quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Jean Giraud-Moebius: “A HQ tem necessidade de ser vista” - Entrevista

ENTREvista
Jean Giraud-Moebius: "A HQ tem necessidade de ser vista"

Por Eric Mettout 
Publicado em 25/10/2007, atualizado em 03/04/2014 às 11:59 horas


Quer ele assinasse seu verdadeiro nome ou Moebius, ele fazia a admiração de seus pares. Jean Giraud, falecido nesse sábado, era um mestre. Ele tinha participado, ao lado de William Vance e de Jean Van Hamme no buquê final de “XIII” (“La Version irlandaise”, Dargaud), essa saga que, após vinte e quatro anos, faz a felicidade de centenas de milhares de fiéis. Inapreensível, Jean Giraud? Exatamente.


     Moebius
       DR

Jean Giraud, aliás, Moebius, faleceu nesse sábado em consequência de uma longa doença. Em 2007, “L’Express” o encontrou para uma longa entrevista, na qual ele contou sua concepção da história em quadrinhos.


A série “XIII” é uma das mais populares da história em quadrinhos contemporânea. E um best-seller. Em se transplantando sobre um sucesso semelhante, não se arriscaria de perder um pouco de sua alma?

Quando se desenha uma HQ cuja cada volume vende mais de 100.000 exemplares, os interesses editoriais ultrapassam o quadro da simples criatividade, forçadamente empurrada pelas interferências exteriores. Pode-se considerar que é uma poluição e em se preservar de maneira radical. Isso não é o meu caso. Eu não me considero como um militante, que defende sua arte de um ponto de vista político. Eu luto apenas para tentar transmitir minha percepção do mundo. Outras que me são habitadas por uma espécie de missão: a vontade de refletir sobre o sistema. Ela sempre me tem sido estranha. Quando eu tenho devido escolher entre “Hara-Kiri” e “Blueberry”, eu tenho escolhido “Blueberry”. O desejo de brincar com cowboys tem sido mais forte que aquele de mudar o mundo. No entanto, Cavanna me tinha prevenido. Ele me dizia que desenhando Blueberry eu retornava no “nada”, então que trabalhando com ele, eu influenciava sobre o real. Ei! Bem, não, eu não sou verdadeiramente interessado por isso, mesmo se eu tenho uma grande afeição por aqueles que têm tomado outro caminho e lá têm feito seu trabalho, e muito bem, como Gébé, Reiser e todos os outros. E em seguida, meu trajeto tem dado nascimento a “Métal hurlant”. Isso não é tão mal.


De fato, entre Moebius e Jean Giraud, entre “L’Incal” e “Blueberry”, hoje “XIII”, você é difícil em arrumar...

Eu amo esse lado caótico e indefinível. Eu aceito aquilo que eu sou. Eu não desejo ser outro alguém nem me conformar em um ideal pré-fabricado. É o resultado de um processo que escapa largamente na análise exterior, de fato, às vezes, na análise que eu posso fazer do interior! Mas é minha única maneira de existir. Minha identidade.


Como uma forma de serenidade?

Eu tenho tido meu período “meditação transcendental”, esse gênero de coisa, até quando eu me disse: “Está bom, agora é tempo de viver.” E eu vivi. De modo muito ordinário: eu tomo o metrô, o ônibus, eu faço uso da bicicleta, do patinete, eu tenho meu carro, eu pago meus impostos, eu saio de férias, eu tento falar a minhas crianças, eu tenho uma vida em família, não forçadamente genial, mas não mais desastrosa. Não é o nirvana, não mais o inferno. Profissionalmente eu devo me desordenar. Eu vejo chegar uma jovem geração esfomeada de ser. Sua violenta vontade de existir me obriga a me reprogramar em permanência, para permanecer vivo. Por conseguinte, quando Dargaud me propôs “XIII”, uma grande tiragem, um enorme sucesso popular, eu refleti duas vezes antes de mandá-los passear. Esse mundo da ação escondida, da paranoia e do poder, tal qual é descrito na série, é atraente e assustador ao mesmo tempo. Ele corresponde a uma cultura muito atual do entretenimento, de “24 Horas” aos romances de Ludlum: uma colocação em cena dos Estados Unidos por eles mesmos.


Um mundo que, no mais, você não é totalmente estrangeiro...

Eu tenho sempre me banhado ali dentro: quando eu desenhava o western ou a ficção científica, eu me divertia com os mitos americanos. Eu sou um puro produto da penhora cultural do mundo anglo-saxônico sobre o planeta – mesmo se eu tento tirar o meu alfinete do jogo e afirmar minha especificidade. Para os europeus, meu trabalho é exógeno, para os americanos também: eu faço western francês que se desenrola nos Estados Unidos. Blueberry é francês? Ele é americano? De fato, eu sou de nenhuma parte, no where. Sim, é isso: eu sou de Nowhere City!


E “XIII”, é um pouco a mesma coisa...

É uma exploração provincial da América. William Vance [o desenhista de “XIII”] gaba-se de nunca ter colocado os pés nos Estados Unidos. Aquilo que mais me tem desconcertado, com “XIII”, é de ter que desenhar essa excentricidade que representa, para mim, o mundo contemporâneo. Com o western, eu trabalho sobre um universo fechado, circunscrito no tempo e no espaço. Quanto à ficção científica, ela é tão aberta que não há outras limitações como aquelas que eu imponho a mim mesmo para guardar um mínimo de coerência. Com “XIII”, eu tenho devido me documentar, reaprender a andar. Ela estava ali, minha dor – uma dor de rico!


Como explica que as edições Dargaud tenham feito chamada a você?

É uma marca de confiança, um tributo para uma carreira bem repleta. Era um verdadeiro desafio. Às vezes, eu não me safo. As reações de meu editor, Yves Schlirf, de Vance, de Van Hamme [o roteirista de “XIII”] me têm reconfortado, mas não suficientemente para me tranquilizar. Segundo eu, um artista deve ser capaz de avaliar a si mesmo, sem se deixar abusar pela vaidade, sem fazer seu topetinho. É um exercício difícil, para os estreantes, que não têm sempre as chaves, como para os velhos profissionais, cujas artérias sensoriais têm endurecido. Tem-se uma imagem de si que se amaria majestosa, mas, ao mesmo tempo, se sente mais e mais frágil. Quando se é jovem, cada experiência faz avançar. Em minha idade, 69 anos, eu não sou certo de ter ainda as zonas de aprendizado disponíveis. Quando eu trabalho, eu atravesso, por conseguinte, os momentos de dúvida que me empurram para fazer o melhor. Nunca eu não sou em roda livre, nunca eu me disse: “Isso, eu sei fazer.” Além disso, eu acredito profundamente, é cultural, que o trabalho e a pena são recompensados. De fato, o ser humano acumula do saber-fazer, da experiência, mas, no momento onde ele poderia se beneficiar, suas faculdades se degradam – aquilo no qual ele é mais difícil de julgar, porque a percepção de si mesmo é alterada! Pode-se tirar uma lição pessimista: tudo vai embora. Mas quanto o admitir e agir em consequência. Conforme Alejandro Jodorowsky [cineasta e roteirista, notadamente, com Moebius, da série “L’Incal”], não se deve nunca dizer: “É terminado”, nem dar um limite no tempo às suas faculdades de criação, até mesmo à sua vida simplesmente.


A criação, combate contra a morte, não é, portanto, somente um clichê?

A luta pela sobrevivência é um aspecto da criação. Existe também a luta pela beleza. O quê é a beleza? O quê é o estilo? O quê é o desenho? Para mim, essas questões se confundem com minha vida. Um artista é a expressão dele mesmo, mas igualmente de uma palavra geracional, de uma época, que é abandonada pela seguinte, petiscada por partes inteiras, até aquela que o muro se desmorone. Eu sou uma espécie de monumento histórico. É um feito incontornável. Eu não tenho que corar. Eu não tenho mais que levar a tiracolo. Os desenhistas de minha geração me têm reconhecido, como eu os reconheci. Todos não são midiatizados, mas eu sei aquilo que eu devo a eles, a todos. Agora, é verdade, a história em quadrinhos também tem necessidade de figuras emblemáticas.


Ela, no entanto, produziu pouco...

A HQ deve se bater para ser vista. Hergé, há muito tempo, serve de rosto na Europa. Conhecia-se Uderzo, Charlier, Bilal... Outros desembarcam, como Marjane Satrapi. Alguém como Sfar tem todas as qualidades humanas e artísticas para ser um ícone, notadamente essa ambição de tornar-se um elemento essencial do mundo. Ele é de sua geração e levado por ela. É como quando os políticos têm visto desembarcar Ségolène Royal: lugar aos jovens!


A comparação é ousada!

Evidentemente: ela não é pergunta de avaliar o poder. E atrás disso, a verdade está em jogo, é a HQ, sua existência, sua visibilidade. A história em quadrinhos francesa é em uma posição bizarra: ela é extremamente vivaz, mas essa vivacidade é em si inquietante, porque ela é também muito isolada. No mundo, dois outros países têm uma forte produção: o Japão e os Estados Unidos. E eles exportam. A França, que borbulha de criatividade, não exporta nada. Os profissionais e os leitores franceses não ignoram nada daquilo que se faz no Japão ou nos Estados Unidos. Os leitores japoneses ou americanos não conhecem nada daquilo que se faz na França. Mesmo na Alemanha, na Grã-Bretanha ou na Itália, não se sabe nada da história em quadrinhos franco-belga. Esse paradoxo me estraga as fichas. É como se uma bomba estava sobre o ponto de explodir.


Como você explica essa falta de reconhecimento internacional?

A história em quadrinhos francesa não é assaz exótica e a edição francesa é fragmentada. Ela avança em ordem dispersa, sem estratégia comum. A França agita-se, pratica a autofagocitose, a autocombustão, e gira em círculo. Eu falo regularmente com os editores, mas eles são demais ocupados por suas viagens a Tóquio, onde eles vão comprar os mangás e desenvolver seu departamento de história em quadrinhos japonesa.


Você lamenta então essa estratégia de visão curta?

Eu tenho contribuído em importar os mangás, na Europa, porque eu acho isso formidável. Mas isso me parece que, hoje, se é cego face a essa ameaça. Diz-se que a HQ francesa anda bem. E é verdade, no seu pequeno circuito fechado. Mas é doentia. No entanto, mais que a HQ é também em competição com o MP3, o telefone, os vídeo games... Todo o mundo rola para si e se puxa a crina.  Isso me lembra “Astérix”, ou a conquista do Oeste, com as tribos que não chegam a se entender e que são engolidas pela cavalaria americana. Ao mesmo tempo, essa diversidade, ela é genial: os Estados Unidos são um país uniforme, uma sociedade mcdonaldisada.


Precisamente, na França, se lê também muito história em quadrinhos de autor quanto os mangás...

A história em quadrinhos cobre um espectro largo e rico. Se ela se limitasse a um editor popular, como Soleil, ou, ao inverso, às experimentações da Association, isso seria inquietante – e, aliás, na Association, não se desejaria ver desaparecer a HQ de massa, não mais que na Soleil não se desejaria ver desaparecer a HQ de laboratório. As duas devem poder coabitar. Quando, em 1975, com Jean-Pierre Dionnet, Philippe Druillet e Bernard Farjas, se tem criado as edições dos Humanoïdes Associés, se tem participado da comunitarização das tendências.  Eu era retraído, quando eu trabalhava em “Pilote”, pela heterogeneidade: do todo popular de baixo nível às coisas muito ambiciosas, quase esotéricas. Isso não permitia a expressão de um sonho coletivo consciente. Em torno dos “Humanos” ou de “L’Echo des savanes” um geração se é cristalizada, aquela dos “jovens adultos”. O trabalho fornecido, durante dez anos, por nossa revista, “Métal hurlant”, tem mudado o tratamento e feito evoluir o olhar dado sobre a história em quadrinhos. Hoje, eu sinto a mesma energia, mas eu não posso me impedir de ser minado por uma angústia surda: atrás da ebulição, eu entendo vir a agitação.


Jean Giraud
1938 Nascimento em Nogent-sur-Marne (Val-de-Marne), França.
1963 Publicação, em “Pilote”, de “Fort Navajo”, primeiro episódio da série “Blueberry”, sobre um roteiro de Jean-Michel Charlier.
Assina, sob o pseudônimo de Moebius, histórias curtas em “Hara-Kiri”.
1975 Cocriação de “Métal Hurlant” e das edições Les Humanoïdes Associés.
1980 Publicação de “L'Incal noir”, primeiro volume da série L'Incal, sobre um roteiro de Alejandro Jodorowsky.
1981 Grand prix de la ville d'Angoulême, por ocasião do Festival de la BD. N. C.: Grande Prêmio da Cidade de Angoulême, França. Festival da HQ.
1984 Instala-se, por cinco anos, nos Estados Unidos e trabalha com James Cameron e Ron Howard.
1997 Colabora em “Le Cinquième Elément”, de Luc Besson. N. C.: “O Quinto Elemento”, filme.
2007 Lançamento de “La Version irlandaise”, sobre um roteiro de Jean Van Hamme.

Fonte: L’Express, Paris, França.

Jean Giraud-Moebius: "La BD a besoin d’être vue" – Interview © Eric Mettout, L’Express 2007

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil




domingo, 1 de janeiro de 2017

“La Jeunesse de Blueberry” nº 13 “Il faut tuer Lincoln”

Capa, 2003. N. C.: Blueberry e três membros da seita
“O Punhal de Sangue” na estação de Upper Darby.

Ficha técnica

“Il faut tuer Lincoln”
“É Preciso Matar Lincoln” N. C.: ou “Lincoln Deve Morrer”
Roteiro: François Corteggiani
Desenhos e capa: Michel Blanc-Dumont
Cores: Claudine Blanc-Dumont
Volume: 13
Ano de publicação: 2003 (a); 2010 (b) (1)
Número de pranchas: 46
Gênero: Western
Preço: 11,99 €
Formato: 22,5x29,5 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Edição: a) Mais quatro páginas de dossiê “La Jeunesse de Blueberry” (2). b) Collection Les indispensables de la BD.

Fonte: Dargaud Éditeur e Bedetheque.

N. C.:

1) As capas e as contracapas das edições são idênticas, exceto pela inclusão do título Les indispensables de la BD naquela de 2010. As contracapas apresentam a relação de títulos publicados de “Blueberry”, “Marshal Blueberry”, “La Jeunesse de Blueberry” e “Hors collections” até então.

2) O dossiê, no início da edição de 2003, têm as quatro páginas sem numeração e os seguintes artigos:

La Jeunesse de Blueberry
Artigo em um quadro sobre a ilustração de Blueberry, feita por Michel Blanc-Dumont, exposta abaixo.



Os Diferentes Ciclos de “La Jeunesse de Blueberry”
Antes de se tornar um mito do Oeste, em cujo alguém extrai as suas lembranças, o Tenente Blueberry tem participado da Guerra de Secessão. Essas são suas origens e seu papel naquela guerra que vos são contadas na série “La Jeunesse de Blueberry”.

N. C.: Os cinco ciclos, até então, com as capas, os títulos e os anos de publicação dos seus respectivos álbuns.


A Guerra de Secessão, pano de fundo de “La Jeunesse de Blueberry”
A primeira guerra moderna

N. C.: O artigo é ilustrado por duas fotografias da Guerra de Secessão, também chamada de Guerra Civil Americana, expostas abaixo.

 Oficiais do 2º Regimento de Artilharia dos Estados Unidos.


Encontro entre o presidente A. Lincoln e o general Mc Clellan anunciando a proclamação de emancipação dos escravos (1862). N. C.: Em Antietam, Maryland.

N. C.: A Proclamação de Emancipação foi uma lei elaborada em 22 de setembro de 1862 pelo Presidente dos Estados Unidos Abraham Lincoln e que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1863, abolindo a escravidão em todo o território confederado ainda em Guerra Civil. A lei não se estendia aos estados fronteiriços escravistas que não haviam se separado da União, e aos estados Confederados já sob controle. À época de sua ratificação, a Proclamação libertou um número mínimo de escravos, mas conforme a União anexava os territórios Confederados, esta abriu caminho para a abolição total da escravidão no território americano. A escravidão tornou-se ilegal através da aprovação da 13ª Emenda Constitucional, fato que se deu em 1865. A lei foi severamente criticada nos estados do Sul, cuja atividade econômica era baseada na mão de obra escrava. Contudo, a adesão desta medida em todos os estados Confederados assegurou o principal foco de Lincoln: reforçar os laços da União. Fonte: Wikipédia.


A Propósito dos Autores de “La Jeunesse de Blueberry”

N. C.: Os roteiristas e os desenhistas e os títulos dos álbuns realizados por eles; ilustrado pelo extrato do quadrinho 1 da prancha 5 do álbum “La Piste des maudits”, exposto abaixo.



N. C.: A dedicatória da página 2:

Para o amigo Guy Vidal,
testemunha ardente das primeiras páginas desse álbum
e que se foi quando se tinha
ainda tantas coisas a se dizer.

N. C.: Guy Vidal, roteirista e jornalista francês, faleceu em 4 de outubro de 2002. Ele é o autor do livro “Jean-Michel Charlier. Un réacteur sous la plume”.


Prancha 1. 


Prancha 2. 


Prancha 3. 


Prancha 4. 


Prancha 5. 


Prancha 39. 


Contracapa, 2003.


A capa, “Les indispensables de la BD”, 2010.


Éléonore Mitchell, a ex-agente de Allan Pinkerton, está aliada a um grupo de fanáticos respondendo ao nome do “Punhal de sangue”, que tem fomentado um complô visando assassinar o presidente Lincoln quando de seu retorno em trem a Washington.

Acreditando que Blueberry está morto, enquanto que este se livra das garras dos sulistas, ela se dirige com seus cúmplices rumo à estação de triagem de Upper Darby pela qual o trem, onde viaja incógnito sua futura vítima, deve transitar. Upper Darby, onde Blueberry e seus companheiros chegam por meios diferentes.

Upper Darby, onde o enfrentamento final deve se desenrolar, enquanto que ao mesmo momento, longe dali, outros acontecimentos se desenrolam, destinados a reduzir a nada os exércitos do Norte. Sempre inspirado por seu sedutor e simpático herói, Corteggiani nos oferece uma aventura trepidante colocada em valor por um Blanc-Dumont no ápice de sua arte, particularmente nas cenas de ação.

Fonte: Dargaud Éditeur.


A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

Fonte das imagens: Bedetheque: capa, prancha 39 e contracapa, 2003; capa, 2010. Blog BéDé: Blueberry a cavalo e extrato do quadrinho 1 da prancha 5 de “La Piste des maudits”. BDfugue: pranchas 1, 2, 3, 4 e 5. Poetree Creations: oficiais nortistas. Wikipedia: Presidente Abraham Lincoln e general George B. Mc Clellan em Antietam, Maryland, 1862.

La Jeunesse de Blueberry nº 13 Il faut tuer Lincoln © François Corteggiani, Michel Blanc-Dumont, Dargaud Éditeur 2003, 2010


Afrânio Braga

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Blueberry L’Intégrale volume 5

Capa. 


Página 1. 


Página 2. 


Página 3. N. C.: Charlier e Giraud, em 1974, em plena sessão de trabalho
no ateliê do desenhista, para as necessidades de uma reportagem televisiva.


Página 4. 


Página 5. 


Página 6. N. C.: Desenho de Mike Blueberry por Jean Giraud: 
Le dernier visage de Blueberry (“O Último Rosto de Blueberry”). 
Ilustração usada em um cartaz promocional para a saída do álbum 
Ballade pour un cercueil (“Balada Para Um Caixão”), em 1974.


Ficha técnica

“Blueberry L'intégrale” tome 5
“Chihuahua Pearl”, “L’Homme qui valait 500 000 $” e “Ballade pour un cercueil”
Roteiros: Jean-Michel Charlier
Desenhos e capa: Jean Giraud
Cores: Évelyne Tran-Lê -
“Chihuahua Pearl”; Jean Giraud - “L’Homme qui valait 500 000 $”; Quadricromia - “Ballade pour un cercueil”
Lançamento: 2 de dezembro de 2016
Número de páginas: 216
Pranchas: 154
Gênero: Western.
Preço: 29,99 
Formato: 23,5x31,0 cm.
Público: adolescente e adulto - a partir de 16 anos
Editora: Dargaud Éditeur
Outras informações: Edição original. Integral

Fonte: Dargaud Éditeur e Bedetheque.



N. C.:

1) A ilustração da capa é aquela da capa de “Blueberry” nº 13 “Chihuahua Pearl”, álbum publicado pela editora Dargaud em 1973.

2) Informação da edição: Anotado “Primeira Edição”. Contém, na estreia do álbum, um dossiê, de 36 páginas, em cujo 29 páginas de textos e ilustrações do editor, assim como 7 páginas redigidas por Dominique Bertail e intituladas “Blueberry ou l’art de la frontière”. A história “Ballade pour un cercueil” é precedida, como a edição original, de um caderno, de texto e fotografias de época, de 17 páginas. Fonte: Bedetheque.



Texto da página 2:

Caro leitor,

Esse quinto volume de “l’Integral Blueberry”,
previsto em 9 volumes, retoma as páginas da série que foram
publicadas em Pilote, de 10 de setembro de 1970 a 9 de novembro de 1972.
Nós escaneamos as colocações em cores originais dos álbuns,
que foram validadas ou refeitas por Jean Giraud. Para encontrar
um pouco o espírito folhetinesco da revista, onde as páginas eram
geralmente publicadas em duas opostas, nós principiamos
 cada história na página da esquerda.

Nós vos desejamos uma maravilhosa leitura de uma
das obras mais míticas da história em quadrinhos.

O editor tem muito particularmente a agradecer a
Isabelle Giraud e Philippe Charlier
 por sua colaboração e seu apoio.

_______________________________


CHIHUAHUA PEARL foi pré-publicado em Pilote Hebdo,
 do nº 566 de 10 de setembro de 1970 ao nº 588 de 11 de fevereiro de 1971.
Primeira edição em álbum em 1973 na Dargaud.

L’HOMME QUI VALAIT 500 000 $ foi pré-publicado em Pilote Hebdo,
do nº 605 de 10 de junho de 1971 ao nº 627 de 11 de novembro de 1971.
Primeira edição em álbum em 1973 na Dargaud.

BALLADE POUR UN CERCUEIL foi pré-publicado em Pilote Hebdo,
do nº 647 de 30 de março de 1972 ao nº 679 de 9 de novembro de 1972.
Primeira edição em álbum em 1974 na Dargaud.



Resumo de “Blueberry L’Intégrale” volume 5

“Chihuahua Pearl”, “L’Homme qui valait 500 000 $” e “Ballade pour un cercueil” reúnem a quinta essência daquilo que fez a lenda Blueberry: roteiro romanesco de Jean-Michel Charlier, que narra a louca busca do tesouro dos confederados; colocado em cena desenfreada por um Jean Giraud no apogeu de sua arte, multiplicando as audácias gráficas e narrativas. O western em história em quadrinhos levado aos cumes ainda inviolados, reunidos em um integral mítico.

Fonte: Dargaud Éditeur.


 

N. C.: As histórias “Chihuahua Pearl” (“Chihuahua Pearl”), “L’Homme qui valait 500 000 $” (“O Homem Que Valia $500 000”) e “Ballade pour un cercueil” (“Balada Para Um Caixão”) compõem o volume 5 de “Blueberry L’Intégrale”. As imagens acima mostram as capas de reedições dos três álbuns.

Fontes das imagens: Bedetheque: capa de “Blueberry” tome 13 “Chihuahua Pearl”, 1973. Dargaud Éditeur: as demais.

A série "Blueberry" foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.
Blueberry L'intégrale” tome 5 © Jean-Michel Charlier, Jean Giraud, Dargaud Éditeur 2016

Afrânio Braga

Edições do grupo Média-Participations na Livraria Amazon Brasil





segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

“La Jeunesse de Blueberry” nº 12 “Dernier train pour Washington”

Capa, 2001. N. C.: Blueberry e Éléonore Mitchell, ex-agente 
da Pinkerton, sua inimiga; atrás de Mike: sargento 
Grayson e Homer, seus companheiros.


Prancha 1. 


Prancha 2. 


Prancha 3. 


Prancha 4. 


Prancha 5. 


Prancha 7. 


Prancha 26. 


Contracapa, 2001.

Ficha técnica

“Dernier train pour Washington”
“Último Trem para Washington”
Roteiro: François Corteggiani
Desenhos e capa: Michel Blanc-Dumont
Cores: Claudine Blanc-Dumont
Volume: 12
Ano de publicação: 2001; 2006 (a); 2010 (b); 2013 (c) (1)
Número de pranchas: 46
Gênero: Western
Preço: 11,99 €
Formato: 22,5x29,5 cm
Público: Todos os públicos – Família
Dargaud Éditeur, Paris, França

Edição: a) Página 1 com retrato Blueberry e roteiro Jean-Michel Charlier, desenho Jean Giraud; Página 2 com erro? Dargaud 1975. b) Collection Les indispensables de la BD. c) ISBN indicado errado na página 2 (978-2-205-05174-1 em lugar de 978-2-205-05174-2).

Fonte: Dargaud Éditeur e Bedetheque.

N. C.: 1) As capas das edições de 2001, 2006 e 2013 são idênticas. A capa da edição de 2010 (Collection Les indispensables de la BD) apresenta a fonte da palavra Blueberry distinta daquela das demais edições. 2) As contracapas das edições 2001, 2006 e 2010 são idênticas, com a inclusão de Les indispensables de la BD naquela de 2010; a contracapa da edição de 2013 é distinta daquelas das demais; todas apresentam a relação de títulos publicados de “Blueberry”, “Marshal Blueberry”, “La Jeunesse de Blueberry” e “Hors collections” até então.

O nome do personagem Walter Baumhoffer, agente da Pinkerton, é uma homenagem a Walter Baumhofer (1904-1987), ilustrador americano.


A capa, Les indispensables de la BD, 2010.


A contracapa, 2013.


La Jeunesse de Blueberry. Desenho feito por Michel Blanc-Dumont, em 1998,
com tinta nanquim e colorida sobre papel de dimensões 21,9x28,7 cm.
Ilustração publicada na contracapa dos álbuns da série “La Jeunesse de
Blueberry” a partir do volume 10, “La Solution Pinkerton”, 1998.


Extrato do primeiro estudo da capa, 2000.


O assassinato do presidente dos Estados Unidos, Abraham Lincoln, está programado. Uma mulher, como nós as amamos (nos romances!), ou seja, bela e excessivamente cruel, tem colocado a sua alma a serviço dessa conspiração. Blueberry e seus amigos terão êxito em impedir essa sombria maquinação? A princípio, sim, mas os dicionários dizem que Lincoln na verdade tem sido assassinado.

Corteggiani e Blanc-Dumont, no melhor de sua forma, se divertem em jogar (o mais seriamente do mundo), ao mesmo tempo, com as regras do western e do romance policial.

Washington: um empregado dos caminhos de ferro é assassino após ter entregado documentos confidenciais a um desconhecido.

Atlanta: na prisão militar onde ele espera as tropas de Sherman, Blueberry soube da boca de Homer que Éléonore Mitchell não tem sido enforcada e que ela tem feito um pacto com o general sulista John-Bell Hood, cujo ela deveria matar. Ele sabe que ela tem por objetivo assassinar o presidente Lincoln que está em campanha eleitoral em previsão das eleições de novembro de 1864.

Após uma espetacular fuga, Blueberry segue o rastro da ex-agente da Pinkerton até Washington onde Éléonore encontra seus cúmplices da sociedade secreta “O Punhal do Sangue”. Guiado, em seu conhecimento, pelo maquiavélico Allan Pinkerton, Blueberry vai colocar confusão no sinistro projeto dela.

“La Jeunesse de Blueberry” tem aparecido em 1968, em uma publicação anexa da revista “Pilote”. Seu sucesso em banca estimula o editor a prolongar essa criação em álbuns. Das nove “novelas” publicadas em “Super Pocket Pilote” nascem os três primeiros volumes da série.

Primeiro animada pelos criadores do personagem, Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, em seguida ela tem sido confiada ao desenhista Colin Wilson. Após o falecimento de Jean-Michel Charlier, em 1989, são François Corteggiani (que havia trabalhado com Colin Wilson) e Michel Blanc-Dumont que têm retomado a tocha.

Fonte: Dargaud Éditeur.


A série “Blueberry” foi criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud.

Fonte das imagens: Bedetheque: capa, prancha 7 e contracapa, 2001; capa, 2010; contracapa, 2013. Bdfugue: pranchas 1, 2, 3, 4 e 5. CoinBD: prancha 26. Artnet: desenho publicado nas contracapas dos álbuns desde 1998. Michel Blanc-Dumont: extrato do primeiro estudo da capa.

La Jeunesse de Blueberry nº 12 Dernier train pour Washington © François Corteggiani, Michel Blanc-Dumont, Dargaud Éditeur 2001, 2006, 2010, 2013


Afrânio Braga