra Civil por falta de oficiais de alta patente. Ao término da guerra, foi nomeado tenente coronel. É o responsável pelas carnificinas do Washita e o protagonista, negativo, da batalha de Little Big Horn, onde a sua arrogância e a sua incapacidade levaram ao massacre toda a sua tropa. Little Big Horn é mais famosa batalha das guerras indígenas.


Mapa da Crow Indian Reservation, Vale do Rio Little Big Horn, Montana. Local da batalha entre Custer e Touro Sentado.

Little Big Horn

É provavelmente a mais famosa batalha das guerras indígenas; além do quê, se pode dizer que foi a única verdadeira batalha campal combatida entre dois exércitos que se enfrentaram em campo aberto. Uma batalha verdadeira e propriamente então, como a entendemos nós ocidentais; não um desencontro segundo os cânones indígenas com ataques e fugas, armadilhas e cercos, nem um massacre de índios desarmados como em Sand Creek ou em Wounded Knee. E foi também a maior derrota do exército americano que, outrossim, já tinha sofrido pesadas derrotas em Powder e em Rosebud. A vitória dos Lakota, dos Cheyenne e dos Arapaho foi determinada por duas condições fundamentais: os índios aprenderam a combater "ao ocidental", isto é, reuniam as suas forças e atacavam para matar, não para "contar golpes" ou um objetivo quase demonstrativo como eram acostumados a fazer e, próprio ao ocidental, eram armados de Winchester e Spencer deixando tacapes e lanças nas tendas. A segunda condição foi a insensatez de Custer, que cometeu pelo menos quatro enormes erros estratégicos. Engajou batalha transgredindo as ordens dos generais Terry e Gibson, que estavam manobrando com Croock em três direções. Recusou-se a escutar os relatórios dos exploradores crow que falavam de um "imenso acampamento" e então atacou sem saber quantos adversários tinha pela frente. Sobre o vale pairava uma densa neblina, então atacou sem ter visual do campo de batalha. Enfim, dividiu as suas já exigidas forças, cerca de 700 homens, em quatro pelotões esperando atuar a repentina manobra como uma tenaz que lhe havia permitido realizar o massacre do Washita.

Porém em Little Big Horn (Capim Gordura, segundo os índios) se encontrou diante de doze mil índios, dos quais três mil guerreiros. A sua tropa, 265 homens, foi completamente aniquilada enquanto os índios tiveram 30 mortos. A batalha ocorreu em 25 de junho de 1876. O cerco dos índios foi liderado pelos chefes Cavalo Louco, Touro Sentado e Gall.


Índios Sioux.

Sioux

Nome genérico que agrupa três grupos principais: Lakota ou Teton, Santee ou Dakota, Nakota. Os Teton eram e são o grupo mais numeroso, dividido em sete povos: Oglala, Hunkpapa, Brulè, Minneconjou, Blakfeet, Itazipco ou Sans Arc e Two Kettle-Due Marmitte. Cavalo Louco era um Oglala, como Nuvem Vermelha, Touro Sentado um Hunkpapa. Os Oglala vivem hoje na reserva de Pine Ridge, os Brulè naquela de Rosebud, Minneconjou e Itazipco naquela de Cheyenne River, os Hunkpapa naquela de Standing Rock, compreendidas nos Estados de Montana, Dakota do Norte e do Sul. Atualmente são mais de cem mil. Foram os mais obstinados opositores do homem branco contra o qual combateram grandes e épicas batalhas, a partir de Little Big Horn, de Rosebud, de Powder. O massacre de Wounded Knee, onde foi exterminada a tribo dos Minneconjou, de Pé Gordo, marcou o fim das guerras indígenas.


Chefe Touro Sentado – Sitting Bull.

Touro Sentado Tatanka Yotanka (março de 1831 - 15 de dezembro de 1890)

É provavelmente o mais famoso dos chefes indígenas, Sioux Lakota Hunkpapa. A sua tribo, junto aos Cheyenne, aos Arapaho e aos Sioux Lakota Oglala, de Cavalo Louco, participou da vitoriosa batalha de Little Big Horn contra Custer. Em 1877, se refugiou no Canadá e retornou aos Estados Unidos somente em 1881; em 1885, entrou no Wild West Show, de Buffalo Bill, com um contrato de 50 dólares por semana, um bônus de 125 dólares e 1,5 dólares por cada fotografia sua assinada. Foi assassinado por um “scout” hunkpapa a serviço do exército.

Fonte: SANGIORGIO, Aurelio. Atlante di Tex. Roma, Italia: Il Minotauro, 2001.


Anti-herói americano. O índio Tatanka Iyotake, mais conhecida como Touro Sentado, virou lenda nos Estados Unidos ao conduzir 3,5 mil homens e mulheres das tribos sioux e cheyenne contra um dos regimentos da cavalaria americana liderada pelo general Custer. Touro Sentado venceu a batalha. Perseguido e exilado no Canadá, retornou aos Estados Unidos apenas em 1881. Transformou-se, então, em atração do espetáculo de Buffallo Bill, um dos primeiros sucessos de massa do show-bizz americano. “Nascido em 1831, Touro Sentado testemunhou o ocaso do modo de vida de seu povo”, escreve a Publishers Weekly. “Em Sitting Bull, inesquecível e trágico retrato escrito por Bill Yennes, ele emerge como uma figura apaixonada, pensativa e muito humana.” Para o site Booklist, o livro combina “historiografia e eloquência”. “Yennes mostra que Touro Sentado não foi apenas o alto comandante militar que venceu Custer ou o chefe dos chefes indígenas, mas alguma coisa muito próxima de um carismático xamã”, escreve a New Yorker.
Sitting Bull, Bill Yennes, Westholme, US$ 30.00

Fonte: Revista da Semana, 30 de outubro de 2008. São Paulo: Editora Abril, 2008.


Lakota Warriors, Little Big Horn, June 25, 1876
Pintura de Zhuo Shu Liang, ganhadora do Purchase Award de 2011.


Imagens: Woolaroc Museu: “Custer’s Last Stand”. Spinhxara: Chefe Cavalo Louco – Crazy Horse. Wikipedia: General George Custer. Greenwich Workshop: Lakota Map. Montana State University Library: Crow Camp, Little Big Horn River, Montana. marcosnogueirablog: Índios Sioux. Chrisdenengelsman: Touro Sentado. liangstudioLakota Warriors, Little Big Horn, June 25, 1876.

N. C.: As imagens expostas não constam em “Aventuras na História”, “Atlante di Tex” e “Revista da Semana”.

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil





quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Blueberry: tantos ou demais?

Blueberry: tantos ou demais?

A propósito da insana política editorial italiana que prefere se fixar quase sempre sobre os mesmíssimos personagens transalpinos em diversas vestes editoriais, é particularmente representativo o caso de Mike Steve Donovan, dito Blueberry, personagem western entre os mais notórios na Europa e além-oceano.

Criado em 1963, para o semanal “Pilote”, pelo roteirista Jean-Michel Charlier e desenhado por Jean “Gir” Giraud e prosseguido por François Corteggiani e o mesmo Jean Giraud nos textos e nos desenhos por Colin Wilson, William Vance, Michel Rouge e Michel Blanc-Dumont, esse oficial da cavalaria dos Estados Unidos da América, astuto, audaz, cabeludo, beberrão, mulherengo e jogador de pôquer, aparece pela primeira vez na Itália, em 1967, nos Classici Audacia da Mondadori.




Daquele momento, as aventuras do herói western francês foram ciclicamente repropostas aos leitores italianos, mas, depois de 46 anos, ainda não existe uma cronologia italiana completa.








No único guia italiano existente sobre a história em quadrinhos franco-belga, Alla scoperta della Bande Dessinée de Mauro Giordani (Alessandro Editore, 2000), são reportados todos os editores e as respectivas séries ou títulos que publicaram os episódios no curso das décadas: Mondadori (Classici Audacia), Eura Editoriale (Skorpio, Blueberry), Nuova Frontiera (Collana Eldorado, Totem), Alessandro Editore, Fratelli Crespi Editori (Corriere dei Piccoli e Albi Ardimento), Editrice Sole (Avventuroso colore), Editrice Persona (Eroi dei Fumetti), Edizioni Il Momento (1984), Edizioni EPC (L’Eternauta), Editori del Grifo (Il Grifo, La Nuova Mongolfiera), Comic Art (L’Eternauta Presenta).








Obviamente, os formatos são os mais variados, daquele condensado àquele enorme, do cartonado ao brochurado, desse ao grampeado, tiram a paz do desesperado colecionador, que, diante dessa abundância variada, joga a toalha.

No estado atual, ao leitor italiano se oferecem várias possibilidades de saborear as histórias do “Mirtilo” francês. Nas livrarias está disponível a série integral, dos episódios individuais, editada por Alessandro Editore, que o propõe, de uma a duas vezes ao ano, em cores no formato cartonado francês, porém ainda longe de completar a cronologia.




Nas bancas existe a série em cores apresentada em capítulos pela Aurea na revista semanal Skorpio, em formato livreto e em sequência cronológica, como é hábito dessa benemérita editora, chegada atualmente aos episódios, sobre a juventude de Mike, desenhados pelo neozelandês Colin Wilson.






Enfim, a série mensal Blueberry, formada pelos álbuns em preto e branco, sempre da Aurea, perto do 12º episódio, que propõe dois episódios em cada número em um formato um pouco maior (16,5x23,0 cm) daquele de Skorpio: um preço um pouco mais alto, um formato ligeiramente maior e um papel de melhor qualidade teria permitido de admirar a arte de Jean Giraud. Pecado!




Fonte: Blog Zona-BéDé – Itália.

Afrânio Braga

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