quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Jean-Michel Charlier, 30 anos já...

Jean-Michel Charlier, 30 anos já...


O muito grande e saudoso roteirista de histórias em quadrinhos e de telefilmes, Jean-Michel Charlier, faleceu há exatamente 30 anos atrás.

Eis um retrato no Festival de BD d’Angoulême em 1973:

Fotografia: Gérard Guégan.


Eu recordo que, nesse momento, decorre no hebdomadário especializado “Le Marin” uma série de artigos que eu realizei no seriado televisivo “La Mer est grande”, em cujo Jean-Michel Charlier foi o corroteirista; o último artigo está programado no número de 11 de julho de 2019, ou seja, 30 anos e 1 dia após o falecimento do roteirista; eis a primeira da página dupla do hebdomadário:


Nota-se a referência aos 30 anos do falecimento do roteirista, embaixo da 3ª coluna,
e eu falo de JM Charlier em um quadro na página da direita (não mostrada aqui).


À parte esse artigo, eu creio que, infelizmente, as homenagens ao roteirista não são numerosas. Os seus editores parecem tê-lo esquecido... Na Web, o amigo Afrânio Braga publica sua homenagem pessoal, estendida de junho último a dezembro próximo, à razão de um capítulo por mês, em seu site brasileiro consagrado a uma de suas principais série de história em quadrinhos, “Blueberry”. É, aliás, colocado online essa manhã mesmo o segundo capítulo: https://blueberrybr.blogspot.com/2019/07/jean-michel-charlier-et-moi-jean-michel.html com um texto-testemunho exclusivo de Gilles Ratier, jornalista de história em quadrinhos, grande especialista de JM Charlier, sobre o qual ele escreveu uma imponente obra, que faz referência, nas edições Le Castor Astral.

Eu não vou recordar a longa e rica carreira de JM Charlier, levando em conta que eu já a apresentei várias vezes nesse blogue, por exemplo, aqui: http://jybaventures.blogspot.com/2014/10/il-y-90-ans-naissait-jean-michel.html E, evidentemente, no copioso site que eu consagrei a ele: www.jmcharlier.com Sem contar numerosos artigos que eu publiquei aqui e ali, assim como as múltiplas intervenções em fóruns e diversas páginas do Facebook. Assim, eu quero apenas mostrar, dessa vez, algumas imagens pouco conhecidas mostrando JM Charlier, ou mostrando diversos trabalhos, de cujos ele é o autor ou o coautor.


Um documentário sobre uma de suas mais célebres séries de histórias em quadrinhos, “Buck Danny”, colocam em cena os pilotos militares americanos, filmou um verdadeiro piloto da US Air Force lendo um álbum e o comentando – a tradução em francês dos comentários figura embaixo das duas imagens:


Essas imagens foram extraídas da emissão “Les grands maîtres de la BD”, realizada por um amigo próximo de JMC, Georges Grod, para 1e Chaîne em 1981. A HQ que o piloto tem entre suas mãos foi desenhada por Victor Hubinon, o principal desenhista de JM Charlier. O álbum em questão, “Les Tigres volants à la rescousse”, faz parte de uma trilogia que os fãs consideram como uma das melhores histórias da série “Buck Danny” desenhada por Victor Hubinon.


Jean-Michel Charlier era, portanto, roteirista de seriados televisos, como “Les Chevaliers du ciel”, sua mais célebre produção televisiva, mas também, por exemplo, “Le fou du désert”, que conta, em quatro episódios, a vida e a morte misteriosa do explorador Conrad Kilian; eis um extrato do genérico desse seriado inencontrável de nossos dias, incluído no site do Institut National de l’Audiovisuel - INA:


O ator, herói do seriado, é Matthieu Carrière.


Ou “Capitaine Luckner”, série que tinha por título igualmente “Cap sur l’aventure” – isso resume bem o gênero eterno e preferido de Jean-Michel Charlier -; eis algumas imagens desse seriado, de cujo JMC de fato somente escreveu dois episódios dos 13 que foram transmitidos na França, e dos 39 do total que foram transmitidos na Alemanha:



Mas JMC igualmente realizou, a partir de 1975, documentários televisivos no quadro de sua série “Les Dossiers noirs”, com assuntos fortes; por exemplo, aqui, extratos dos episódios consagrados, na ordem de cima para baixo, a Menahem Begin, Al Capone, Edgar Hoover e Eva Braun, a companheira de Adolf Hitler:



Ele mesmo apresentou, em pessoa, seu mais forte documento sobre o assassinato de John Kennedy:


Apresentação em estúdio após o final da retransmissão, em
1983 na FR3, do mesmo documentário já transmitido em 1978.


JMC era igualmente romancista; eis uma ilustração original, devida a René Follet, ilustrando um de seus romances, “Les Samouraïs du soleil noir”, que saiu em seriado na revista “Tintin” em 1958 e 1959:


Ilustração proveniente do dossiê de apresentação do álbum de história em quadrinhos “SOS 
Bagarreur”, de René Follet, com roteiro de Maurice Tillieux, nas edições de l’Elan, 2019.


Eis um documento inédito: a colocação em cores feita a meu pedido, apenas “por diversão”, por Francis Nicole, desenhista e colorista da série de aviação “Missions Kimono”, da primeira prancha daquela que eu considero como uma das melhores histórias de JM Charlier, “Chasse à l’homme”, no seio da excelente, mas infelizmente esquecida, série “Marc Dacier”, publicada na revista “Spirou” a partir do fim dos anos 1950:


Marc Dacier é um jornalista que vive trepidantes aventuras
através do mundo, como o próprio JM Charlier em sua vida real.


E, para findar, a tumba de JM Charlier, no cemitério de Saint-Cloud em região parisiense – as fotografias datam há uma vintena de anos. A escultura, sobre a pedra tumbal, representa um livro aberto, cujas páginas parecem virar ao bel-prazer do vento ou folheadas por uma mão invisível:

Fotografias: Jean-Yves Brouard.

Jean-Yves Brouard

Fonte: Blogue JYB Aventures, 10 de julho de 2019:

Jean-Michel Charlier, 30 ans déjà... © Jean-Yves Brouard – JYB Aventures 2019

Afrânio Braga



domingo, 1 de setembro de 2019

Homenagens a Jean-Michel Charlier em “La Lettre de Dargaud” nº 48

Homenagens a
Jean-Michel Charlier

Ele tinha a imaginação transbordante e o verbo fácil. Esse magnífico contador de histórias nos deixou em 10 de julho de 1989, há precisamente 10 anos... Mas Jean-Michel Charlier era um homem cativante, radiante e de uma curiosidade insaciável. “Para ele a vida não era mais que um jogo extraordinário”, * explicam Christine (sua esposa) e Philippe (seu filho) que zelam, hoje, por esse maravilhoso patrimônio de histórias.

Michel Greg e Jean Giraud retornam nessa comemoração, encetada na precedente “La Lettre”, através de uma carta branca cheia de anedotas e de recordações (página 10) e esse desenho inédito assinado pela mão daquele que foi seu companheiro de estrada em “Blueberry”. Um Jean Giraud que coloca atualmente o toque final no novo álbum de “Blueberry” (“Geronimo l’Apache”) que sairá em outubro pela editora Dargaud.

* Extrato do dossiê especial publicado no integral Barbe Rouge volume 9 Les Révoltés de la Jamaïque.

Um desenho-homenagem de Giraud, próximo convidado
de “La Lettre”, na ocasião da publicação de “Blueberry”.
N. C.: O pensamento do tenente Mike Steve Blueberry:
“Dez anos já! E eu ainda não consigo me habituar!”


 N. C.: Página 10. Carte blanche à Greg – Carta branca a
Greg. Homenagem de Michel Greg a Jean-Michel Charlier.


N. C.: Página 11. Carte blanche à Greg – Carta branca a
Greg. Homenagem de Michel Greg a Jean-Michel Charlier.


Fonte: La Lettre de Dargaud. L’officiel de la bande dessinée. Nº 48, juillet – aout 1999. Dargaud Éditeur, Paris, France.

Hommages à Jean-Michel Charlier © Dargaud Éditeur 1999

Afrânio Braga



domingo, 4 de agosto de 2019

Homenagem a Jean-Michel Charlier em “La Lettre de Dargaud” nº 47



Homenagem a
Jean-Michel Charlier

Criador de Blueberry, Tanguy & Laverdure, Barbe Rouge, etc., etc. Jean-Michel Charlier, o mais belo pirata da história em quadrinhos, faleceu há dez anos, em julho de 1989.

Por Guy Vidal.

Nessa manhã, eu tentarei nadar contra a corrente no rio Tempo. Eu quero remontar dez anos atrás. Para atingir 1989, 10 de julho, data da morte de Jean-Michel Charlier, jornalista, homem da televisão e, sobretudo, roteirista de tantas séries que nos fizeram e nos fazem ainda sonhar. De Blueberry a Tanguy & Laverdure, passando por Barbe Rouge, Buck Danny, Valhardi, La Patrouille des Castors, Marc Dacier, Jacques Le Gall, Guy Lebleu, Jim Cutlass, Les Gringos, La Jeunesse de Blueberry. Mais de 450 roteiros! Passando os rostos de seus amigos, de seus desenhistas (que ele quase enlouquecia, todos, por seus atrasos de entrega): Gillain, Hubinon, Uderzo, Paape, Mitacq, Martial, Poïvet, Giraud, de la Fuente, Gaty, Pellerin, Bergèse, Coutelis, Armand, etc.

Para melhor me lembrar, eu necessitaria de documentação, estar conectado à Internet, sem dúvida. Eu não tenho mais que alguns velhos números de “Pilote”, em cujo ele foi, com René Goscinny, o capitão talentoso de 1959 a 1973.

Era o quê, era como 1989? O muro de Berlim iria cair (em novembro) e Jean-Michel, que sempre foi anticomunista (isso que, em certa época, demandava além uma clarividência não evidente, a coragem certa de se fazer tratar de fascista) e que a História apaixonar-se-ia tanto, não veria esse acontecimento insólito, a queda de um império.

Tudo isso do qual eu me lembro, era que ele fazia bonito sobre o átrio da igreja Saint-Cloud onde se celebrava seu funeral. Isso devia ser na véspera de 14 de julho. À noite, no dia seguinte, a cidade se incendiaria sob um muito belo fogo de artifício.

Philippe Druillet estava lá e, enraivecido, fazia sorrir Louis-Gérard, exigindo para si mesmo, o dia vindo: “Um caixão sem alça, para fazer cocô!” Nós fomos com Jacques Lob. Doente, Jacques deveria morrer quase exatamente um ano depois. Hoje, todos aqueles que o conheceram consideram que sua filha, Léonie Lob, tem um verdadeiro talento de cantora.

Em meu nado impossível, eu penso no livro autobiográfico de Jean Giraud, recentemente publicado, onde ele fala de Charlier. Eu não sou de acordo com a maneira cuja ele o vê. Para mim, Charlier – muito belo rapaz nascido em Liège, em 1924, tornar-se, com o tempo, ligeiramente “envelopado” à la maneira sedutora de um Hugo Pratt – teve êxito, apesar do porte da gravata e da leitura de Le Figaro, em tornar-se ao máximo aquilo que se deve poder chamar de “homem livre”.


N. C.: Integrais “Barbe Rouge” volume 9 a publicar em junho
de 1999, “Tanguy et Laverdure” em julho do mesmo ano.


“Diga-me, Michel, se um dia tu não tiveres mais trabalho, o quê é que tu farias?”

“- Oh! Eu me tornaria guia de turismo no México!” E ele explodia de rir.

Eu penso em Christine, sua mulher, tão sensível, em Philippe, seu filho, que se parece tanto com ele. Os dois vigiam essa milagrosa herança de palavras, de imaginário. Na fotografia desbotada, há, sem dúvida, também a silhueta de uma menina, que deve ser, no presente, uma moça. Só ela poderia incomodá-lo quando ele estava em frente à sua máquina de escrever.

Eu sei que sou censurado, frequentemente, de ser o senhor-da-HQ-que-acha-que-todo-o-mundo-é-belo-é-gentil. Isso não é de todo um fato verdadeiro, mas... ...quase. Isso é devido ao fato que eu tenho tendência desde muito tempo em nos ver todos naufragados de alguma forma agarrados às boias de vento. Eu escrevi a ele, uma vez, em Forest (olha!). Ele me respondeu que não: ele não se sentia de todo assim. Demais orgulhoso? Charlier o admitia mais facilmente, mas isso o fazia rir. Dele, frequentemente. Das situações engraçadas da vida de todos os dias. Eu nunca o ouvi rir, maldosamente, do quê quer que seja.

Jean-Michel amava as palavras, amava inventar as histórias, amava as pessoas, a boa comida, a amizade, as viagens, a pintura, certa música, os desenhos de seus companheiros, o amor e as brincadeiras de colegial. Foi um magnífico bon vivant que, de um gesto, de um riso, vos convida fraternalmente a compartilhar o banquete.

Eu cheguei a perguntar-lhe: “Tu estás contente com tua vida, Jean-Michel?” e ele me respondeu: “Sim. Eu queria conhecer o mundo. Restam-me ainda algumas coisas por ver, mas, bom, no conjunto, eu fiz aquilo que eu queria.”.

Nesse verão, para saudar o 10º aniversário de seu falecimento, Dargaud Éditeur publica duas compilações especiais, uma de Barbe Rouge (em junho), suas últimas histórias, a outra de Tanguy & Laverdure (em julho). Esses dois volumes são completados pelo rápido sobrevoo de sua vida, um texto que eu escrevi, em 1995, para acompanhar uma exposição, consagrada a ele, em Angoulême. Leiam-no. Vocês verão, mesmo se o retrato não está completamente bem sucedido, a qual ponto o mais belo pirata da história em quadrinhos franco-belga era cativante.

E em seguida, sobretudo, leiam as histórias que ele escreveu (e que felizmente Giraud, Bérgese, Rossi, Bourgne, Perrissin, Corteggiani, Blanc-Dumont continuam). Vocês verão ali, sobretudo, quanto a aventura é bela quando ela é contada por Jean-Michel Charlier. Como um fogo de artifício...


N. C.: Jimmy McClure e Mike Blueberry por Jean Giraud.


Fonte: La Lettre de Dargaud. L’officiel de la bande dessinée. Nº 47, mai – juin 1999. Dargaud Éditeur, Paris, France.

Hommage à Jean-Michel Charlier © Guy Vidal – Dargaud Éditeur 1999

Afrânio Braga



quarta-feira, 10 de julho de 2019

Jean-Michel Charlier et moi – Jean-Michel Charlier e eu

Jean-Michel Charlier


JEAN-MICHEL CHARLIER ET MOI

C’est par l’intermédiaire de l’album « Fort Navajo », une aventure du lieutenant Blueberry dessinée par Jean Giraud, que s’établit mon premier contact avec Jean-Michel Charlier. Ce devait être en 1968, pendant l’été, car j’étais en colonie de vacances… J’avais donc dix ans. Ce fut un véritable choc ! Certes, j’avais bien lu d’autres bandes dessinées avant — ma grand-mère m’avait abonné à Vaillant (le journal de Pif, qui allait devenir Pif-gadget peu de temps après), puis au Journal de Spirou, et j’avais également dévoré plusieurs albums de « Tintin » —, mais avec cet album de la collection Pilote, je passais dans une autre dimension : je basculais dans le monde de l’aventure avec un grand A, dans un monde bien plus adulte !

Devenu l’animateur d’un fanzine qui eut son heure de gloire (Dommage, prix fanzine à Angoulême en 1983), je fréquentais assidûment les salons de bandes dessinées et j’aperçu souvent, au détour d’un stand, la silhouette si particulière, un peu à la Orson Welles, de cet immense scénariste, cigare en bouche : et oui, à cette époque-là, on fumait encore dans les lieux publics ! Déjà, de nombreuses légendes couraient sur lui dans le milieu : on y parlait de ses facultés incroyables d’imagination, de ses talents de conteur (il était capable de captiver toute une assemblée dès qu’il ouvrait la bouche), de ses combats avec les éditeurs pour défendre les droits des auteurs, mais aussi de ses retards pour fournir la suite des récits qu’il écrivait et des excuses incroyables qu’il inventait pour s’en justifier.

C’est grâce au regretté François Defaye que je vais, enfin, rencontrer pour de bon, celui que l’on surnommera plus tard l’Alexandre Dumas de la bande dessinée. Contacté par le CNBDI (ancêtre de la Cité de l’image d’Angoulême), François va être chargé, en 1987, de la conception d’une vidéo sur Jean-Michel Charlier dont une version remaniée passera sur la 7, en 1989. Pour ce faire, il me propose de collaborer sur ce projet, car il connaît ma passion pour l’œuvre de ce grand scénariste : je vais alors conduire l’intégralité de l’interview et passer trois jours formidables en compagnie de Jean-Michel, dans son appartement de Saint-Cloud, aux éditions Dargaud, au Bourget et dans l’atelier de montage de ses documentaires pour la télévision. Je ne pourrais alors que confirmer son incroyable capacité à raconter, captivant tous ceux qui avaient la chance de l’écouter. Je retranscrirai ensuite l’intégralité de ces entrevues pour le n° 44 de la revue spécialisée Hop ! qui lui a été entièrement consacré, au troisième trimestre 1988…

Or, un jour, François Defaye devient directeur artistique et des programmes du Festival international de la bande dessinée d’Angoulême (de juillet 1991 à mai 1998). Il reprend contact avec moi et me charge de l’écriture des communiqués de presse et autres rédactionnels de cet événement, ainsi que du commissariat de nombreuses expositions : Hermann, European Comics : Another Image, Les 50 ans du Lombard, André Juillard, Peyo, Le Cycle de Cyann, Planètes BD… Et une, très importante, consacrée à Jean-Michel Charlier, en 1995. C’est ainsi que je participe à l’ouvrage de Guy Vidal « Jean-Michel Charlier : un réacteur sous la plume » (aux éditions Dargaud), biographie de l’auteur qui sert, alors, de catalogue à l’expo et à laquelle je fournis la bibliographie, documentation et information.

Après diverses autres expériences et déconvenues professionnelles, François Defaye décidera de monter sa propre maison d’édition, en 2005 : Sangam. On se retrouve pour l’occasion, car il veut rééditer mon livre sur l’histoire de la BD francophone vue par les scénaristes : « Avant la case », publié à l’origine chez PLG, en 2002.

Il me demande aussi de lui proposer des projets. Il se trouve que j’en avais deux : une « Anthologie de la bande dessinée européenne » (projet coûteux qui ne vit jamais le jour, alors que j’avais l’assurance de la participation d’excellents professionnels comme Patrick Gaumer, Didier Quella-Guyot ou Laurent Turpin) et une collection qui reprendrait les œuvres oubliées de Jean-Michel Charlier dans des tirages limités à 1 000 exemplaires, destinés surtout aux collectionneurs. Dans un premier temps, je lui propose de rééditer « Clairette » avec Albert Uderzo, « Kim Devil » avec Gérald Forton, « Guy Lebleu » avec Raymond Poïvet, « Thierry le chevalier » avec Carlos Laffond, « Michel Brazier » avec André Chéret, « Simba Lee » avec Herbert, « Marc Dacier », « André Lefort + Ned Tiger » et « Jean Valhardi » avec Eddy Paape. À l’exception de ceux dessinés par Paape (les discussions avec l’ayant droit n’ayant pas abouti), tous ces projets finiront par voir le jour, que ce soit chez Sangam pour les trois premiers ou chez Fordis qui a repris, avec brio, la Collection Jean-Michel Charlier, en 2015.

François Defaye connaît bien Philippe Charlier, le fils de Jean-Michel, et s’enthousiasme sur ma proposition. Il contacte rapidement l’ayant droit et l’affaire est aussitôt faite : Philippe Charlier se trouvant en confiance avec François et même avec moi, car il avait apprécié mon travail dans Hop ! et sur l’expo consacrée à son père à Angoulême (expo qui avait même été remontée au salon du Bourget). Le premier volume (« Clairette ») paraît en 2009 et je suis bombardé responsable de la collection, proposant les séries à rééditer et écrivant les textes de présentation. Coup de bol, le maquettiste choisi par François, l’excellent Philippe Poirier, est aussi un amateur de l’œuvre de Charlier et nous sommes tous sur la même longueur d’onde. Seulement, voilà, François veut se passer de diffuseur (les ouvrages seront donc peu exposés en librairies) et même si tout se vend – du moins pour le « Clairette » et les 3 premiers « Kim Devil » —, les ouvrages ne sont pas proposés assez chers pour payer tout le monde et, surtout, pour libérer un salaire décent à l’éditeur.

Pourtant, les idées ne manquent pas, comme cette superbe exposition sur notre scénariste favori que nous monterons et mettrons en scène pour le festival de Chambéry. Philippe Poirier en est le concepteur graphique, François Defaye le producteur exécutif, et j’en écris tous les textes et choisis les documents sous la houlette bienveillante de Philippe Charlier. Quoi qu’il en soit, François décède malheureusement le 4 mai 2013, victime d’une crise cardiaque, à l’âge de 56 ans, alors qu’il s’était associé avec la maison d’édition littéraire bordelaise Le Castor astral, depuis 2012 ; notamment pour poursuivre la Collection Jean-Michel Charlier et publier une biographie exhaustive de notre Alexandre Dumas du 9e art dont il m’avait chargé de la rédaction, toujours avec l’aval de Philippe Charlier. Tiré à 2 000 exemplaires par Le Castor astral, cet imposant ouvrage, très illustré (et fort bien maquetté par Philippe Poirier), rencontrera son public et restera la référence en ce domaine.

En ce moment de la célébration du trentième anniversaire du décès de Jean-Michel Charlier, je ne peux m’empêcher de penser à la réponse que ce dernier me donna, en 1987, en conclusion de ma longue interview réalisée pour le documentaire filmé réalisé par le CNBDI : « Chaque fois que j’ai une nouvelle idée, j’ai tout de suite envie de la concrétiser par une bande dessinée, par un grand reportage, ou par un film pour la télévision. Je crois que c’est une façon de rester jeune jusqu’à un certain point. Ce qui fait que, tout en modérant quand même mes activités, car je commence à me sentir un peu fatigué, je pense que je continuerai à produire, si le ciel le veut bien évidemment, et tant que la machine tiendra bon ! J’espère seulement, comme disent les Américains, mourir un jour debout dans mes bottes ! » Je ne pensais vraiment pas, à ce moment-là, que ce jour viendrait si rapidement…

Gilles RATIER


Gilles Ratier


JEAN-MICHEL CHARLIER E EU

Foi pelo intermédio do álbum «Forte Navajo», uma aventura do tenente Blueberry desenhada por Jean Giraud, que se estabeleceu o meu primeiro contato com Jean-Michel Charlier. Isso devia ser em 1968, durante o verão, porque eu estava em colônia de férias. Eu tinha então dez anos. Aquilo foi um verdadeiro choque! Certamente, eu li muitas outras histórias em quadrinhos antes – minha avó assinou para mim Vaillant (le journal de Pif, que iria se tornar Pif-gadget pouco tempo depois), em seguida Journal de Spirou, e eu devorei igualmente vários álbuns de «Tintin» - mas com esse álbum da coleção Pilote, eu passei a outra dimensão: eu oscilava no mundo da aventura com um grande A, em um mundo bem mais adulto!

Tornado o animador de um fanzine que teve sua hora de glória (Dommage, prêmio fanzine em Angoulême em 1983), eu frequentei assiduamente os salões de histórias em quadrinhos e eu percebi, frequentemente, ao rodeio de um stand, a silhueta particular, um pouco à la Orson Welles, daquele imenso roteirista, charuto na boca: e sim, naquela época, se fumava ainda em locais públicos! Já, numerosas lendas corriam sobre ele no meio: se falava de suas faculdades incríveis de imaginação, de seus talentos de contador de histórias (ele era capaz de cativar toda uma assembleia desde que ele abria a boca), de seus combates com os editores para defender os direitos dos autores, mas também de seus atrasos para fornecer a sequência das narrativas que ele escrevia e das desculpas incríveis que ele inventava para se justificar.

Foi graças ao saudoso François Defaye que eu iria, enfim, encontrar, realmente, aquele que se apelidará, mais tarde, o Alexandre Dumas da história em quadrinhos. Contatado pela CNBDI (ancestral da Cité de l’image d’Angoulême), François vai ser encarregado, em 1987, da concepção de um vídeo sobre Jean-Michel Charlier, de cujo uma versão remanejada passará no 7, em 1989. Para fazer aquilo, ele me propôs de colaborar naquele projeto, pois ele conhecia minha paixão pela obra daquele grande roteirista: eu iria então conduzir a integralidade da entrevista e passar três dias formidáveis em companhia de Jean-Michel, em seu apartamento de Saint-Cloud, nas edições Dargaud, em Le Bourget, e no ateliê de montagem de seus documentários para a televisão. Eu poderia então confirmar sua incrível capacidade de contar, apaixonando todos aqueles que tinham a sorte de escutá-lo. Eu retranscreveria em seguida a integralidade daquelas entrevistas para o nº 44 da revista especializa Hop ! que a ele foi inteiramente consagrada, no terceiro trimestre de 1988...

Ora, um dia, François Defaye se tornou diretor artístico e dos programas do Festival international de la bande dessinée d’Angoulême (de julho de 1991 a maio de 1998). Ele retoma contato comigo e me encarrega da escritura dos comunicados de imprensa e outros redacionais daquele evento, assim como do comissariado de numerosas exposições: Hermann, European Comics : Another Image, Les 50 ans du Lombard, André Juillard, Peyo, Le Cycle de Cyann, Planètes BD… E uma, muito importante , consagrada a Jean-Michel Charlier, em 1995. Foi assim que eu participei da obra de Guy Vidal «Jean-Michel Charlier. Un réacteur sous la plume» (nas edições Dargaud), biografia do autor que serve, então, de catálogo na exposição e a qual eu forneci a bibliografia, documentação e informação.

Após diversas outras experiências e decepções profissionais, François Defaye decidirá montar sua própria editora, em 2005: Sangam. Nós nos encontramos para a ocasião, pois ele queria reeditar meu livro sobre a história da HQ francófona vista pelos roteiristas: «Avant la case», publicado originalmente pela PLG, em 2002.

Ele também me pediu para propor-lhe projetos. Aconteceu que eu tinha dois: uma «Anthologie de la bande dessinée européenne» (projeto custoso que nunca viu a luz, então que eu tinha seguro a participação de excelentes profissionais como Patrick Gaumer, Didier Quella-Guyot e Laurent Turpin) e uma coleção que retomaria as obras esquecidas de Jean-Michel Charlier em tiragens limitadas a 1000 exemplares, destinadas, sobretudo, aos colecionadores. Em primeiro lugar, eu propus a ele reeditar «Clairette» com Albert Uderzo, «Kim Devil» com Gérald Forton, «Guy Lebleu» com Raymond Poïvet, «Thierry le chevalier» com Carlos Laffond, «Michel Brazier» com André Chéret, «Simba Lee» com Herbert, «Marc Dacier», «André Lefort + Ned Tiger» et «Jean Valhardi» com Eddy Paape. À exceção daquelas desenhadas por Paape (as discussões com o detentor dos direitos autorais não tiveram êxito), todos esses projetos findaram por ver a luz, quer seja em Sangam, para as três primeiras, ou em Fordis que retomou, com brio, a Collection Jean-Michel Charlier, em 2015.

François Defaye conhece bem Philippe Charlier, o filho de Jean-Michel, e se entusiasma sobre minha proposta. Ele contata rapidamente o detentor dos direitos autorais e, imediatamente, o negócio é feito: Philippe Charlier encontra-se em confiança com François e mesmo comigo, pois ele apreciou meu trabalho em Hop ! e sobre a exposição consagrada a seu pai em Angoulême (exposição que havia até mesmo sido remontada no salão de Bourget). O primeiro volume («Clairette») aparece em 2009 e eu sou, bombardeado, responsável da coleção, propondo as séries a reeditar e escrevendo os textos de apresentação. Golpe de sorte, o diagramador escolhido por François, o excelente Philippe Poirier, é também um amante da obra de Charlier e nós somos todos sobre o mesmo comprimento de onda. Somente, aqui, François quis se passar de difusor (as obras serão então pouco expostas em livrarias) e mesmo se tudo se vende – pelo menos para «Clairette» e os três primeiros «Kim Devil» -, as obras não são propostas bastante caras para pagar todo mundo e, sobretudo, para liberar um salário decente ao editor.

Portanto, as ideias não faltaram, como aquela soberba exposição sobre nosso roteirista favorito que nós montamos e colocamos em cena para o festival de Chambéry. Philippe Poirier foi o conceptor gráfico, François Defaye o produtor executivo e eu escrevi os textos e escolhi os documentos sob o cajado benevolente de Philippe Charlier. O quê quer que seja, François falece, infelizmente, em 4 de maio de 2013, vítima de uma crise cardíaca, à idade de 56 anos, enquanto ele estava associado com a editora literária bordalesa Le Castor Astral, desde 2012; particularmente para prosseguir a Collection Jean-Michel Charlier e publicar uma biografia exaustiva de nosso Alexandre Dumas da 9ª arte, em cuja ele me encarregou da redação, sempre com o aval de Philippe Charlier. Impressa em 2000 exemplares por Le Castor Astral, essa imponente obra, muito ilustrada (e muito bem diagramada por Philippe Poirier), encontrará seu público e ficará a referência nesse domínio.

         Nesse momento da celebração do trigésimo aniversário do falecimento de Jean-Michel Charlier, eu não posso me impedir de pensar na resposta que ele me deu, em 1987, na conclusão de minha longa entrevista realizada para o documentário filmado realizado pela CNBDI: «Cada vez que eu tenho uma nova ideia, eu imediatamente desejo concretizá-la por uma história em quadrinhos, por uma grande reportagem, ou por um filme para a televisão. Eu creio que é um modo de ficar jovem até certo ponto. Isso que faz que, em tudo moderando assim mesmo minhas atividades, pois eu começo a me sentir um pouco fadigado, eu penso que eu continuarei a produzir, se o céu o quiser bem evidentemente, e enquanto a máquina se mantiver boa! Eu espero somente, como dizem os americanos, morrer um dia em pé em minhas botas!» Eu não pensei verdadeiramente, naquele momento, que aquele dia viria tão rapidamente...

Gilles Ratier


Imagens: 1) Jean-Michel Charlier: extrato da divulgação do livro “Jean-Michel Charlier vous raconte...” pela editora Le Castor Astral. 2) Gilles Ratier: fotografia do escritor com “Jean-Michel Charlier vous raconte...”, livro de sua autoria – arquivo pessoal. 3) Logomarca da homenagem do blogue Blueberry a Jean-Michel Charlier por ocasião dos 30 anos de sua morte (1989 – 2019).

Jean-Michel Charlier et moi © Gilles Ratier 2019


Un grand merci à Gilles Ratier pour le texte, exclusif pour le blog Blueberry, en hommage à Jean-Michel Charlier, l’Alexandre Dumas de la bande dessinée, pour occasion des 30 années du son décès.

Um grande agradecimento a Gilles Ratier pelo texto, exclusivo para o blogue Blueberry, em homenagem a Jean-Michel Charlier, o Alexandre Dumas da história em quadrinhos, por ocasião dos 30 anos do seu falecimento.

Afrânio Braga



quinta-feira, 20 de junho de 2019

Bibliografia das histórias em quadrinhos escritas por Jean-Michel Charlier



BIBLIOGRAFIA
DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
ESCRITAS POR
JEAN-MICHEL CHARLIER


L’AGONIE DU BISMARK
Desenhos de Victor Hubinon e Jean-Michel Charlier.
16 pranchas publicadas em Spirou em 1946 e no álbum Tout Buck Danny T. 1 (Ed. Dupuis)


BUCK DANNY
Desenhos de Victor Hubinon.
Publicação em Spirou de 1947 a 1978 e em álbuns nas Éditions Dupuis
“Les Japs attaquent” – 52 pranchas – desenhos com Jean-Michel Charlier e André Beckers
“Les mystères de Midway” – 54 pr. – participação de Jijé, A. Weinberg e J. M. C.
“La revanche des Fils du Ciel” – 60 pr. – participação de Jijé e J. M. C.
“Les Tigres Volants” – 60 pr.
“Dans les griffes du Dragon Noir” – 47 pr.
“Attaque en Birmanie” – 48 pr. – arte-final de Eddy Paape
“Les trafiquants de la Mer Rouge” – 46 pr.
“Les pirates du désert” – 44 pr.
“Les gangsters du pétrole” – 46 pr.
“Pilotes d’essai” – 46 pr.
“Ciel de Corée” – 46 pr.
“Avions sans pilotes” – 46 pr.
“Un avion n’est pas rentré” – 46 pr.
“Patrouille à l’aube” – 46 pr.
“NC-22654 ne répond plus” – 44 pr.
“Menace au nord” – 44 pr.
“Duel dans le ciel” – 4 pr. – publicadas em Risque-Tout
“Buck Danny contre Lady X” – 44 pr.
“Mission spéciale” – 4 pr. – publicadas em Risque-Tout
“On a volé un prototype” – 4 pr. – publicadas em Risque-Tout
“Alerte en Malaisie” – 44 pr.
“Le tigre de Malaisie” – 44 pr.
“Buck Danny vétéran de l’US Air Force” – 1 pr.
“S.O.S. soucoupes volantes” – 44 pr.
“Un prototype a disparu” – 46 pr.
“Top secret” – 44 pr.
“Mission vers la vallée perdue” – 44 pr.
“Prototype FX-13” – 44 pr.
“Escadrille ZZ” – 44 pr.
“Buck flappy” – 2 pr.
“Le retour des Tigres Volantes” – 44 pr.
“Tigres Volantes à la rescousse” – 44 pr.
“Tigres Volantes contre pirates” – 44 pr.
“Opération Mercury” – 44 pr.
“Le voleurs de satellites” – 45 pr. – algumas páginas desenhadas por Eddy Page
“X-15” – 46 pr.
“Alerte à Cap Kennedy” – 44 pr.
“Le mystère des avions fantômes” – 44 pr.
“Alerte atomique” – 44 pr.
“L’escadrille de la mort” – 45 pr. – algumas páginas desenhadas por Claude Pascal
“Les Anges Bleus” – 44 pr.
“Mission spéciale” – 2 pr.
“C’était en 38” – 2 pr.
“Le pilote au masque de cuir” – 47 pr. – as últimas páginas são de Daniel Chauvin
“La vallée de la mort verte” – 45 pr.
“Requins en Mer de Chine” – 46 pr.
“Ghost Queen” – 46 pr.

Desenhos de Francis Bergèse.
Álbuns Novedi, em seguida Dupuis, de 1983 a 1988
“Mission Apocalypse” – 46 pr.
“Les pilotes de l’enfer” – 44 pr.
“Le feu de l’enfer” – 46 pr.
“Les agresseurs” – 62 pr. – pré-publicado em Moustique Junior
(A observar, para ser completo sobre essa série, que a partir desse dia, um quadragésimo quinto título foi publicado, por Dupuis, sempre desenhado por Bergèse, enquanto Jacques de Douhet assumiu o roteiro.).
“Les Oiseaux Noirs” – episódio inacabado, publicado por Dupuis em 1995


JOE LA TORNADE
Desenhos de Jean-Michel e Victor Hubinon, em seguida Albert Weinberg.
59 pranchas publicadas em Bimbo de 1948 a 1949


TARAWA, ATOLL SANGLANT
Desenhos de Victor Hubinon com a participação de Jean-Michel Charlier, Albert Weinberg e Eddy Paape.
60 pranchas publicadas em Le Moustique de 1948 a 1949. Reedição em um único volume (“edição integral” remanejada em 82 pranchas): álbuns Dupuis em abril de 1993.


SURCOUF
Desenhos de Victor Hubinon com a participação de Jean-Michel Charlier e Eddy Paape.
124 pranchas publicadas em Spirou de 1949 a 1952. Álbuns Dupuis. Reedição em um único volume, em fevereiro de 1991, na coleção “Figures de proue”.


BELLOY
Desenhos de Albert Uderzo.
Publicação em Wallonie de 1950 a 1951, em seguida Pistolin de 1957 a 1958. Álbuns Deligne e Lefrancq.
“La Princesse captive” – 46 pr.
“Le baron maudit” – 44 pr.
“L’homme qui avait peur de son ombre” – 45 pr. – algumas páginas desenhadas por Pierre Dupuis


TIGER JOE
Desenhos de Victor Hubinon assistido de Eddy Paape.
Publicação em La Libre Junior de 1950 a 1953. Álbuns Lefrancq.
“La cimetière des éléphants” – 45 pr.
“La piste de l’ivoire” – 45 pr.
“Le mystère des hommes léopards” – 46 pr.


FANFAN ET POLO
Desenhos de Dino Attanasio.
Publicação em La Libre Junior de 1950 a 1952.
“Fanfan et Polo aviateurs” – 31 pr. – Álbum Lefrancq
“Fanfan et Polo dans la lune” – 45 pr.


L’ONCLE PAUL
26 narrativas completas em 4 páginas.
Ilustradas por Eddy Paape, René Follet, Hope, Jean Graton, Dino Attanasio, Mitacq e Francisco Hidalgo.
Publicação em Spirou de 1951 a 1954. Reprisadas em álbuns por Dupuis.


JEAN VALHARDI
Desenhos de Eddy Paape.
Publicação em Spirou de 1951 a 1954. Álbuns Dupuis.
“Le château maudit” – 45 pr.
“Le rayon Super Gamma” – 46 pr.
“La machine à conquérir le monde” – 43 pr.

Desenhos de Jijé.
Publicação em Spirou em 1957. Álbuns Dupuis.
“Le gang du diamant” – 45 pr.
Esse álbum foi reprisado na coleção “Tout Jijé” (1957/1958)


ALAIN ET CHRISTINE
Desenhos de Martial.
Publicação em La Libre Junior de 1953 a 1957.
“La fleur merveilleuse” – 40 pr.
“Le pays enchanté” – 44 pr.
“Le royaume des fées” – 33 pr.
“Le petit prince d’Arabie” – 22 pr.


KIM DEVIL
Desenhos de Gérald Forton.
Publicação em Spirou de 1953 a 1956. Álbuns Dupuis.
“La cité perdue” – 44 pr.
“Le peuple em dehors de temps” – 44 pr.
“Le monde disparu” – 44 pr.
“Le fauve inconnu” – 4 pr. – publicado em Risque-Tout
“L’or du Rio Sacramento” – 4 pr. – publicado em Risque-Tout
 “Le mystère du dieu blanc” – 44 pr.


LA PATROUILLE DES CASTORS
Desenhos de Mitacq.
Publicação em Spirou de 1954 a 1979. Álbuns Dupuis.
“Le mystère de Grosbois” – 44 pr.
“Le disparu de Ker-Aven” – 44 pr.
“L’inconnu de la Villa Mystère” – 44 pr.
“L’homme invisible” – 4 pr. – publicado em Risque-Tout
“Le gouffre du val d’enfer” – 4 pr. – publicado em Risque-Tout
“À la rescousse” – 4 pr. – publicado em Risque-Tout
“Sur la piste de Mowgli” – 44 pr.
“La bouteille à la mer” – 44 pr.
“Le trophée de Rochecombe” – 46 pr.
“Le secret des Monts Tabou” – 44 pr.
“Le hameau englouti” – 44 pr.
“Le traître sans visage” – 39 pr.
“Le signe indien” – 44 pr.
“Les loups écarlates” – 43 pr. – arte-final de Adolphe Tacq
“Menace en Camargue” – 43 pr. – arte-final de Adolphe Tacq
“La couronne cachée” – 44 pr.
“Le chaudron du diable” – 44 pr.
“L’autobus hanté” – 44 pr.
“Le fantôme” – 44 pr.
“Le pays de la mort” – 44 pr.
“Les démons de la nuit” – 45 pr.
“Vingt milliards sous le terre” – 46 pr.
“El Demonio” – 49 pr.
“Passeport pour le néant” – 45 pr.
“Prisonniers du large” – 45 pr. – J.-M. Charlier escreveu apenas as 9 primeiras
Além dos álbuns “standard” mencionados por Hop!, esses títulos foram editados igualmente na coleção “Tout Mitacq”.


ROSINE PETITE FILLE MODELE
Desenhos de Martial.
73 pranchas publicadas em Pistolin de 1955 a 1958.


LES GRANDS NOMS DE L’HISTOIRE DE FRANCE
72 narrativas completas de 4 pranchas publicadas em Pistolin de 1955 a 1958.
Ilustradas por Antonio Parras, Gal, Pierre Dupuis, Jean Le Moing, Albert Uderzo, Eddy Paape, Pierre Le Goff, José-Maria Bielsa, Claude-Henri Juillart e Edmundo Marculeta.


JEAN MERMOZ CHEVALIER DU CIEL
Desenhos de Victor Hubinon.
60 pranchas publicadas em Spirou de 1955 a 1956. Álbuns Dupuis. (Reedição, em novembro de 1990, na coleção “Figures de proue”.)


ANDRE LEFORT
Desenhos de Eddy Paape.
Publicação em Risque-Tout em 1956.
“Le dollar déchire” – 4 pr.
“L’enigme du diadème d’or” – 44 pr. – álbum Bédéscope


LE NEVEU DE D’ARTAGNAN
Desenhos de Albert Uderzo.
Fascículo Milliart Frères de 3 pranchas publicado em 1956.


LES AVENTURES DE JIM FLOKERS
Desenhos de Albert Uderzo.
“La diligence de Santa Fé” – álbum Corn Flakes publicado em 1956 (texto ilustrado em vinhetas a colar). Uma adaptação HQ foi prevista pois se encontra a primeira prancha na maquete do nº 0 de Pilote.


BANJO 3 NE REPOND PLUS
Desenhos de Albert Uderzo.
Uma dupla página em “Supplément Illustré” nº 0 em 1956.


LA VERITABLE HISTOIRE DE D’ARTAGNAN
Desenhos de Jijé.
Uma dupla página em “Supplément Illustré” nº 0 em 1956.


CLAIRETTE
Desenhos de Albert Uderzo.
Uma dupla página em “Supplément Illustré” nº 0 em 1956, depois 68 pranchas em Paris Flirt de 1957 a 1958.


THIERRY LE CHEVALIER
Desenhos de Carlos Laffond.
Publicação em Spirou de 1957 a 1961.
“Le chevalier sans nom” – 48 pr.
“Pour Dieu e pour le Roi” – 44 pr.
“Le roi captif” – 44 pr.
“La couronne de fer” – 44 pr.


MARC DACIER
Desenhos de Eddy Paape.
Publicação em Spirou de 1957 a 1967. Álbuns Dupuis.
“Aventures autour du monde” – 44 pr.
“À la poursite du soleil” – 44 pr.
“Au de-là du Pacifique” – 44 pr.
“Les secrets de la Mer de Corail” – 44 pr.
“Le péril guette sous la mer” – 44 pr.
“Les sept cités de Cibola” – 44 pr.
“La main noire” – 44 pr.
“L’abominable homme des Andes” – 44 pr.
“L’empire du soleil” – 44 pr.
“Les négriers du ciel” – 44 pr.
“Chasse à l’homme” – 44 pr.
“L’or du «vent d’est»” – 44 pr.
“Le train fantôme” – 44 pr.


TANGUY ET LAVERDURE
Desenhos de Albert Uderzo.
Publicação em Pilote de 1959 a 1966. Álbuns Dargaud.
“L’école des Aigles” – 46 pr.
“Pour l’honneur des cocardes” – 43 pr.
“Danger dans le ciel” – 46 pr.
“Escadrille des cigognes” – 51 pr.
“Mirage sur l’Orient” – 46 pr.
“Canon bleu a disparu” – 46 pr.
“La rentrée de Tanguy” – 1 pr.
“Cap Zéro” – 44 pr.
“Les as du ballon rond” – 1 pr.
“Les pirates du ciel” – 46 pr. – participação de Marcel Uderzo e de Jean Giraud

Desenhos de Jijé.
Publicação em Pilote de 1966 a 1971, em Tintin em 1973 e em Super As em 1979. Álbuns Dargaud.
“Mission spéciale” – 61 pr.
“Les anges noirs” – 46 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Destination Pacifique” – 46 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Menace sur Mururoa” – 48 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Lieutenant «Double Bang»” – 48 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Baroud sur le désert” – 48 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Vampires attaquent la nuit” – 45 pr. – participação de Daniel Chauvin
“La terreur vient du ciel” – 56 pr. – participação de Daniel Chauvin
“Mission dernière chance” – 46 pr.
“Un DC 8 a disparu” – 46 pr. – participação de Patrice Serres
“La mystérieuse escadre Delta” – 46 pr. – álbuns Fleurus, em seguida Novedi/Dupuis

Desenhos de Patrice Serres.
Publicação em Le Pélerin de 1981 a 1984. Álbuns Novedi/Dupuis.
“Opération Tonnerre” – 46 pr. – as primeiras 19 páginas são desenhadas por Jijé
“Plan de vol pour l’enfer” – 46 pr.
“L’espion venu du ciel” – 45 pr.

Desenhos de Alexandre Coutelis.
Publicação em Moustique Junior em 1988. Álbuns Novedi/Dupuis.
“Survol interdit” – 46 pr.


BARBE ROUGE
Desenhos de Victor Hubinon.
Publicação em Pilote de 1959 a 1973. Álbuns Dargaud.
“Le démon des Caraïbes” – 62 pr.
“Le roi des sept mers” – 62 pr.
“Le fils de Barbe Rouge” – 46 pr.
“Défi au roy” – 46 pr.
“Les révoltés de l’Océane” – 46 pr.
“Le vaisseau fantôme” – 46 pr. – participação de Eddy Paape
“L’île de l’homme mort” – 46 pr. – participação de Eddy Paape
“Le piège espagnol” – 46 pr.
“La fin du «Faucon Noir»” – 46 pr.
“Le rentrée de Nicolas Lerouge” – 1 pr.
“Poisson d’avril” – 1 pr.
“Mort ou vif” – 46 pr.
“Le trésor de Barbe Rouge” – 46 pr.
“La mission secrète de l’«Epervier»” – 46 pr.
“Barbe Rouge à la rescousse” – 47 pr.
“Le pirate sans visage” – 46 pr. – participação de Eddy Paape
“Khaïr le More” – 47 pr.
“La captive des Mores” – 46 pr.
“Le vaisseau de l’enfer” – 44 pr. – álbum Dargaud, 1974, terminado por Gilles Chaillet

Desenhos de Jijé e Lorg.
Publicação em Super As em 1979. Álbuns Novedi/Dupuis.
“Raid sur la Corne d’Or” – 46 pr.
“L’île des vaisseaux perdus” – 46 pr.
“Les disparus du «Faucon Noir»” – 46 pr. – as pranchas 9 a 46 foram desenhadas por Christian Gaty. Álbuns Novedi/Dupuis 1982

Desenhos de Christian Gaty.
“L’or maudit de Huacapac” – 46 pr. - álbum Novedi/Dupuis 1984
“La cité de la mort” – 46 pr. - álbum Novedi/Dupuis 1987
“Pirates en Mer des Indes” – 46 pr. - álbum Alpen 1991, em seguida Dargaud, terminado por Jean Ollivier

Desenhos de Patrice Pellerin.
Álbuns Novedi/Dupuis 1983 e 1988.
“Trafiquants de bois d’ébène” – 45 pr.
“Les révoltés de la Jamaïque” – 46 pr. – publicação em Moustique Junior de 1987
A observar: “Raid sur la Corne d’Or”, “L’île des vaisseaux perdus”, “Les disparus du «Faucon Noir»”, “L’or maudit de Huacapac”, “La cité de la mort”, “Trafiquants de bois d’ébène” e “Les révoltés de la Jamaïque” atualmente comercializados sob a marca Novedi (copyright Dupuis), serão reeditados nos números 7 e 8 do “Intégrale” de “Barbe Rouge”, Dupuis, prosseguindo para esses dois números o “Intégrale” de Dargaud.


JACQUES LE GALL
Desenhos de Mitacq.
Publicação em Pilote de 1959 a 1967. Álbuns Dupuis.
“Jacques Le Gall contre l’ombre” – 62 pr.
“Le lac de l’épouvante” – 65 pr.
“L’œil de Kalil” – 46 pr.
“La déesse noire” – 51 pr.
“Le secret des Templiers” – 73 pr. – desenhos a lápis de René Follet
“Les naufrageurs” – 52 pr. – desenhos a lápis de René Follet
Esses seis títulos serão reeditados, nos próximos dois anos, na coleção “Tout Mitacq” (volumes 13 e 14).


DAN COOPER
Desenhos de Albert Weinberg.
Publicação em Tintin de 1960 a 1962. Álbuns Lombard.
“Duel dans le ciel” – 62 pr.
“Coup d’audace” – 62 pr.
“L’escadrille des jaguars” – 62 pr.


SIMBA LEE
Desenhos de Herbert.
Publicação em Spirou de 1960 a 1961.
“Safari vers Dialo” – 44 pr.
“La réserve de Karapata” – 44 pr.


GUY LEBLEU
Desenhos de Raymond Poïvet.
Publicação em Pilote de 1961 a 1967.
“Allo D.M.A.” – 31 pr.
“Allo D.M.A.” segundo episódio - 103 pr. – álbum Glénat
“Poisson d’avril” – 1 pr.
“Les pirates de la nuit” – 56 pr.
“Lebleu reporter daguerréotype” – 1 pr.
“L’organisation XXX” – 28 pr.
“Mort en tous genres” – 28 pr.
“La cité secrète de la mort” - 34 pr. – álbum Glénat
“15 milliards de diamants” – 74 pr.


NED TIGER
Desenhos de Eddy Paape.
Publicação em Record em 1962.
“Cargaison pour l’enfer” – 12 pr.


LIEUTENANT BLUEBERRY
Desenhos de Jean Giraud.
Publicação em Pilote de 1963 a 1973, em Tintin em 1975, em Super As de 1979 a 1980, em L’Écho des Savanes em 1981 e em Libération em 1986. Álbuns Dargaud e Novedi/Dupuis.
“Fort Navajo” – 46 pr.
“Poisson d’avril” – 1 pr.
“Tonnerre à l’Ouest” – 46 pr. – participação de Jijé
“L’Aigle Solitaire” – 46 pr.
“Le cavalier perdu” – 46 pr. – participação de Jijé
“La piste des Navajos” – 46 pr.
“L’homme au poing d’acier” – 47 pr.
“La piste des Sioux” – 46 pr.
“Le général «Tête Jaune»” – 48 pr.
“La mine de l’Allemand perdu” – 46 pr.
“Le spectre aux balles d’or” – 52 pr.
“Chihuahua Pearl” – 46 pr.
“L’homme qui valait 500.000 $” – 46 pr.
“Ballade pour un cercueil” – 62 pr.
“Le hors-la-loi” – 44 pr.
“Angel Face” – 46 pr. – 10 pranchas foram escritas por Jean Giraud
“Nez Cassé” – 47 pr.
“La longue marche” – 46 pr. – participação de Michel Rouge. Reeditado na coleção Repérages
“La tribu fantôme” – 46 pr. – reeditado na coleção Repérages
“La dernière carte” – 46 pr. – reeditado na coleção Repérages
“Le bout de la piste” – 46 pr. – reeditado na coleção Repérages
“Arizona Love” – 56 pr. – publicado em France Soir em 1990, álbum Alpen publicado em 1990. Reeditado por Dargaud em 1993. Roteiro terminado e remanejado por Jean Giraud.


LES AVENTURES DE MARCO POLO
Desenhos de Pierre Ramboux, roteiro escrito com Octave Joly.
44 pranchas publicadas em Spirou em 1964.


LA JEUNESSE DE TANGUY ET LAVERDURE
Desenhos de Jijé, assistido de Daniel Chauvin.
Publicação em Super Pocket Pilote de 1968 a 1970. Álbuns Novedi/Dupuis.
“Première mission” – 16 pr.
“Le grand mirage” – 16 pr. – inédito em álbum
“Piège pour un pilote” – 16 pr. – inédito em álbum
“Rapt en plein ciel” – 16 pr.
“Le saboteur” – 16 pr.
“Contre-espionnage aérien” – 16 pr.
“Station brouillard” – 16 pr.
“Fréquence 268-5” – 16 pr.
“Les espions des sables” – 16 pr.


LA JEUNESSE DE BLUEBERRY
Desenhos de Jean Giraud.
Publicação em Super Pocket Pilote de 1968 a 1970. Álbuns Dargaud.
“Le secret de Blueberry” – 16 pr.
“Le pont de Chattanooga” – 16 pr.
“Chevauchée vers la mort” – 16 pr.
“Chasse à l’homme” – 32 pr.
“Private M. S. Blueberry” – 16 pr.
“Double jeu” – 16 pr.

Desenhos de Colin Wilson.
Publicação em France Soir de 1985 a 1987. Álbuns Novedi/Dupuis.
“Les démons du Missouri” – 46 pr. – reeditado na coleção Repérages
“Terreur sur le Kansas” – 46 pr. – reeditado na coleção Repérages
“Le raid infernal” – 46 pr. – álbum Novedi 1990, roteiro terminado por François Corteggiani. Reeditado na coleção Repérages


LA JEUNESSE DE BARBE ROUGE
Desenhos de Victor Hubinon.
Publicação em Super Pocket Pilote de 1968 a 1970, reprisado no álbum Dargaud “Le jeune capitaine”.
“L’or de San Cristobal” – 16 pr.
“Le Cobra” – 16 pr.
É fortemente questão uma retomada dessa série por Daniel Redondo (desenhos) e Christian Perrissin (textos).


BRICE BOLT
Desenhos de Arturo Aldoma Puig.
Publicação em Spirou de 1970 a 1972. Álbuns Dupuis.
“L’archipel de l’épouvante” – 46 pr.
“L’empire de Satan” – 47 pr.


LA BROUETTE LUNAIRE
Desenhos de Jean-Louis Goussé.
1 pr. – Publicação em Pilote em 1971.


CATCH 22
Desenhos de Gibo.
2 pr. – Publicação em Pilote em 1971.


LA PUB SAIGNANTE
Desenhos de Florence Clavé.
1 pr. – Publicação em Pilote em 1971.


HALTE AUX MAUVAISES BD
Desenhos de Alexis.
6 pr. – Publicação em Pilote Annuel em 1971.


JIM CUTLASS
Desenhos de Jean Giraud.
Publicação em Pilote em 1976, em seguida em Métal Hurlant em 1979. Álbuns Casterman.
“Mississippi River” – 60 pr.

Desenhos de Christian Rossi.
Publicação em À Suivre nº 150 (07/1990) a 153 (11/1990). Álbuns Casterman 1991.
Roteiro terminado e remanejado por Jean Giraud e Christian Rossi.
“L’homme de la Nouvelle Orléans” – 58 pr.


MICHEL BRAZIER
Desenhos de André Chéret.
46 pr. – Publicação em Spirou em 1979.


LES GRINGOS
Desenhos de Victor de la Fuente.
Publicação em Super As de 1979 a 1980. Álbuns Fleurus, em seguida Alpen/Dargaud.
“Viva la révolution !” – 46 pr.
“Viva Villa !” – 46 pr.
“Viva Adelita !” – 46 pr. – álbum Alpen 1992, em seguida Dargaud 1993.
Roteiro terminado por Guy Vidal.


1927 NEW YORK – PARIS... SANS ESCALE
Desenhos de Christian Gaty.
5 pr. – Publicação em Tintin em 1977, mais próximo do romance ilustrado que da HQ.


EN ROUTE VERS LE FUTUR
Desenhos de Francis Bergèse.
4 pr. – Álbum publicitário para Total em 1985.


CHUCK DOUGHERTY LE PRIVE
Desenhos de Alexandre Coutelis.
Publicação em L’Écho des savanes de 1985 a 1986.
“L’ange de la mort” – 46 pr.


RON CLARKE
Desenhos de Jacques Armand.
Publicação em Okapi nº 429 (01/10/1989) a 434 (15/12/1989). Álbum Alpen 1991, a última página foi escrita por Jacques Armand.
“Le tigre de mer” – 45 pr.
                                                                                                                                                .
Para uma bibliografia mais detalhada, se reportar ao nº 44 de Hop!

Fonte: VIDAL, Guy. Jean-Michel Charlier. Un réacteur sous la plume. Paris, França: Dargaud Éditeur, 1995.

Jean-Michel Charlier. Un réacteur sous la plume © Guy Vidal – Dargaud Éditeur 1995




Imagens: 1) Caricatura de Jean-Michel Charlier, por Albert Uderzo. 2) Fotografia de Jean-Michel Charlier em uma sessão de dedicatórias. Ambas publicadas no livro “Jean-Michel Charlier. Un réacteur sous la plume”. 3) Logomarca da homenagem do blogue Blueberry a Jean-Michel Charlier por ocasião dos 30 anos de sua morte (1989 – 2019).

Afrânio Braga