sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Blueberry por Maurizio Dotti

BLUEBERRY POR

MAURIZIO DOTTI


Maurizio Dotti

Maurizio Dotti è di Meda, provincia di Milano. Nato nel 1958, vive e lavora nella cittadina brianzola in una mansarda-studio accogliente e ben illuminata.

Dotti, che attualmente collabora con la Sergio Bonelli Editore,  può vantare un curriculum artistico che spazia in diversi campi. Si diploma all’Istituto Statale d’Arte Applicata di Monza nel ’78.

Giovanissimo, lavora presso lo studio di Giancarlo Tenenti, collaborando alla realizzazione di vari episodi per la casa Editrice Universo e nel contempo, dal 1979 inizia a frequentare l’ambiente del teatro entrando a far parte della compagnia marionettistica milanese “Carlo Colla e figli”, nell’ambito della quale svolge i ruoli di attore, scenografo e marionettista. Partecipa, in qualità di scenografo, anche a produzioni di teatro lirico e di prosa. Grazie all’attività teatrale, protrattasi per tutti gli anni ’80, Maurizio viaggia molto in tutto il mondo e in Italia lavora in teatri come “La Fenice” di Venezia,  il “Petruzzelli” di Bari, “ Il Piccolo Teatro” di Milano e in molti altri.

Dopo una breve parentesi universitaria, dal 1993 al 1997 è attivo nelle agenzie di pubblicità realizzando illustrazioni, layouts e storyboards. Intanto conosce l’illustratore e fumettista Alarico Gattia che lo presenta  a Tommaso Mastrandrea, l’allora direttore de “Il Giornalino”, per il quale disegna una riduzione a fumetti de ”I magnifici sette”.  Da qui inizia un rapporto di lavoro con la testata per ragazzi, nell’ambito della quale disegna storie di “Lassie”, “A-Team”, “Aquila blu” e “Cheyenne”.

Nel 1995 insieme a Gattia, realizza le matite  dell’“Almanacco di Tex”: “Glorieta pass”, su sceneggiatura di Mauro Boselli, con il quale continua a collaborare all’interno della Bonelli dal 1996 stringendo una salda amicizia. Disegna da prima alcuni episodi di “Zagor”: l’Almanacco “L’angelo della morte” e i due episodi: “Gli sterminatori” e “Una pallottola per Kelso”; per passare poi, dal 2000 al 2011, a “Dampyr”. Dall’ottobre 2011 realizza le storie di “Tex”.

Ha collaborato altresì con l’Agenzia MIA (Milan Illustration Agency) come illustratore, lavorando inoltre, per la Francia e la Nuova Zelanda.   





Maurizio Dotti

Maurizio Dotti é de Meda, província de Milano. Nascido em 1958, ele vive e trabalha na cidadezinha brianzola em um sótão-estúdio acolhedor e bem iluminado. 

Dotti, que atualmente colabora com a editora Sergio Bonelli Editore, pode ostentar um currículo artístico que se estende em diversos campos. Diploma-se no Istituto Statale d’Arte Applicata di Monza em 1978.

Juveníssimo, ele trabalha junto ao estúdio de Giancarlo Tenenti, colaborando na realização de vários episódios para a editora Universo e, nesse ínterim, a partir de 1979, ele inicia a frequentar o ambiente do teatro entrando a fazer parte da companhia marionetística milanesa “Carlo Colla e figli”, no âmbito da qual ele desenvolve os papéis de ator, cenógrafo e marionetista.  Ele participa, na qualidade de cenógrafo, também em produções de teatro lírico e de prosa. Graças à atividade teatral, durada por todo os anos 1980, Maurizio viaja muito em todo o mundo e na Itália ele trabalha em teatros como “La Fenice” de Veneza, o “Petruzzelli” de Bari, “Il Piccolo Teatro” de Milano e em muitos outros.

Depois de um breve parênteses universitário, de 1993 a 1997, ele é ativo nas agências de publicidade realizando ilustrações, layouts e storyboards. Nesse meio-tempo, ele conhece o ilustrador e quadrinista Alarico Gattia que o apresenta a Tommaso Mastrandrea, o então diretor de “Il Giornalino”, para o qual ele desenha uma adaptação em história em quadrinhos de “I magnifici sette”. Daqui ele inicia uma relação de trabalho com o título para rapazes, no âmbito do qual ele desenha histórias de “Lassie”, “A-Team”, “Aquila blu” e “Cheyenne”.

Em 1995, junto a Alarico Gattia, ele realiza os desenhos a lápis de “Almanacco di Tex”: “Glorieta pass”, sobre roteiro de Mauro Boselli, com o qual ele continua a colaborar, no interno da editora Bonelli, desde 1996 estreitando uma sólida amizade. De primeira, ele desenha alguns episódios de “Zagor”: o “Almanacco” “L’angelo della morte” e os dois episódios “Gli sterminatori” e “Uma pallottola per Kelso”; para passar depois, de 2000 a 2011, a “Dampyr”. Desde outubro de 2011, ele realiza as histórias de “Tex”.

Ele tem colaborado ainda com a agência MIA – Milan Illustration Agency – como ilustrador, trabalhando, além disso, para a França e a Nova Zelândia.


A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud. Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

Blueberry, il fratello francese di Tex. Blueberry, o irmão francês de Tex. Sergio Bonelli, editor e roteirista

Io ringrazio a Maurizio Dotti per il disegno di Blueberry, il legendario tenente del West, per il blog Blueberry. Eu agradeço a Maurizio Dotti pelo desenho de Blueberry, o lendário tenente do Oeste, para o blogue Blueberry.

Afrânio Braga         

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Catálogo da exposição Moebius no Max Ernst Museum


Katalog "Mœbius"


Der Katalog zur Ausstellung "Mœbius" (2019) mit 272 Seiten, ca. 260 Abbildungen und Beiträgen von Patrick Blümel, Isabelle Giraud, Jean Giraud, Achim Sommer, Friederike Voßkamp und Jürgen Wilhelm ist als zweisprachige Museumsausgabe (Deutsch / Englisch) im Museumsshop zum Preis von 49,90 € erhältlich.


Tel.: +49 (0) 22 32 / 57 93 -117

E-Mail: shop.mem@rheinlandkultur.de


Versandkosten

(max. 5 kg = max. 2 Kataloge):
Deutschland: 9 €
EU: 20 €
USA + Kanada: 40 €
Schweiz, Norwegen, GB (nach Brexit): 32 €



Catalogue "Mœbius"


The exhibition is accompanied by a catalogue assembling 272 pages and about 260 illustrations and essays by Patrick Blümel, Isabelle Giraud, Jean Giraud, Achim Sommer, Friederike Voßkamp and Jürgen Wilhelm. The publication „MOEBIUS, Max Ernst Museum Brühl des LVR, 15.9.2019–16.2.2020“ is available at the price of 49,90 € in the shop of the museum.


Ticket office / museum shop

E-Mail: shop.mem@rheinlandkultur.de

Tel.: +49 (0) 22 32 / 57 93 -117


Shipping costs

(max. 5 kg = max. 2 catalogues):

Germany: 9 €

EU: 20 €

USA + Canada: 40 €

Switzerland, Norway, GB (after Brexit): 32 €



Le catalogue "Mœbius"


L'exposition est accompagnée d'un catalogue de 272 pages et d'environ 260 illustrations et essais de Patrick Blümel, Isabelle Giraud, Jean Giraud, Achim Sommer, Friederike Voßkamp et Jürgen Wilhelm. La publication "MOEBIUS, Max Ernst Museum Brühl des LVR, 15.9.2019-16.2.2020" est disponible au prix de 49,90 € dans la boutique du musée.


Billetterie / Boutique du musée

Tél.: +49 (0) 22 32 / 57 93 -117

E-Mail: shop.mem@rheinlandkultur.de


Frais d'expédition

(max. 5 kg = max. 2 catalogues):

Allemagne: 9 €

EU: 20 €

États-unis + Canada: 40 €

Suisse, Norvège, GB (après Brexit): 32 €



O catálogo "Mœbius"


A exposição é acompanhada de um catálogo de 272 páginas e cerca de 260 ilustrações e ensaios de Patrick Blümel, Isabelle Giraud, Jean Giraud, Achim Sommer, Friederike Voßkamp e Jürgen Wilhelm. A publicação "MOEBIUS, Max Ernst Museum Brühl des LVR, 15.9.2019-16.2.2020" é disponível ao preço de 49,90 € na loja do museu.


Bilheteria / Loja do museu

Tél.: +49 (0) 22 32 / 57 93 -117

E-Mail: shop.mem@rheinlandkultur.de


Custo de expedição

Máximo 5 kg = máximo 2 catálogos:

Alemanha: 9 €

União Europeia: 20 €

Estados Unidos da América e Canadá: 40 €

Suíça, Noruega, Grã-Bretanha (após Brexit): 32 €


Fonte: Marx Ernst Museum Brühl des LVR, Alemanha.














Le catalogue de l'exposition Mœbius organisée au musée Max Ernst - LDR en Allemagne.

Cette magnifique édition, réalisée en collaboration avec l'équipe du musée, est enrichie de divers textes (anglais et allemand) faisant le lien entre les similarités créatives de Mœbius et Max Ernst. Elle donne à voir sur plus de 200 pages les dessins, peintures et croquis exposés là-bas jusqu’au 16 février 2020.

Le petit plus : pendant toute la durée de l'exposition, vous avez la possibilité de mettre en mouvement huit de ces œuvres grâce à l'application de réalité augmentée ARTIVIVE !

/////

This beautiful book, made in collaboration with the museum’s team, contains several texts (both in english and german) linking the creative similarities between Mœbius and Max Ernst. You can now admire on more than 200 pages the drawings, pictures and sketches on display at the museum until the 16th of february.

Bonus : you can dowload the ARTIVIVE app and set into motion 8 of the artworks! This will be available during the remainder of the exhibition.

/////

O catálogo da exposição Mœbius organizada no museu Max Ernst – LDR na Alemanha.

Essa magnífica edição, realizada em colaboração com a equipe do museu, é enriquecida de diversos textos, em inglês e em alemão, fazendo a ligação entre as similaridades criativas de Mœbius e Max Ernst. Ela mostra, em mais de 200 páginas, os desenhos, pinturas e croquis expostos ali até 16 de fevereiro de 2020.

Bônus: durante toda a duração da exposição, você terá a possibilidade de colocar em movimento oito dessas obras graças à aplicação de realidade aumentada ARTIVIVE!


Boutique Mœbius Production

27 Rue Falguière, 75015 Paris, France

TEL : + 33 (0)1 43 35 19 33


Fonte: Mœbius Production.


Catalogue "Mœbius" © Marx Ernst Museum Brühl des LVR - Mœbius Production 2019



Cartaz da exposição Mœbius no Max Ernst Museum Brühl des LVR


Afrânio Braga

terça-feira, 15 de setembro de 2020

Blueberry e Tex por Giovanni Bruzzo



BLUEBERRY E TEX POR
GIOVANNI BRUZZO



Giovanni Bruzzo

Un saluto a tutti gli amici lettori brasiliani.

Tra i tanti interessi che ho la fortuna di avere, un posto di rilievo è sempre stato occupato dai fumetti. Tra i miei preferiti, sicuramente Blueberry, così, quando mi è stato chiesto di realizzare un disegno raffigurante il personaggio creato da Jean-Michel Charlier e Jean Giraud in compagnia di Tex Willer, ho aderito con entusiasmo.

Sono nato nel 1961 a Genova. Città di mare e di sogni. Di avventure e bellezze conservate gelosamente nascoste. Tutti elementi che hanno generato in me la voglia e la necessità di raccontare storie. Farlo coi disegni. Trasmettere ad altri i miei sogni. Tutto è iniziato così. Nell’infanzia. Probabilmente, se vivessimo ancora in un mondo senza una divisione così marcata tra i vari ruoli, ed in questo caso, tra chi scrive e chi disegna, oggi racconterei le mie storie con la stessa gioia ed entusiasmo fanciullesco di allora.

Pubblicai la mia prima storia a 17 anni sul mensile “La Bancarella”. Nello stesso anno, dovetti piegarmi al mercato per questioni economiche ed iniziai a lavorare a Torino, per lo studio “Immagini e Parole” disegnando album a figurine di Mazinga e Goldrake. In seguito, per circa due anni collaborai con lo “Staff di If” di Gianni Bono, realizzando fumetti porno. Nonostante tanti miei colleghi si vergognino quasi, per essere transitati in gioventù, attraverso questo tipo di fumetti, io ne sono assolutamente orgoglioso. Fu una palestra straordinaria per imparare il ritmo del lavoro, migliorare le anatomie, i chiaro/scuri ecc.

Successivamente, per una decina di anni, ho affiancato alla realizzazione di fumetti, il lavoro di illustratore, prevalentemente pubblicitario, con tecniche ad aerografo iperrealista.

Nel contempo, ho collaborato con le riviste “1984”, Frigidaire”, “Tempi Supplementari”, “Frizzer”, “Mad”, “Creepy”, “Intrepido” e con Renzo Barbieri Editore.

Poi, ancora 5 storie brevi per il mensile “Demon Story”, Fenix Editore, mai pubblicate a causa della chiusura del giornale.

Ed infine, credo nel 1995, sono approdato in casa Bonelli. Ho realizzato vari albi di Mister No, pilota nord americano rifugiatosi a Manaus nel dopoguerra in cerca di oblio. Ci troviamo nei favolosi anni ’50, una Manaus sicuramente diversa da quella reale dei giorni nostri. Credo sia stato il periodo in cui mi sono divertito maggiormente nel disegnare. Ambienti e personaggi. E sicuramente un notevole feeling con il personaggio principale.

Esistono molte aziende che, quando ti assumono come impiegato o operaio, ti accolgono con pacche sulle spalle e “Benvenuto nella famiglia” … Però accade oltremodo, che nella maggioranza dei casi, dopo poco ti accorgi che in quella “famiglia” accadono cose orribili e maledici il giorno in cui ti hanno dato il benvenuto. Quando fui accolto in “casa Bonelli” mi sentii piano piano di entrare a far parte realmente di una specie di grande famiglia. Da allora infatti non me ne sono più distaccato. Mi sento ancora di far parte di una grande famiglia.

Dopo Mister No, ho realizzato un albo di Dampyr. L’ammazza vampiri creato da Mauro Boselli e Maurizio Colombo. Personaggio particolarmente interessante in quanto inserisce in tutti i focolai o veri e propri incendi di guerra che oggigiorno flagellano il nostro pianeta, la figura di qualche vampiro che naturalmente ha il proprio vantaggio nell’esistenza di sanguinose dispute tra gli umani - meravigliosa metafora della realtà.

Andando oltre, tornando però in ambienti anni ’50, ho realizzato i disegni per 3 albi di Brad Barron. Fumetto di fantascienza creato da Tito Faraci, che ipotizza un’invasione aliena datata nella metà del secolo scorso. Le atmosfere sono quelle dei film di fantascienza di quegli anni.

Successivamente, sempre su testi di Faraci, ho disegnato 4 albi di Tex. Due storie molto diverse tra loro. Nella prima vediamo entrare in scena uno scrittore inglese che affiancando i nostri eroi, si scopre essere anche abile tiratore con la Colt, ottimo pugile e disegnatore provetto. Naturalmente lo scrittore in questione vuole scrivere e raccontare al pubblico britannico, le gesta di valorosi uomini nel selvaggio West.

Nella storia successiva, troviamo all’opera una pericolosa banda di rapinatori, con un personaggio, Slade, che pur essendo il “cattivo”, è talmente bastardo da risultare simpatico. Tex e Carson sono sulle sue tracce ai confini del Nuovo Messico.

Poi, per “Tex Magazine”, ho disegnato una storia breve di Luigi Mignacco ed un’altra, ancora inedita, scritta da un ottimo esordiente, Filippo Iriti, che spero di rivedere all’opera su altre sceneggiature.

Attualmente mi trovo impegnato su una lunghissima storia scritta da Mauro Boselli, che vede i nostri, immersi in ambienti mai calpestati precedentemente. Durante la lavorazione, ho avuto l’onore di realizzare il finale del “Maxi Tex” disegnato dal grande fumettista argentino Miguel Angel Repetto, che purtroppo ha lasciato il nostro mondo. Ho avuto modo di vedere ed ammirare le sue tavole che nonostante l’età molto avanzata, 99 anni, continuavano ad essere di altissimo livello grafico.

Questo, per il momento, è quasi tutto…

Até logo, Brasil!!



Giovanni Bruzzo

Uma saudação a todos os amigos leitores brasileiros.

Entre os tantos interesses que eu tenho a sorte de haver, um lugar de relevo  sempre foi ocupado pelas histórias em quadrinhos. Entre as minhas preferidas, seguramente Blueberry, assim, quando me foi pedido para realizar um desenho representando o personagem, criado por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, em companhia de Tex Willer, eu aderi com entusiasmo.

Eu nasci em 1961 em Gênova, Itália. Cidade de mar e de sonhos, de aventuras e de belezas conservadas ciumentamente escondidas. Todos elementos que geraram em mim a vontade e a necessidade de contar histórias; fazê-lo com os desenhos, transmitir a outros os meus sonhos. Tudo iniciou assim, na infância. Provavelmente, se nós vivêssemos ainda em um mundo sem uma divisão assim marcada entre os vários papéis e, nesse caso, entre quem escreve e quem desenha, hoje eu contaria as minhas histórias com a mesma alegria e entusiasmo infantil de então.

Eu publiquei a minha primeira história aos 17 anos na revista mensal “La Bancarella”. No mesmo ano, eu fui obrigado a dobrar-me ao mercado por questões econômicas e eu iniciei a trabalhar em Turim para o estúdio “Immagini e Parole” desenhando álbum de figurinhas de Mazinga e Goldrake. Em seguida, por cerca dois anos, eu colaborei com o “Staff di If” de Gianni Bono realizando história em quadrinhos pornográfica. Não obstante, tantos de meus colegas quase se envergonham por terem transitado na juventude através desse tipo de história em quadrinhos, eu sou absolutamente orgulhoso. Foi uma academia extraordinária para aprender o ritmo do trabalho,  melhorar as anatomias, os claros e os escuros, etc.

Sucessivamente, por uma dezena de anos, eu flanqueei à realização de histórias em quadrinhos o trabalho de ilustrador, predominantemente publicitário, com a técnica em aerógrafo hiperrealista.

Ao mesmo tempo, eu colaborei com as revistas “1984”, ”Frigidaire”, ”Tempi Supplementari”, “Frizzer”, “Mad”, “Creepy”, “Intrepido”, e com a editora Renzo Barbieri Editore.

Depois, eu ainda produzi cinco histórias breves para a revista mensal “Demon Story”, da editora Fenix Editore, nunca publicadas por causa do fechamento da revista.

E, enfim, eu creio que em 1995, eu atraquei à casa Bonelli. Eu realizei vários álbuns de Mister No, piloto norte-americano que se refugiou em Manaus, no pós-guerra, à procura de esquecimento. Nos encontramos nos fabulosos anos 1950, uma Manaus seguramente diversa daquela real dos nossos dias. Eu creio que foi o período no qual eu mais me diverti ao desenhar. Ambientes e personagens. E, seguramente, um notável feeling com o personagem principal.

Existem muitas empresas que, quando te empregam como empregado ou prestador de serviço, te acolhem com tapinhas nas costas e “Benvindo à família...”. Porém acontece, em demasia, que na maioria dos casos, pouco depos de acolher-te naquela “família”, acontecem coisas horríveis e tu maldirás o dia em cujo te deram as boas vindas. Quando eu fui acolhido na casa Bonelli eu me senti lentamente de entrar a fazer parte realmente de uma especial grande família. De fato, desde então eu não sou mais separado. Eu me sinto ainda a fazer parte de uma grande família.

Depois de Mister No, eu realizei um álbum de Dampyr, o mata vampiros criado por Mauro Boselli e Maurizio Colombo. Personagem particularmente interessante à medida que se insere em todos os focos ou verdadeiros e próprios incêndios de guerra que hoje em dia flagelam o nosso planeta, a figura de algum vampiro que naturalmente tem a própria vantagem na existência de sanguinosas disputas entre os humanos – maravilhosa metafóra da realidade.

Andando além, tornando porém em ambientes anos 1950, eu realizei os desenhos para três álbuns de Brad Barron, história em quadrinhos de ficção científica criada por Tito Faraci, que hipotetiza uma invasão alienígena datada na metade do século passado. As atmosferas são aquelas dos filmes de ficção científica daqueles anos.

Sucessivamente, sempre sobre textos de Tito Faraci, eu desenhei quatro álbuns de “Tex” - duas histórias muito diversas entre si. Na primeira, nós vemos entrar em cena um escritor inglês que, flanqueando os nossos heróis, se descobre ser também hábil atirador com o Colt, ótimo pugilista e desenhista proficiente. Naturalmente o escritor em questão quer escrever e contar ao público britânico as proezas de valorosos homens no Oeste selvagem.

Na história sucessiva, nós encontramos em obra um perigoso bando de ladrões, com um personagem – Slade – que apesar de ser o “mau”, é tão canalha que torna-se simpático. Tex e Carson estão sobre as suas pistas aos confins do Novo México.

Depois, para “Tex Magazine”, eu desenhei uma história breve de Luigi Mignacco e outra, ainda inédita, escrita por um ótimo estreante – Filippo Iriti – que eu espero rever a obra sobre outros roteiros.

Atualmente, eu me encontro empenhado sobre uma longuíssima história escrita por Mauro Boselli, que vê os nossos heróis imersos em ambientes nunca pisados precedentemente. Durante o trabalho, eu tive a honra de realizar o final do “Maxi Tex” desenhado pelo grande quadrinista argentino Miguel Angel Repetto, que, infelizmente, deixou o nosso mundo. Eu tive meio de ver e admirar as suas pranchas que, não obstante a idade muito avançada de  99 anos, continuavam a ser de altíssimo nível gráfico.

Isso, para o momento, é quase tudo...

Até logo, Brasil! 


A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur

O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini
Tex © Sergio Bonelli Editore

Blueberry, il fratello francese di Tex.
Blueberry, o irmão francês de Tex.

Sergio Bonelli
Editor e roteirista

Io ringrazio a Giovanni Bruzzo per il disegno di Blueberry e Tex, eroi del fumetto western, per il blog Blueberry.
Eu agradeço a Giovanni Bruzzo pelo desenho de Blueberry e Tex, heróis da história em quadrinhos western, para o blogue Blueberry.

Afrânio Braga

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Moebius no Marx Ernst Museum Brühl des LVR


Mœbius no Marx Ernst Museum Brühl des LVR, Alemanha

MŒBIUS

Exposição de 15 de setembro de 2019 a 16 de fevereiro de 2020

Prolongada até 29 de março de 2020!

O Max Ernst Museum Brühl des LVR exporá os universos visuais visionários do desenhista francês e roteirista farol de história em quadrinhos Jean Giraud (1938-2012), conhecido no mundo inteiro sob o pseudônimo Mœbius.

Mœbius explorou as esferas dos sonhos e da ficção científica, inspirando numerosos diretores tais como George Lucas, Ridley Scott e Hayao Miyazaki em sua concepção de um futuro arcaico. Graças à força imensa de sua imaginação, ele criou os mundos surreais, flutuantes e formigantes de detalhes. Em suas histórias se encontra tanto as arquiteturas utópicas e as megalópoles futuristas e superpopulosas como as paisagens desérticas e viagens xamãnicas através do tempo e do espaço.

Na obra de Mœbius, os limites entre os gêneros da história em quadrinhos e da arte se esfumaçam. Durantes decênios, Mœbius criou figuras emblemáticas como o guerreiro Arzak, o major Grubert e os viajantes do espaço Stel e Atan. Com eles, ele fez também viajar o espectador nos mundos infinitos do seu imaginário.

A retrospectiva «Mœbius» traça a vasta obra de Mœbius e suas histórias feitas de imagens complexas: todo o espectro da sua arte do desenho fascinante será presente; a gama se estende de suas cadernetas nas quais ele concretizava as ideias constitutivas de sua criação artística passando por suas histórias em quadrinhos roteirizadas, seus croquis e pinturas abstratas até suas gravuras populares.

Em colaboração com Mœbius Production.


Exposição Mœbius no Max Ernst Museum Brühl des LVR


Mœbius, Les dents du désert, 2010 © 2020 Mœbius Production


Mœbius, L’homme du Ciguri, 1994

© Les Humanoϊdes Associés / Mœbius Production


Mœbius, Plasme Volant, aus La Faune de Mars, 2007

© 2020 Mœbius Production


Mœbius, Starwatcher, 1985 © 2020 Mœbius Production


Mœbius, Arzak le rocher, 1995, guache e acrílica sobre papel

© 2019 Mœbius Production


Natur und Metamorphose.  Fotografia: LVR-ZMB / Uwe Weiser


Mœbius no Marx Ernst Museum. Fotografia: Dominik Schmitz


O trailer da exposição


360º


Finissage „Mœbius“


Max Ernst Museum Brühl des LVR
Comesstraße 42 / Max-Ernst-Allee 1, 50321 Brühl,
Deutschland
Tel: +49 2232 5793 –0 * Fax: +49 2232 5793 –130
maxernstmuseum@lvr.de * www.maxernstmuseum.lvr.de


Fonte: Max Ernst Museum Brühl des LVR, Brühl, Deutschland.



Mœbius au Musée Max Ernst de Brühl

Du 15.9.2109 > 16.2.2020 * Exposition à Bruhl en Allemagne

Le Max Ernst Museum Brühl des LVR exposera les univers visuels visionnaires du dessinateur français et scénariste phare de bande dessinée Jean Giraud (1938 – 2012), reconnu dans le monde entier sous le pseudonyme « Moebius ». Moebius a exploré les sphères des rêves et de la sciencefiction. Grâce à la force immense de son imagination, il a créé des mondes surréels, flottants et fourmillants de détails. Dans ses histoires on trouve autant d‘architectures utopiques et des mégapoles futuristes et surpeuplées que de paysages désertiques et des voyages chamaniques à travers le temps et l‘espace.

Dans l’oeuvre de Moebius, les limites entre les genres de la bande dessinée et de l’art s’estompent. Ses histoires fantasmagoriques amènent l’observateur à voyager dans l’âme du grand maître du trait et, par conséquent, dans des régions inconnues de la fantaisie qui s’élaborent de manière frappante, détaillée et suggestive.

L’exposition retrace la vaste oeuvre de Moebius et ses histoires faîtes images complexes : tout le spectre de son art du dessin fascinant sera présenté; la gamme s’étendant de ses carnets dans lesquels il concrétise les idées constitutives de sa création artistique en passant par ses bandes dessinées scénarisées, ses croquis et peintures abstraites jusqu’à ses gravures populaires.

Max Ernst Museum Brühl des LVR
Comesstraße 42 / Max-Ernst-Allee 1, 50321 Brühl, Deutschland
Tél : +49 2232 5793 –0, Fax : +49 2232 5793 –130
maxernstmuseum@lvr.de, www.maxernstmuseum.lvr.de

Fonte: Mœbius Production, Paris, France.


Mœbius © Max Ernst Museum Brühl des LVR - Mœbius Production 2019


O catálogo da exposição Mœbius 
no Max Ernst Museum Brühl des LVR


O cartaz da exposição Mœbius 
no Max Ernst Museum Brühl des LVR

Afrânio Braga