segunda-feira, 6 de outubro de 2014

“Blueberry L’Intégrale” - complète

A capa do estojo.


BLUEBERRY
L’INTÉGRALE


BLUEBERRY - INTÉGRALES
BLUEBERRY - INTÉGRALE COMPLÈTE

Os 28 volumes do lendário western reunidos pela primeira vez em integral.

Surgido pela primeira vez, em 1963, nas páginas de “Pilote”, “Blueberry”, série criada por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, é, hoje, a referência absoluta em matéria de western. Reencontre as aventuras de Mike Steve Donovan, herói surpreendente que, a exemplo de seu sósia Bebel, torna-se o ícone de uma geração rebelde. Um sublime integral... ...e uma tiragem limitada!

O célebre western, obra-prima de Charlier e Giraud, enfim reunido em um integral completo, disponível em um estojo elegante.

N. C.: Bebel, ou Bébel: apelido do ator francês Jean-Paul Belmondo, cujas feições inspiraram Jean Giraud, no início da série, a fazer aquelas de Blueberry.


Blueberry - Intégrales
Blueberry - Intégrale complète
“Blueberry” – Integrais
“Blueberry” – Integral completo
Roteirista: Jean-Michel Charlier
Desenhista: Jean Giraud
Data de publicação: 7 de novembro de 2014
Número de páginas: 1456
EAN: 9782205073898
Gênero: Western
Preço: 69€
Formato: 19,3x25,0 cm
Público: Adolescente e adulto - a partir de 16 anos

Fonte: Dargaud Éditeur, Paris, França.


A capa do volume. Fonte: Bedetheque.


A contracapa do estojo. Fonte: Bedetheque.


O volume e o seu estojo. Fonte: BDGest.


Álbuns que compõem o integral. Fonte: Bedetheque.


Blueberry L’Intégrale complète © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Dargaud Éditeur 2014




O desenho da capa do integral e da lateral do estojo foi extraído de um dos estudos feitos por Jean Giraud para o álbum “Arizona Love”, publicado em 1990. Na ilustração original, Mike Blueberry conversa com Chihuahua Pearl, uma de suas namoradas.

Afrânio Braga

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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Homenagem a Jean-Michel Charlier

 
Ao lado: Jean-Michel Charlier, aos 43 anos, em seu escritório na revista “Pilote”. O roteirista acaba de pousar sua caneta, quando ele escrevia o comentário, em voz off, da estreia do episódio 10 de sua série televisiva “Les Chevaliers du Ciel”, primeira temporada (fotografia: Studio Dargaud, coleção J-Y Brouard). Acima: a sua assinatura.


Celebrando os 90 anos de Jean-Michel Charlier, o blog Blueberry, uma Lenda do Oeste, em homenagem ao Alexandre Dumas da Bande Dessinée, convidou Jean-Yves Brouard, desenhista, fotógrafo, piloto de avião, escritor, roteirista e editor de Bandes Dessinées, especialista da carreira de Jean-Michel Charlier e criador e autor de jmcharlier.com, que gentilmente presenteou o seu artigo Une vie bien remplie – Uma vida bem repleta, escrito em dezembro de 2004, publicado em seu site, consagrado ao maior roteirista da história em quadrinhos francófona -, a esse evento tão especial e importante da história em quadrinhos mundial. Um grande agradecimento a JYB.

Afrânio Braga


Uma vida bem repleta

Jean-Michel Charlier é conhecido principalmente como um de nossos maiores roteiristas de histórias em quadrinhos de aventuras, e um dos mais prolíficos, sem dúvida, sobretudo em consideração à qualidade das histórias inventadas. Ora, isso foi apenas uma parte de sua vida: em paralelo, ele foi um jornalista e um responsável de estruturas editoriais sucessivas, ao longo de toda sua carreira. Ele era também um apaixonado pela História e, ao mesmo tempo, autor de reportagens musculosas, isso que se traduz, em particular, pela criação, a partir dos anos 1970, de certo número de documentários para a televisão (em cujos os famosos “Dossiers noirs” transmitidos no FR-3 (1)).

Amante da literatura, namorado das palavras, portanto, ele tem começado na imprensa, com menos de vinte anos, como desenhista. Ele realiza, durante seis ou sete anos, milhares de desenhos e ilustrações. Essa dupla ou tripla atividade foi possível graças a uma potência de trabalho fenomenal, uma memória infalível, uma inteligência sintética, permitindo-lhe compreender e assimilar rapidamente, não importa qual dossiê, tão complexo esteja, uma curiosidade insaciável e uma muito grande vivacidade de espírito. Além disso, uma saúde robusta – salvo nos últimos anos de sua vida, onde, abarrotado de medicamentos, ele tomba frequentemente e, às vezes, gravemente doente – permite-lhe, em numerosas repetições, de ficar acordado 24 ou 48 horas seguidas, até mesmo mais...

Nascido em 1924, em Liège, Bélgica, ele se mete cedo no desenho e na história em quadrinhos; estudante de curso superior (ele obterá seu doutorado em Direito), ele encontra a ocasião, em 1944, de se fazer contratar por Georges Troisfontaines, o dono de uma agência fornecedora de desenhos, de histórias em quadrinhos, de rubricas e mesmo da publicidade ao grupo Dupuis, que edita, em particular, o hebdomadário “Spirou” e álbuns de HQ. Isso mete o pé no estribo de Jean-Michel Charlier, mas como desenhista somente.

Portanto, o jovem homem sonhar em se tornar oficial da marinha. Ele tinha – e ele terá ao longo de toda sua vida – uma paixão pelo mar e os barcos. Mas em 1944/1945, as circunstâncias do momento, seus primórdios na imprensa, e, sobretudo, sua aversão à matemática e ao cálculo, fizeram-lhe abandonar essa via. Depois vem seu encontro com Victor Hubinon, contratado do mesmo modo ao seio da agência de Troisfontaines. O seu primeiro trabalho comum, no outono de 1946, é baseado sobre o primeiro roteiro escrito por Charlier que seja publicado profissionalmente.


Jean-Michel Charlier, aos 24 anos, está prestes a escrever à máquina (um próximo roteiro?). A vinheta provém do álbum “Tarawa atoll sanglant”, volume 1, edição de 1975, em versão colorizada e letreiramento refeito (compreendendo um lapso na pontuação do segundo balão e conservando a mesma falha ortográfica no terceiro balão...). Os três heróis da história tinham os traços de cada um dos autores: assim, ao jornalista Sid Callahan, o desenhista Victor Hubinon tinha atribuído o físico de seu roteirista, Jean-Michel Charlier.


Pouco depois é criada “Buck Danny”, lançada por Georges Troisfontaines e Victor Hubinon (Jean-Michel Charlier intervém como roteirista – e desenhista – ao término de uma dezena de páginas). A série conhece rapidamente um enorme sucesso que não se desmentirá, mesmo após o falecimento do roteirista, 42 anos mais tarde.

Alguém o aconselha, em 1950, a abandonar o desenho para se consagrar apenas ao roteiro. As séries, as colaborações se multiplicam: “Les Histoires vraies de l’Oncle Paul”, “Les Enquêtes de Jean Valhardi”, “La Patrouille des Castors”, “Kim Devil”, “Marc Dacier”, “Tiger Joe”, “Chevalier Belloy”, “Rosine”, “Les Grands noms de l'histoire de France”, etc.

Em 1956, sobrevém um grave litígio. Os autores de histórias em quadrinhos, em cujos seus amigos René Goscinny e Albert Uderzo, contratados, alguns anos antes, pela World’s Press, de Georges Troisfontaines, se aliam para redigir e assinar uma “carta” de defesa da profissão (em particular os autores lamentando de não serem os proprietários de seus personagens: os editores podiam os atribuir, de um dia para o outro, a outros roteiristas ou a outros desenhistas). Esse estilingue não agrada a seu patrão, que demite aquele que ele considera como o agitador: René Goscinny.

Em solidariedade, Jean-Michel Charlier e Uderzo deixam a agência; os três autores, unidos na dificuldade, fundam sua própria sociedade e tentam fazer seu buraco no meio da imprensa e da história em quadrinhos. Eles resgatam da World’s a revista publicitária “Pistolin”, lançada por eles um ano antes; em seguida, o efêmero “Jeannot” vê a luz, assim como outros projetos; companheiros de situação difícil em tempos de vacas magras, eles multiplicam os pequenos trabalhos.

Enfim, em outubro de 1959, o trio cria a revista “Pilote”. Nas páginas desse outro hebdomadário, que viveu horas difíceis nos seus primórdios, são nascidas séries muito célebres como, por exemplo, “Astérix” (de Goscinny e Uderzo), e para aquilo que é devido a Jean-Michel Charlier: os pilotos Tanguy e Laverdure, o pirata Barbe-Rouge, o escoteiro Jacques Le Gall. Em seguida, vieram o repórter Guy Lebleu e, sobretudo, o tenente Blueberry, outra grande série de sucesso de Jean-Michel Charlier, desenhada por Jean Giraud.


Caricatura de Jean-Michel Charlier, por Jijé, ilustrando os lendários atrasos do roteirista na entrega de seus textos. Em “Le Nouveau Tintin” nº 61, datado de 9 de novembro de 1976.








Indissociáveis, os dois roteiristas se tornam, em 1963, coredatores-chefe da revista, uma bipolaridade raríssima, até mesmo única, no meio... Mas a contestação estudantil e a revolta de maio de 1968 dão uma freada na carreira do especialista da história em quadrinhos de aventura. A revista é em curso de mutação, como a sociedade; René Goscinny se torna o diretor da revista, a qual ele dá uma nova orientação. Os temas tradicionais, queridos a Jean-Michel Charlier, não têm mais tanto seu lugar; pouco a pouco ele se desliga, suas séries se interrompem, salvo as emblemáticas “Tanguy et Laverdure” e “Blueberry”, que vão acabar por serem publicadas em outro lugar.

Ao mesmo tempo, a televisão abre suas portas a Charlier: ele roteiriza os primeiros episódios de sua adaptação de “Tanguy et Laverdure” em seriado televisivo; sob o título “Les Chevaliers du ciel”, é um imenso sucesso internacional. Ele continua, sobre seu lançamento, escrevendo outros episódios dessa série, assim como outros seriados. Em seguida, o novo canal FR-3 propõe-lhe criar uma série, documentário dessa vez: isso são os “Dossiers Noirs”, que demonstram, de modo mais brilhante, sua capacidade como contador de histórias em imagens; ele passa em revista os grandes negócios do vigésimo século, apresentando testemunhos e documentos chocantes. Enquanto que em “Spirou”, suas séries são menos presentes, em razão particular das ocupações muito envolventes do roteirista.

Ele passa a outros canais de televisão, prossegue suas séries de histórias em quadrinhos, cria novas (“Jim Cutlass”, “Les Gringos”...), se torna, por dois anos, o diretor da redação da edição francesa da revista “Tintin”, imagina novos projetos, mais ou menos tendo êxito, de revistas de histórias em quadrinhos, que monopolizam sua energia. Mas a fadiga e os problemas de saúde o minam; ele termina por falecer em julho de 1989.


O número de “Spirou” de 2 de agosto de 1989 rende homenagem a Jean-Michel Charlier, falecido em 10 de julho. “Spirou” é a revista que tem feito o roteirista trabalhar durante mais de 30 anos, que lhe tem permitido de iniciar no ofício e de criar entre as mais famosas séries europeias de HQ de aventuras. Na capa: uma montagem a partir de uma vinheta extraída do álbum “Les Anges bleus” (série “Buck Danny”, desenhada por seu principal cúmplice, Victor Hubinon).  











Nota do autor: 1) FR-3 é o antigo nome do canal francês France 3.

Jean-Yves Brouard
Site: www.jybaventures.net
Blog: http://jybaventures.blogspot.fr 

Une vie bien remplie © Jean-Yves Brouard 2004

Álbuns de Blueberry na Amazon Brasil - clique no link abaixo:



terça-feira, 9 de setembro de 2014

“Une aventure de Jim Cutlass”

“Une aventure de Jim Cutlass”

Em 1979, o western “Une aventure de Jim Cutlass” foi criado por Jean-Michel Charlier e Jean Giraud, na trilha do sucesso de “Blueberry”, e publicado pelas edições Les Humanöides Associés. As histórias também acontecem durante e depois da Guerra de Secessão dos Estados Unidos da América: igualmente Jim Cutlass foi oficial do Exército da União, tendo uma patente a mais do que o Tenente Blueberry, e se torna ex-capitão em seu retorno ao Sul.

O primeiro episódio, “Mississippi River”, foi inspirado em “E o Vento Levou”, com os personagens Carolyn e Don Clay tipificando Vivien Leigh e Clark Gable, atores que interpretaram Scarlett O'Hara e Rhett Butler no famoso filme - existe um pretenso triângulo amoroso entre Clay, Carolyn e Jim (como aquele de Rhett, Scarlett e Ashley Wilkes no premiado “Gone With the Wind”) - e a fazenda Cyprus Lodge, como Tara, é o pano de fundo da história.

Capa de “Pilote Spécial Western”.

As primeiras 17 pranchas da história “Mississippi River” foram publicadas na revista “Pilote Hors Série Spécial Western” nº 25 bis, junho 1976. A história foi terminada em 1979, publicada na revista “Métal Hurlant” e depois em álbum pelos Les Humanoïdes Associés.


A capa, com desenho de Christian Rossi, da revista mensal
 “(À suivre)”, de julho de 1990, que publicou o primeiro capítulo 
da nova história de Jim Cutlass, “L’Homme de la Nouvelle-Orléans”.

Após a morte do roteirista Jean-Michel Charlier, em 1989, o desenhista Jean Giraud assume os roteiros e continua, a partir de 1990, “Une aventure de Jim Cutlass”, com Christian Rossi nos desenhos, na revista mensal “(À suivre)”. Jean Giraud, depois de ter prosseguido a história “L’Homme de la Nouvelle-Orléans”, a partir da prancha 36, realiza os roteiros de mais cinco álbuns publicados pelas edições Casterman até 1999 – três desses álbuns foram lançados em avant-première na revista “(À suivre)”.

Quadrinho 4, sem textos, da prancha 23 do álbum “Mississippi River”.


Une aventure de Jim Cutlass” - “Uma Aventura de Jim Cutlass”





1. Mississippi River
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos: Jean Giraud
Cores: Isabelle Beaumenay-Joannet
Depósito legal: 11/1979
Editora: Les Humanoïdes Associés
Coleção: Eldorado
Formato: Formato normal
Pranchas: 60



1a. Mississippi River
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos: Jean Giraud
Cores: Isabelle Beaumenay-Joannet
Depósito legal: 01/1991
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 62



1b. Mississippi River
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos: Jean Giraud
Cores: Isabelle Beaumenay-Joannet
Depósito legal: 01/1991
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 62



1TL. Mississippi River
Roteiro: Jean-Michel Charlier
Desenhos: Jean Giraud
Cores: preto e branco
Depósito legal: 01/1980
Editora: Jonas
Coleção: 1/1
Formato: outro formato
Edição: 800 exemplares, em parte assinados





2. L’Homme de la Nouvelle-Orléans
Roteiro: Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 01/1991
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 58




2a. L’Homme de la Nouvelle-Orléans
Roteiro: Jean-Michel Charlier e Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 01/1991
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 58





3. L’allicator blanc
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 09/1993
Editora: Casterman
Coleção: Contre Champ
Formato: Formato normal
Pranchas: 64
Edição: lombada telada



3b. L’allicator blanc
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 09/1993
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 68





4. Tonnerre au Sud
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 01/1995
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 66





5. Jusqu’au cou !
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 08/1997
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 68





6. Colts, Fantômes et Zombies
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 10/1998
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 46





7. Nuit noire
Roteiro: Jean Giraud
Desenhos e cores: Christian Rossi
Depósito legal: 09/1999
Editora: Casterman
Formato: Formato normal
Pranchas: 46
Edição: com o dossiê L’univers inclassable de Jim Cutlass, de 8 páginas, reservado à primeira edição.

Fonte das imagens e das fichas técnicas: Bedetheque.


 

A ilustração da capa do álbum "Mississippi River", Les Humanoïdes Associés, 1979, teve como fotografia de referência Sunset Carson e Linda Stirling em "Santa Fe Saddlemates" de Thomas Carr (1945).

Fonte: Mister Jacq.
N. C.: Sunset Carson é substituído por Jim Cutlass e Ann Morton (interpretada por Linda Stirling) por Carolyn Grayson, a prima de Jim Cutlass.



O volume inicial da série, “Mississippi River”, foi lançado em Portugal por Editorial Futura, de Lisboa, em 1983. A editora portuguesa publica a ilustração da contracapa francesa da editora Les Humanoïdes Associés na sua capa e aquela da capa na sua contracapa.



Rhett “Don Clay” Butler e Scarlett “Carolyn” O’Hara. Don Clay e Carolyn são personagens de "Une aventure de Jim Cutlass".



A ilustração, de Jean Giraud, da contracapa de “Mississippi River”, primeiro volume da série "Une aventure de Jim Cutlass", foi inspirada em uma fotografia, dos atores Wild Bill Elliott (Red Ryder) e Peggy Stewart (Cheyenne Jackson), que integra o cartaz de "Conquest of Cheyenne", filme americano, dirigido por R. G. Springsteen, com roteiro de Fred Harman, de 1946.



A série também foi publicada na Alemanha. Em 1981, a editora Volksverlag lança “Mississippi River”, na coleção “Comics für erwachsene”, utilizando, como a edição do Editorial Futura, a ilustração da contracapa da editora Les Humanoïdes Associés na capa.






Essa ilustração de Jean Giraud foi publicada inicialmente na capa da revista “Métal Hurlant” Nº 44, 01/09/1979, na pré-publicação de “Jim Cutlass”, o novo western de Giraud e Charlier, antes de sua estreia em álbum cartonado, “Mississipi River”, alguns meses mais tarde, com uma nova capa, inspirada dessa vez no filme "Santa Fe Saddlemates".

Para a ilustração da capa da revista, Jean Giraud se inspirou em uma cena de “Conquest of Cheyenne”, cuja também foi a base do cartaz do filme. Red Ryder (interpretado por Bill Elliott) é substituído por Jim Cutlass e Cheyenne Jackson (interpretada por Peggy Stewart) por Carolyn Grayson, a prima de Cutlass.

Fonte da imagem: kicswila.


 

Em 1992, a editora Calsen Verlag prossegue a série alemã, chamada apenas de “Jim Cutlass”, na coleção “ComicArt”, com o volume 1, cujo apresenta a contracapa com uma ilustração inédita, e com os volumes 2 e 3 na coleção “Calsen Comics”, publicados respectivamente em 1992 e 1993.


 

Em 2001, a editora Kult Editionen retoma a série “Jim Cutlass” a partir do volume 5, que também apresenta uma contracapa distinta da edição francesa; o volume 6 também sai em 2001 e o volume 7 em 2002.


Agradecimento a Pedro Morais, de Coimbra, Portugal.
Fonte das imagens das capas de “Pilote Spécial Western” e de (“À suivre”): jmcharlier.com
Fonte das imagens das séries alemãs: Bedetheque.

Une aventure de Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Les Humanoïdes Associés 1979
Une aventure de Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Casterman 1991
Une aventure de Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud / Christian Rossi - Casterman 1993
Une aventure de Jim Cutlass © Jean Giraud / Christian Rossi – Casterman 1995, 1997, 1998, 1999
Uma aventura de Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Editorial Futura 1983
Mississippi River © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud – Volksverlag 1981
Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud - Carlsen Verlag 1992
Jim Cutlass © Jean-Michel Charlier / Jean Giraud / Christian Rossi - Carlsen Verlag 1992
Jim Cutlass © Jean Giraud / Christian Rossi - Carlsen Verlag 1993
Jim Cutlass © Jean Giraud / Christian Rossi - Kult Editionen 2001, 2002

Afrânio Braga