domingo, 14 de fevereiro de 2021

Blueberry e Tex por Gian Carlo Malagutti



 

BLUEBERRY E TEX POR

 

 

 

 

GIAN CARLO MALAGUTTI

 

 

 


 


Gian Carlo Malagutti

Giancarlo Malagutti debutta ufficialmente nel 1973 realizzando le matite di alcune storie per il mensile Horror.

Disegna alcune storie autoconclusive per Intrepido, Monello, Albo TV.

Inchiostra le matite di Sergio Zaniboni per Diabolik e in questa sede inizia a sceneggiare.

Nel 1981 realizza per conto dello Staff di IF varie versioni a fumetti dei cartoons giapponesi tra cui La Principessa Zaffiro, L'Uomo Tigre, Bia.

Nel 1982 crea la serie I Reporters disegnata da Zaniboni per Orient Express.

Dopo aver scritto una avventura di Martin Mystère si dedica per una dozzina d’anni al lavoro pubblicitario fino al 1994 quando riprende i contatti con il mondo del fumetto scrivendo storie per Lupo Alberto, Cattivik e Martin Mystère e illustra libri e manuali per Demetra e Giunti oltre a scrivere libri di cucina. Ultimi personaggi Chris Carella tavole di Sergio Zaniboni e Mathias.



Gian Carlo Malagutti por Aurelio Galleppini.

Gian Carlo Malagutti

Giancarlo Malagutti debuta oficialmente, em 1973, realizando os desenhos a lápis de algumas histórias para a publicação mensal “Horror”.

Ele desenha algumas histórias autoconclusivas para “Intrepido”, “Monello”, “Albo TV”.

Ele arte-finaliza os desenhos a lápis de Sergio Zaniboni para “Diabolik” e nessa sede ele inicia a roteirizar.

Em 1981, ele realiza por conta do Staff di IF várias versões em histórias em quadrinhos dos desenhos animados japoneses entre cujos “La Principessa Zaffiro”, “L’Uomo Tigre”, “Bia”.

Em 1982, ele cria a série “I Reporters” desenhada por Sergio Zaniboni para “Orient Express”, revista mensal de histórias em quadrinhos.

Depois de haver escrito uma aventura de Martin Mystère, ele se dedica por uma dúzia de anos ao trabalho publicitário até 1994 quando ele retoma os contatos com o mundo da história em quadrinhos escrevendo histórias para “Lupo Alberto”, “Cattivik” e “Martin Mystère” e ele ilustra livros e manuais para Demetra e Giunti, além de escrever livros de culinária. Último personagem: Chris Carella, pranchas de Sergio Zaniboni e Mathias.


Gian Carlo Malagutti em seu estúdio.

A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud

Blueberry © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Dargaud Éditeur
O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini (Galep)
Tex © Sergio Bonelli Editore

Blueberry, il fratello francese di Tex.
Blueberry, o irmão francês de Tex.
Sergio Bonelli
Editor e roteirista

Io ringrazio a Gian Carlo Malagutti per il disegno di Blueberry e Tex, pistoleri del Vecchio West, per il blog Blueberry.
Eu agradeço a Gian Carlo Malagutti pelo desenho de Blueberry e Tex, pistoleiros do Velho Oeste, para o blogue Blueberry.

Afrânio Braga


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Christophe Blain, autor, roteirista, desenhista e colorista

 

Christophe Blain

Auteur - Scénario - Dessin - Couleurs

Christophe Blain est né en 1970. Trois semaines en fac de droit, deux années en école de graphisme et une courte immersion dans l'art contemporain aux Beaux-Arts de Cherbourg n'auront heureusement pas raison de sa vocation : le dessin, en général, et la bande dessinée en particulier. La fréquentation de l'atelier des Vosges, où il côtoie la nouvelle génération d'auteurs des années 1990 (Sfar, Bravo, Trondheim, David B., Satrapi, etc.), le décide enfin à se consacrer au neuvième art, dans lequel il fait une entrée remarquée en 1997 avec "La Révolte d'Hop-Frog" (Dargaud, scénario de David B.) avant d'obtenir la reconnaissance publique et critique avec les séries "Isaac le Pirate", "Socrate le demi-chien" et "Gus" (Dargaud).

En 2008, Christophe Blain s'essaie à la réalisation avec le clip vidéo du single "Comme un Manouche sans guitare", de l'album éponyme de Thomas Dutronc (Mercury Records).

En 2010 sort le premier volet du diptyque "Quai d'Orsay, chroniques diplomatiques" (Dargaud) avec Abel Lanzac, coscénariste, qui lui confie ses expériences au ministère français des Affaires étrangères lors de l'ère Villepin ; il les retranscrit avec humour et clairvoyance dans cette oeuvre originale. "Quai d'Orsay" devient un véritable best-seller (plus de 500 000 exemplaires vendus !) et est adapté au cinéma en 2013 par Bertrand Tavernier. Christophe Blain est aussi l'auteur de "La Fille", un album réalisé en collaboration avec la chanteuse Barbara Carlotti, de "En cuisine avec Alain Passard" (Gallimard, 2011) et de King Kong (réédition chez Hachette en 2019).

Il a reçu à deux reprises le prix du meilleur album du festival d'Angoulême, pour le premier tome d'"Isaac le pirate" (en 2002) et pour le tome 2 de "Quai d'Orsay" (en 2013), ce qui fait de lui l'un des rares auteurs à avoir obtenu deux fois cette distinction.

En 2019 paraît le premier volet des d'une aventure du "lieutenant Blueberry" (Dargaud) avec Joann Sfar. Cet « hommage » très attendu du chef-d'oeuvre créé par Jean-Michel Charlier et Jean Giraud permet à l'auteur d'explorer un genre qu'il affectionne particulièrement, le western.


Christophe Blain

Autor – Roteiro – Desenho - Cores

Christophe Blain nasceu em 19701. Três semanas na faculdade de Direito, dois anos em escola de grafismo e uma curta imersão na arte contemporânea na Beaux-Arts de Cherbourg2 não terão, felizmente, razão de sua vocação: o desenho, em geral, e a história em quadrinhos em particular. A frequentação do Atelier des Vosges3, onde ele aproxima-se da nova geração de autores dos anos 1990 (Sfar, Bravo, Trondheim, David B., Satrapi, etc.), o decide enfim em se consagrar à nona arte, na qual ele faz uma entrada notada em 1997 com “La Révolte d’Hop-Frog” (Dargaud, roteiro de David B.) antes de obter o reconhecimento do público e da crítica com as séries “Isaac le Pirate”, “Socrate le demi-chien” e “Gus” (Dargaud).

Em 2008, Christophe Blain experimenta a direção com o videoclipe do single “Comme un Manouche sans guitare”, do álbum epônimo de Thomas Dutronc (Mercury Records).

Em 2010, sai a primeira parte do díptico “Quai d’Orsay, chroniques diplomatiques” (Dargaud) com Abel Lanzac, corroteirista, que ele confia suas experiências no ministério francês dos Negócios Estrangeiros então da era Villepin4; ele as retranscreve com humor e clarividência nessa obra original. “Quai d’Orsay” torna-se um verdadeiro best-seller (mais de 500000 exemplares vendidos!) e é adaptado para o cinema em 2013 por Bertrand Tavernier5. Christophe Blain é também o autor de “La Fille”, um álbum realizado em colaboração com a cantora Barbara Carlotti, de “En cuisine avec Alain Passard” (Gallimard, 2011) e de “King Kong” (reedição na Hachette em 2019).

Ele recebeu em duas ocasiões o prêmio de melhor álbum do festival de Angoulême, pelo primeiro volume de “Isaac le pirate” (em 2002) e pelo volume 2 de “Quai d’Orsay” (em 2013), isso faz de ele um dos raros autores a ter obtido duas vezes essa distinção.

Em 2019, aparece a primeira parte de uma aventura de “Lieutenant Blueberry” (Dargaud) com Joann Sfar. Essa homenagem muito esperada da obra-prima criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud permite ao autor explorar um gênero que ele gosta particularmente, o western.

N. C.:

1 Christophe Blain nasceu em Argenteuil, França.

2 École de Beaux-Arts de Cherbourg, França.

3 O Atelier des Vosges é um grupo de autores de história em quadrinhos que decidiu trabalhar em um mesmo lugar, Place des Vosges, em Paris, em 1995. Essa experiência continuou no Atelier Nawak (1992). Entre os autores do Atelier Nawak e/ou Atelier des Vosges: Émile Bravo, Lewis Trondheim, Christophe Blain, David B., Joann Sfar, Frédéric Boilet, Marjane Satrapi e Marc Boutavant. O ateliê não se trata de uma estrutura coletiva (ao nível jurídico ou associativo), mas esses autores trabalham, geralmente, uns com os outros e todos aparecem, mais ou menos, no movimento chamado Nouvelle bande dessinée. Fonte: Wikipédia.

4 Villepin. Dominique Marie François René Galouzeau de Villepin é um diplomata e político francês. Foi primeiro-ministro da França, ocupando esse cargo de 13 de março de 2005 até 15 de maio de 2007. Um diplomata de carreira, Villepin subiu na hierarquia da direita francesa como um delfim de Jacques Chirac. Fonte: Wikipédia.

5 “Quai d'Orsay” (“Palácio das Necessidades”, em Portugal; “O Palácio Francês”, no Brasil) é um filme francês de 2013, uma comédia cinematográfica realizada por Bertrand Tavernier, com argumento de Christophe Blain e Abel Lanzac inspirado em sua história em quadrinhos homônima. O filme foi apresentado em competição pela Concha de Ouro na 61ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián e também foi nomeado na 39ª edição dos prêmios César e recompensado com a estatueta de melhor ator coadjuvante, graças à interpretação de Niels Arestrup. O filme foi lançado na França em 6 de novembro de 2013, em Portugal em 27 de março e no Brasil em 17 de abril de 2014. Fonte: Wikipédia. 


 BIBLIOGRAFIA DE CHRISTOPHE BLAIN

. Séries em curso                                                          .

Título, número de volumes publicados
Gus”, 5
“Isaac le pirate”, 6
“Quai d’Orsay”, 2
“Quai d’Orsay – Intégrale”, 1
“Hiram Lowat & Placido”, 2
“Socrate le demi-chien”, 3
“Une Aventure du Lieutenant Blueberry”, 2

COLABORAÇÕES


ABEL LANZAC
“Quai d’Orsay”, 2
“Quai d’Orsay – Intégrale”, 1

B. DAVID
“Hiram Lowat & Placido”, 2

JOANN SFAR
“Socrate le demi-chien”, 3
“Une Aventure du Lieutenant Blueberry”, 1
“Une Aventure du Lieutenant Blueberry” N&B, 1

JEAN-MICHEL CHARLIER
 “Une Aventure du Lieutenant Blueberry”, 1
“Une Aventure du Lieutenant Blueberry” N&B, 1

JEAN GIRAUD
 “Une Aventure du Lieutenant Blueberry”, 1
“Une Aventure du Lieutenant Blueberry” N&B, 1
 
Fonte: Dargaud Éditeur, Paris, França.


Christophe Blain



Joann Sfar e Christophe Blain

Fonte das fotografias: Christophe Blain: arquivo pessoal. Joann Sfar e Christophe Blain: Joann Sfar.


Christophe Blain em outros artigos do blogue Blueberry














Afrânio Braga


sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Entrevista com Pasquale Ruju, roteirista de “Tex”

Pasquale Ruju

INTERVISTA A

 

PASQUALE RUJU,

SCENEGGIATORE DI “TEX”

 



Tex Albo Speciale n. 30
Tempesta su Galveston

Nato a Nuoro nel 1962, dopo la maturità classica si laurea in Architettura a Torino. Appassionato di teatro e di cinema, si diploma al Laboratorio Teatrale di Torino.

Successivamente collabora con "Ipotesi Cinema", la scuola fondata da Ermanno Olmi, e realizza diversi cortometraggi, fra cui il recente "Password", e il lungometraggio "Tempo di mezzo".

Dopo varie esperienze teatrali e televisive, dal 1989 si occupa di doppiaggio, dando la voce a molti personaggi di serie televisive e dei cartoni animati.

Debutta nel mondo del fumetto nel 1995, scrivendo la storia breve "Il vicino di casa" per Dylan Dog, pubblicata su Dylan Dog Gigante n° 4. Da allora, ha al suo attivo oltre settanta sceneggiature con protagonista l'Indagatore dell'Incubo, più varie altre storie per Nathan Never, Tex e Dampyr, oltre alla miniserie Demian, da lui creata, uscita a partire dal maggio 2006, di cui ha sceneggiato tutti e diciotto gli episodi più quattro numeri speciali.

Nel 2010 fa il suo esordio in edicola Cassidy, miniserie di cui realizza tutti i diciotto albi. Oltre a proseguire con le sceneggiature di Dylan Dog e Tex, scrive anche per le Storie.



Tex n. 598 La prova del fuoco

Sceneggiatore, ha realizzato Tex nn.:

Tex 598, 599, 621, 622, 625, 626, 645, 646, 666, 667, 680, 681, 684, 685, 688, 689, 690, 691, 692, 693, 694, 703, 704, 708, 709, 719, 720, 721, 722; Almanacco del West 2004, Almanacco del West 2008, Almanacco del West 2015; Maxi Tex n° 18; Maxi Tex n° 20; Maxi Tex n° 22, Maxi Tex 25, Maxi Tex 26; Speciale Tex 29, Speciale Tex 30; Color Tex 2, Color Tex 4, Color Tex 8, Color Tex 11, Color Tex 12, Color Tex 13, Color Tex 18; Tex Romanzi a Fumetti 9, Tex Romanzi a Fumetti 11; Tex Magazine 1; Tex Willer 14, Tex Willer 15, Tex Willer 16, Tex Willer 17.


Tex n. 625 Le catene della colpa

Qual’è l’origine del cognome Ruju?

È un cognome sardo, che vuol dire “rosso”. È tipico del centro della Sardegna, la Barbagia.


Tu hai visitato il Brasile? E gli Stati Uniti dell’America, il più grande palcoscenico delle avventure di Tex?

Sono stato diverse volte in Brasile ma sempre sulla costa (Rio, Bahia, Natal). E sono stato anche in Arizona, e poi alla Monument Valley. Posti magnifici, da vedere almeno una volta nella vita.


Qual’è il tuo sport prediletto?

Ho praticato per molti anni le arti marziali, soprattutto Karate e TaeKwonDo. Oggi faccio solo un po’ di sacco e vado a correre. L’età avanza...


Tu hai ricevuto quali premii per la tua carriera artistica?

Per la sceneggiatura, ho avuto il Premio Cartoomics nel 2004. Poi vari altri, tra cui il premio U Giancu, assegnato a protagonisti importantissimi del mondo del fumetto, come Hugo Pratt, Sergio Bonelli, Sergio Toppi, Milo Manara e Guillermo Mordillo.


Le tue esperienze nel teatro e nella televisione sono utilizzate nelle tue sceneggiature di fumetti?

Sceneggiare è un mestiere che richiede competenze anche molto diverse. Dall’esperienza teatrale e televisiva ho preso il ritmo delle battute, e la loro costruzione “cinematografica” più che letteraria. Ogni battuta deve poter essere letta ad alta voce e risultare credibile, come lo è nella mente del lettore.


Tu fai sbozzi delle tavole delle storie per i disegnatori?

Di solito no. Fornisco descrizioni accurate e materiale documentario (mappe, fotografie, illustrazioni a tema) per rendere più facile il loro lavoro.


Quali sono gli tuoi personaggi prediletti dei fumetti?

Fra i “classici” bonelliani, Tex, Dylan Dog e Mister No. Ma leggo un po’ di tutto. Amo molto il fumetto sudamericano e quello francese. Leggo Blueberry, Dago, Alpha, Cayenna, Largo Winch, Blacksad, per citarne solo alcuni. Leggo anche gli americani, ma sempre meno i supereroi. Ci sono molti volumi interessanti di genere noir, negli ultimi anni, da “Sin City” di Miller a “Southern Bastards” e “100 Bullets”, per fare un esempio.


Di quali personaggi dei fumetti ti piacerebbe scrivere le storie?

Mi sarebbe piaciuto scrivere storie per Mister No, personaggio che ho amato molto e con cui sono cresciuto. Poi sicuramente Diabolik, e fra gli americani il Punisher, un carachter dalle grandi potenzialità.


Come hai avuto l’invito a scrivere “Tex”? Tu hai avvertito qualche apprensione davanti alla responsabilità in lavorare con il più grande personaggio dei fumetti italiani?

Di certo è un impegno importante, e una grande responsabilità. Fu Sergio Bonelli il primo a propormi di entrare nella “squadra” texiana. All’epoca scrivevo soprattutto per Dylan Dog e cominciavo a lavorare alle mie serie (Demian, Cassidy). Feci qualche sceneggiatura per gli Almanacchi, ma sarebbe stata la storia “La prova del fuoco” (Tex n. 598-599) a farmi entrare definitivamente nello staff degli sceneggiatori di Tex.


C’è differenza fra sceneggiare una edizione speciale di Tex, come “Color Tex” o “Almanacco del West”, e una storia della serie regolare?

La maggiore differenza è il numero di tavole, più breve, che richiede una storia adatta a chiudersi in poco spazio. Per il resto, le dinamiche e i personaggi sono gli stessi, e così l’impegno che va messo per i disegni e le sceneggiature.


Quali sono le tue preferenze riguardo alla struttura delle tue sceneggiature? Per esempio, tu preferisci scrivere avventure solitarie di Tex o ti diverti cogli quattro pards in azione?

Mi piace cambiare. Se ho fatto un’avventura con Tex “in solitaria” di solito preferisco nella storia dopo avere anche Carson, o se possibile tutti gli quattro pards. Una buona storia di Tex viene arricchita dalla presenza dei comprimari, come anche di “cattivi” all’altezza del nostro eroe.


Trovi interessante esplorare il passato di Tex nella sua nuova serie? Quali le possibilità e i limiti che identifichi in questa impresa?

Di certo scrivere il “giovane” Tex è stato molto divertente. È un personaggio un po’ diverso dal ranger che conosciamo. Meno maturo e meno infallibile. Bisogna avere molta cautela nel trattare il passato di Tex, detto questo, Gian Luigi Bonelli ha lasciato spazio sufficiente, nella storia del personaggio, da poter inserire molte nuove avventure senza tradirne la storia.


Che marchio cerchi di imporre nelle tue sceneggiature?

Nessun marchio. Se scrivo Tex (o Dylan Dog) mi metto soprattutto al servizio del personaggio e dei suoi lettori, un po’ come un attore che si immedesima in un ruolo. Resto sempre io, ma la scrittura si adatta a quel particolare “eroe”. Se invece scrivo storie mie, lo faccio con il mio stile, che credo sia ben riconoscibile da parte dei lettori, con il suo ritmo, i dialoghi serrati, e i personaggi caratterizzati meglio che sia possibile. È un lavoro che mi diverte sempre molto.


In qualche storia di Tex ci sono elementi di fantascienza e soprannaturale. Qual è la tua opinione su queste storie?

Le amo molto. Tex è un western realistico (pur nel suo mito), ma ogni tanto è bello che sconfini nel soprannaturale. Le storie di Mefisto e Yama, ancora oggi, sono fra le più apprezzate dai lettori.


Possono esserci modifiche nei personaggi dei fumetti. Tu farai qualche modifica in Tex?

Sicuramente no.


Nel 2000, Sergio Bonelli ha scritto: “Blueberry, il fratello francese di Tex”. Qual è la tua opinione sulla frase del mitico editore?

Sono personaggi diversi, ma d’altro canto Francia e Italia sono paesi differenti, con differenti sensibilità. Tex e Blueberry sono fratelli diversi. O forse soltanto cugini.


Cosa pensi di una storia con Mike Blueberry e Tex Willer insieme?

Sarebbe interessante, ma non credo che la leggeremo mai.


Tu hai visto i film “Tex e il Signore degli abissi” e “Blueberry, l’expérience secrète”?

Sì. Non ho amato nessuno dei due. Troppo lontani dalla mia idea dei personaggi e del loro mondo.


Tex e Blueberry sono stati pubblicati in più di 20 paesi. A cosa è dovuto il successo dei due eroi del western?

Il western è un genere che non morirà mai. I suoi eroi, sempre uguali dopo tanti anni, costituiscono per noi una certezza, e una fuga da un mondo complicato. Nel West, le regole sono semplici, è facile entrare nelle storie, divertirsi, immedesimarsi. Per questo così tanti lettori continuano a seguire i nostri due eroi.


Qual è il tuo punto di vista su pubblicazioni di nuovi titoli di fumetti western?

Ci sono state proposte molto interessanti (fra tutti Magico Vento), e vedo apparire nuovi personaggi. Spero sempre che abbiano successo, e qualche volta accade. Come ho detto, il western non morirà mai!



Tex Romanzi a Fumetti n. 9
L’uomo dalle pistole d’oro  




Pasquale Ruju


ENTREVISTA COM

 

PASQUALE RUJU,

ROTEIRISTA DE “TEX”

 




Tex n. 693 Il ritorno di Proteus

Nascido em Nuoro, Itália, em 1962, após o ensino médio clássico ele se laureia em Arquitetura em Turim. Apaixonado pelo teatro e pelo cinema, ele se diploma no Laboratorio Teatrale di Torino.

Sucessivamente, ele colabora com “Ipotesi Cinema”, a escola fundada por Ermanno Olmi, e ele realiza diversos curtas-metragens, entre os quais o recente “Password”, e o longa-metragem “Tempo di mezzo”.

Depois de várias experiências teatrais e televisivas, desde 1989 ele se ocupa de dublagem, dando a voz a muitos personagens de séries televisivas e dos desenhos animados.

Debuta no mundo da história em quadrinhos em 1995, escrevendo a histórica breve “Il vicino di casa” para “Dylan Dog”, publicada em “Dylan Dog Gigante” nº 4. Desde então, ele tem ao seu ativo mais de setenta roteiros com o protagonista O Detetive do Pesadelo, mais várias outras histórias para “Nathan Never”, “Tex” e “Dampyr”, além da minissérie “Demian”, por ele criada, saída a partir de maio de 2006, de cuja ele roteirizou todos os dezoito episódios mais quatro números especiais.

E Em 2010, faz a sua estreia em banca de revistas “Cassidy”, minissérie de cuja ele realiza todos os dezoito álbuns. Além de prosseguir com os roteiros de “Dylan Dog” e “Tex”, ele escreve também para “Le Storie”. 



Tex n. 709 La furia di Makua

Roteirista, ele realizou “Tex” números:

“Tex” 598, 599, 621, 622, 625, 626, 645, 646, 666, 667, 680, 681, 684, 685, 688, 689, 690, 691, 692, 693, 694, 703, 704, 708, 709, 719, 720, 721, 722; “Almanacco del West” 2004, “Almanacco del West” 2008, “Almanacco del West” 2015; “Maxi Tex” n° 18; “Maxi Tex” n° 20; “Maxi Tex” n° 22, “Maxi Tex” 25, “Maxi Tex” 26; “Speciale Tex” 29, “Speciale Tex” 30; “Color Tex” 2, “Color Tex” 4, “Color Tex” 8, “Color Tex” 11, “Color Tex” 12, “Color Tex” 13, “Color Tex” 18; “Tex Romanzi a Fumetti” 9, “Tex Romanzi a Fumetti” 11; “Tex Magazine” 1; “Tex Willer” 14, “Tex Willer” 15, “Tex Willer” 16, “Tex Willer” 17.



Tex n. 721 Attentato a Montales


Qual é a origem do sobrenome Ruju?

É um sobrenome sardo que quer dizer “rosso” (vermelho). É típico do centro da Sardenha, a Barbagia.


Tu visitaste o Brasil? E os Estados Unidos da América, o maior palco das aventuras de Tex?

Eu estive diversas vezes no Brasil, mas sempre na costa (Estados do Rio de Janeiro e da Bahia e na cidade de Natal). E eu estive também no Arizona e depois no Monument Valley. Lugares magníficos, para ver ao menos uma vez na vida.


Qual é o teu esporte predileto?

Eu pratiquei por muitos anos as artes marciais, sobretudo caratê e taekwondo. Hoje, eu faço só um pouco de saco de pugilismo e eu vou correr. A idade avança...


Tu recebeste quais prêmios pela tua carreira artística?

Pelo roteiro, eu tive o Premio Cartoomics em 2004. Depois vários outros, entre cujos o prêmio U Giancu, consignado a protagonistas importantíssimos do mundo da história em quadrinhos, como Hugo Pratt, Sergio Bonelli, Sergio Toppi, Milo Manara e Guillermo Mordillo.


As tuas experiências no teatro e na televisão são utilizadas nos teus roteiros de histórias em quadrinhos?

Roteirizar é um ofício que requer competências também muito diversas. Da experiência teatral e televisiva eu peguei o ritmo das falas e a sua construção cinematográfica mais que literária. Cada fala deve poder ser lida em alta voz e resultar credível, como o é na mente do leitor.


Tu fazes esboços das pranchas das histórias para os desenhistas?

De sólito não. Eu forneço descrições acuradas e material documentário (mapas, fotografias, ilustrações do tema) para tornar mais fácil o trabalho deles.


Quais são os teus personagens prediletos das histórias em quadrinhos?

Entre os clássicos bonellianos, Tex, Dylan Dog e Mister No. Mas eu leio um pouco de tudo. Eu amo muito a história em quadrinhos sul-americana e aquela francesa. Eu leio Blueberry, Dago, Alpha, Cayenna, Largo Winch, Blacksad, para citar só alguns. Eu leio também os americanos, mas sempre menos os super-heróis. São muitos volumes interessantes de gênero noir, nos últimos anos, de “Sin City” de Frank Miller a “Southern Bastards” e “100 Bullets”, para dar um exemplo.


Tu gostaria de escrever histórias de quais personagens das histórias em quadrinhos?

Eu gostaria de escrever histórias para Mister No, personagem que eu tenho amado muito e com cujo eu cresci. Depois seguramente Diabolik, e entre os americanos o Justiceiro, um personagem das grandes potencialidades.


Como surgiu o convite para escrever Tex? Tu sentiste algum receio frente à responsabilidade em trabalhar com o maior personagem das histórias em quadrinhos italianas?

Decerto é um compromisso importante e uma grande responsabilidade. Foi Sergio Bonelli o primeiro a propor-me de entrar na equipe texiana. À época, eu escrevia, sobretudo, para “Dylan Dog” e eu começava a trabalhar às minhas séries (“Demian”, “Cassidy”). Eu fiz alguns roteiros para os “Almanacco del West”, mas seria a história “La prova del fuoco” (“Tex” nº 598 e 599) a fazer-me entrar definitivamente no staff dos roteiristas de “Tex”.


Há diferenças em roteirizar uma edição especial de Tex, como “Color Tex” ou “Almanacco del West”, e uma história da série regular?

A maior diferença é o número de pranchas, mais breve, que requer uma história adaptada a fechar-se em pouco espaço. Para o resto, as dinâmicas e os personagens são os mesmos, e assim o compromisso que vai colocado para os desenhos e os roteiros.


Quais as tuas preferências quanto à estrutura de teus roteiros? Por exemplo, tu preferes escrever aventuras solitárias de Tex ou tu te divertes com os quatro pards em ação?

Agrada-me mudar. Se eu fiz uma aventura com Tex “em solitária”, de solito prefiro na história, depois, ter também Carson, ou se possível todos os quatro pards. Uma boa história de Tex vem enriquecida pela presença dos companheiros, como também de maus à altura do nosso herói.


Tu achas interessante explorar o passado de Tex em sua nova série? Quais as possibilidades e os limites tu identificas nessa empreitada?

Decerto escrever o jovem Tex tem sido muito divertido. É um personagem um pouco diverso do ranger que conhecemos. Menos maduro e menos infalível. É necessário ter muita cautela ao tratar o passado de Tex, dito isso, Gian Luigi Bonelli deixou espaço suficiente, na história do personagem, para poder inserir muitas novas aventuras sem trair a história.


Que marca tu procuras impor em teus roteiros?

Nenhuma marca. Se eu escrevo “Tex” (ou “Dylan Dog”), eu me coloco, sobretudo, a serviço do personagem e dos seus leitores, um pouco como um ator que se identifica em um papel. Fico sempre eu, mas a escritura se adapta àquele particular herói. Se ao invés eu escrevo as minhas histórias, o faço com o meu estilo, que eu creio seja bem reconhecível por parte dos leitores, com o seu ritmo, os diálogos fechados, e os personagens caracterizados o melhor que seja possível. É um trabalho que me diverte sempre muito.


Em algumas histórias de Tex há elementos da ficção científica e do sobrenatural. Qual é a tua percepção sobre isso?

Amo-as muito. “Tex” é um western realístico (enquanto no seu mito), mas cada tanto é belo que passe a fronteira no sobrenatural. As histórias de Mefisto e Yama, ainda hoje, são as mais apreciadas pelos leitores.


Acontecem modificações em personagens de histórias em quadrinhos. Tu farias alguma modificação em Tex?

Seguramente não.


Em 2000, Sergio Bonelli escreveu: “Blueberry, o irmão francês de Tex”. Qual é a tua opinião sobre a frase do mítico editor?

São personagens diversos, mas por outro lado França e Itália são países diferentes, com diferentes sensibilidades. Tex e Blueberry são irmãos diversos. Ou porventura somente primos.


O quê tu pensas sobre uma história de Mike Blueberry e Tex Willer juntos?

Seria interessante, mas não creio que nós a leremos um dia.


Tu assististe aos filmes “Tex e il Signore degli abissi” (“Tex e o Senhor do Abismo”, título no Brasil) e “Blueberry, l’expérience secrète” (“Blueberry – Desejo de Vingança”, título no Brasil)?

Sim. Eu não amei nenhum dos dois. Demais distantes da minha ideia dos personagens e do mundo deles.


Tex e Blueberry já foram publicados em mais de 20 países. A quê se deve o sucesso desses dois heróis western?

O western é um gênero que não morrerá nunca. Os seus heróis, sempre iguais depois de tantos anos, constituem, para nós, uma certeza e uma fuga de um mundo complicado. No Oeste, as regras são simples, é fácil entrar nas histórias, divertir-se, identificar-se. Por isso assim tantos leitores continuam a seguir os nossos dois heróis.


Qual é o teu ponto de vista sobre publicações de novos títulos de histórias em quadrinhos western?

Tem havido propostas muito interessantes (entre todos Mágico Vento), e eu vejo aparecer novos personagens. Eu espero sempre que tenham sucesso e alguma vez acontece. Como eu disse, o western não morrerá nunca!



Tex Romanzi a Fumetti n. 11 La frustata


Fonte da biografia e da bibliografia texiana de Pasquale Ruju: Sergio Bonelli Editore, Milano, Italia.

Fonte das imagens: Pasquale Ruju.

O personagem Tex foi criado por Giovanni Luigi Bonelli e realizado graficamente por Aurelio Galleppini.

Tex © Sergio Bonelli Editore

 

Un grande ringraziamento a Pasquale Ruju per l’intervista al blog Blueberry e al sito Quinta Capa. Um grande agradecimento a Pasquale Ruju pela entrevista ao blog Blueberry e ao sítio Quinta Capa.


Afrânio Braga
Blog Blueberry

Rafael Machado
Quinta Capa