Sur la piste de Blueberry
Todos nós temos
alguma coisa de Blueberry... D’Anlor a Fred Duval, de Lauffray a Marini ou de
Ralph Meyer a Philippe Xavier, a fina flor da história em quadrinhos
contemporânea nos oferece um prolongamento à obra de Charlier e Giraud...
Pela equipe Dargaud
14 de novembro de 2025
Ele se chama Mike
Steve Donovan, mas nós o conhecemos melhor sob o nome de Blueberry – myrtille1, em francês. Ele nasceu em 31 de
outubro de 1963 nas páginas do hebdomadário “Pilote”, sob a caneta de
Jean-Michel Charlier e o pincel de Jean Giraud. À ocasião do aniversário do
primeiro álbum de suas aventuras, “Fort Navajo”, publicado em 1965, a sua
editora histórica consagra a ele uma antologia de histórias curtas, colocadas
em cena por alguns tenores da Nona Arte. Uma homenagem merecida para um herói
de referência do western e da história em quadrinhos, apresentada na introdução
como “um personagem que cavalga em nossas imaginações, sempre em fuga ou em busca
de um tesouro perdido, vagando seu visual desalinhado e cansado nas paisagens
fabulosas.”
N. C.: 1) Blueberry, em
inglês; myrtille, em francês; mirtilo, em português.
Jean-Michel
Charlier e Jean Giraud, cerca de 1974.
Todos nós temos
alguma coisa de Blueberry... e não são os autores dessas histórias e
ilustrações inéditas que dirão ao contrário! De Anlor a Fred Duval, de Lauffray
a Marini ou de Ralph Meyer a Philippe Xavier, a fina flor da história em
quadrinhos contemporânea, dão um prolongamento ao tom muito pessoal – às vezes
inesperado, às vezes emocionante, sempre empolgante – à obra de Charlier e
Giraud, com essas histórias que se alternam entre realismo e humor. Os
aficionados são convidados a reconhecer os quadrinhos e as cenas em forma de
piscadela a alguns álbuns míticos, à imagem do célebre panorama de abertura de
“La Mine de l’Allemand perdu”2. Certos autores se divertem a parodiar os famosos recitativos de
Charlier, outros se apropriam da juventude do herói ou inventam uma velhice a
ele. Todos saúdam a riqueza dessa obra abundante e a força de um personagem que
atravessou as gerações para se inscrever na nossa memória coletiva. Um álbum
completado por um texto de introdução apaixonante, que retraça o percurso do
herói mais mal barbeado da história em quadrinhos.
N. C.: 2) “La Mine de
l’Allemand perdu”: “A Mina do Alemão Perdido”.
Ilustrações
de Jean Giraud.
29 roteiristas e
desenhistas se lançaram sobre a trilha de Blueberry: Anlor, Alberto Belmonte, Dominique
Bertail, Michel Blanc-Dumont, Blutch, Olivier Bocquet, Vincent Brugeas, Stefano
Carloni, Alexandre Coutelis, Fred Duval, Jérôme Félix, Paul Gastine, Daniel
Goossens, Mathieu Lauffray, Lu Ming, Jean Mallard, Milo Manara, Enrico Marini,
Mathieu Mariolle, Thierry Martin, Matz, Ralph Meyer, Félix Meynet, Vincent
Perriot, Corentin Rouge, Olivier TaDuc, Ronan Toulhoat, Jean-François Vivier e
Philippe Xavier.
Boa leitura.
Fonte: Dargaud Éditeur,
Paris, France.
Afrânio Braga
Álbum “Na Trilha de
Blueberry” à venda na Amazon – clique no link abaixo:




