domingo, 1 de março de 2026

Sur le piste de Blueberry – Na Trilha de Blueberry

Sur la piste de Blueberry

Todos nós temos alguma coisa de Blueberry... D’Anlor a Fred Duval, de Lauffray a Marini ou de Ralph Meyer a Philippe Xavier, a fina flor da história em quadrinhos contemporânea nos oferece um prolongamento à obra de Charlier e Giraud...

Pela equipe Dargaud
14 de novembro de 2025 




Ele se chama Mike Steve Donovan, mas nós o conhecemos melhor sob o nome de Blueberry – myrtille1, em francês. Ele nasceu em 31 de outubro de 1963 nas páginas do hebdomadário “Pilote”, sob a caneta de Jean-Michel Charlier e o pincel de Jean Giraud. À ocasião do aniversário do primeiro álbum de suas aventuras, “Fort Navajo”, publicado em 1965, a sua editora histórica consagra a ele uma antologia de histórias curtas, colocadas em cena por alguns tenores da Nona Arte. Uma homenagem merecida para um herói de referência do western e da história em quadrinhos, apresentada na introdução como “um personagem que cavalga em nossas imaginações, sempre em fuga ou em busca de um tesouro perdido, vagando seu visual desalinhado e cansado nas paisagens fabulosas.”

N. C.: 1) Blueberry, em inglês; myrtille, em francês; mirtilo, em português.


Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, cerca de 1974.


Todos nós temos alguma coisa de Blueberry... e não são os autores dessas histórias e ilustrações inéditas que dirão ao contrário! De Anlor a Fred Duval, de Lauffray a Marini ou de Ralph Meyer a Philippe Xavier, a fina flor da história em quadrinhos contemporânea, dão um prolongamento ao tom muito pessoal – às vezes inesperado, às vezes emocionante, sempre empolgante – à obra de Charlier e Giraud, com essas histórias que se alternam entre realismo e humor. Os aficionados são convidados a reconhecer os quadrinhos e as cenas em forma de piscadela a alguns álbuns míticos, à imagem do célebre panorama de abertura de “La Mine de l’Allemand perdu”2. Certos autores se divertem a parodiar os famosos recitativos de Charlier, outros se apropriam da juventude do herói ou inventam uma velhice a ele. Todos saúdam a riqueza dessa obra abundante e a força de um personagem que atravessou as gerações para se inscrever na nossa memória coletiva. Um álbum completado por um texto de introdução apaixonante, que retraça o percurso do herói mais mal barbeado da história em quadrinhos.

N. C.: 2) “La Mine de l’Allemand perdu”: “A Mina do Alemão Perdido”. 


Ilustrações de Jean Giraud.


29 roteiristas e desenhistas se lançaram sobre a trilha de Blueberry: Anlor, Alberto Belmonte, Dominique Bertail, Michel Blanc-Dumont, Blutch, Olivier Bocquet, Vincent Brugeas, Stefano Carloni, Alexandre Coutelis, Fred Duval, Jérôme Félix, Paul Gastine, Daniel Goossens, Mathieu Lauffray, Lu Ming, Jean Mallard, Milo Manara, Enrico Marini, Mathieu Mariolle, Thierry Martin, Matz, Ralph Meyer, Félix Meynet, Vincent Perriot, Corentin Rouge, Olivier TaDuc, Ronan Toulhoat, Jean-François Vivier e Philippe Xavier.




Boa leitura.

Fonte: Dargaud Éditeur, Paris, France.

Afrânio Braga

Álbum “Na Trilha de Blueberry” à venda na Amazon – clique no link abaixo: